terça-feira, 17 de julho de 2012

Liberte-se da Culpa

A culpa pode ser definida como a responsabilidade que sentimos quando praticamos algo que, de forma negligente ou imprudente, possa ter causado dano ou ofensa a alguém.

Para buscarmos a libertação da culpa é fundamental entender porque estamos sujeitos ao erro e, se o cometemos, por que sentimos a culpa a atormentar nossas mentes.

Deus, soberanamente bom e justo, desde toda a eternidade, estabeleceu leis que regem tanto o mundo material quanto o mundo moral. As leis morais necessárias para o Espírito estão gravadas na nossa consciência.

“Assim como o espelho reflete o nosso exterior, a consciência reflete o nosso interior. Vemos através dela a imagem perfeita de nossa alma, como no espelho a imagem real do nosso rosto.”

A consciência tem a função de refletir com justiça, pondo diante de nosso próprio critério o aspecto exato de nossa moral e a forma interna do nosso ser.
A consciência é o árbitro interno, que se encarrega de estabelecer as diretrizes de segurança para a vida.

À medida que evoluímos, ela se torna mais desperta e mais lúcida, dando-nos uma compreensão mais ampla do porquê da vida, tal como um nevoeiro que quando vai se dissipando, nos permite ver o horizonte com maior amplitude.
Sempre que agimos em desacordo com as Leis de Deus, ela se manifesta, direcionando nossa atenção para o sucedido, objetivando o arrependimento e a reparação.

Como Espíritos imortais, fomos criados simples e ignorantes, visando, através das sucessivas encarnações, a perfeição. Ao longo dessa caminhada evolutiva vamos fazendo escolhas. Nessas escolhas cometemos erros, quer por ignorância ou fraqueza moral, pois enquanto ignorantes, agimos mais ou menos arrastados por impulsos primários, encontrando no erro a oportunidade de aquisição de conhecimento, de experiência, de discernimento, e de lucidez.

No entanto, quem erra tende a tornar-se escravo do gravame praticado, talvez influenciado pela educação religiosa que nos ensinou a sermos excessivamente rigorosos conosco.
Enquanto a consciência for excessivamente severa no julgamento, fará um esforço no sentido de exigir severas reparações em relação ao erro praticado.

A culpa somente tem sentido até o momento em que tivermos a consciência do erro. A partir daí ela passa a ser nociva ao melhoramento, pois ela não faz ninguém se sentir melhor, nem serve para modificar uma situação.
Do contrário, a culpa nos mantém conectados ao erro.

A culpa constrange, inferioriza, deprime.
Não adianta nada remoer o passado, cultivar o remorso e o ressentimento. Quando compreendemos o real sentido da vida, passamos a entender que errar faz parte do aprendizado.
Não importa o tamanho do erro, sempre queremos o melhor. Nada poderia ter sido diferente do que foi, porque era a maneira que sabíamos ver na época.
Sempre fazemos o que pensamos ser o melhor dentro do nosso nível de entendimento. E mais: o erro faz parte da aprendizagem e costuma ensinar muito mais do que o acerto.

As dificuldades, os problemas, os enganos e até as ilusões são formas de treinamento para que alcancemos a maturidade. Por isso, a culpa deve ser eliminada da nossa mente, pois, além da dor e da tristeza íntima, poderá, a longo prazo, desencadear enfermidades no corpo físico.
Inclusive, algumas pesquisas comprovam que sentimentos como o ressentimento e a culpa são encontrados na maioria dos casos de câncer.

Estamos sujeitos à lei de causa e efeito e seremos responsabilizados pelas faltas que cometemos. Em vez de nos submetermos à escravidão que a culpa pode causar, devemos pelo trabalho e através da reforma íntima, buscar reparar os equívocos, fazendo o bem em compensação ao mal que praticamos, tornando-nos humildes, se tivermos sido orgulhosos, amáveis, se tivermos sido severos, caridosos, se tivermos sido egoístas, úteis, se tivermos sido inúteis, benignos se tivermos sido perversos.



- autoria desconhecida

sábado, 14 de julho de 2012

Amor incondicional

O mundo, como um todo, tem esquecido o significado real da palavra amor. O amor tem sido tão maltratado e crucificado pelo homem, que muito poucas pessoas sabem o que é o verdadeiro amor. Assim como o azeite está presente em cada partícula da azeitona, assim o amor permeia cada partícula da criação. Definir o amor, porém, é muito difícil, pela mesma razão por que não se pode descrever completamente o sabor de uma laranja. Você tem que provar a fruta para saber seu sabor. Assim é com o amor.

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No sentido universal, o amor é o poder divino de atração que, na criação, harmoniza, une, prende juntos [...] Aqueles que vivem em sintonia com a força atrativa do amor harmonizam-se com a natureza e com os seus semelhantes, e são atraídos para a união bem-aventurada com Deus.

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"O amor comum é egoísta, sombriamente enraizado nos desejos e satisfações" [dizia Sri Yukteswar]. "O amor divino é incondicional, ilimitado, imutável. O fluxo do coração humano desaparece sempre, ao toque transfixante do puro amor."

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Muitos seres humanos dizem "eu te amo" num dia e o rejeitam no dia seguinte. Isso não é amor. Se o coração de uma pessoa está saturado do amor de Deus ela é incapaz de ferir alguém propositadamente. Quando você ama a Deus sem reservas, Ele preenche seu coração com Seu amor incondicional por todos. Nenhuma língua humana pode descrever esse amor [...] O homem comum é incapaz de amar os outros dessa maneira. Auto-centralizado na consciência do "eu, mim e meu", ele ainda não descobriu o Deus onipresente que reside nele e em todos os outros seres. Para mim não diferença entre essa e aquela pessoa. Vejo todos como almas que são reflexos do Deus único. Não considero ninguém como estranho, pois sei que somos parte de um Único Espírito. Quando você souber, por experiência, o verdadeiro significado da religião, que é conhecer Deus, compreenderá que Ele é o seu Ser e que Ele existe, igual e imparcialmente, em todos os seres. Então você será capaz de amar os outros como seu próprio "Si Mesmo".

(Paramahansa Yogananda - extraído do livro "Onde Existe Luz")

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A terceira inteligência

No início do século 20, o QI era a medida *definitiva* da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a "descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções e os sentimentos." A ciência começa o novo milenio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma Nova Era no mundo dos negócios, na política, indústria, enfim em todas as atividades e relações humanas.

*Drª Dana Zohar - Oxford *

No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana *Dana Zohar* aborda um tema tão novo quanto polêmico:
*a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.*

*A autora e o seu livro.*

Ela baseia seu trabalho sobre *Quociente Espiritual (QS)** *em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "*Ponto de Deus" no cérebro*, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune.
Afirma Dana:

A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna.** Vivemos numa cultura (sociedade) **espiritualmente estúpida**, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".*

Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford.

É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Editora Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.

Ela falou à Revista EXAME em Porto Alegre durante o 300º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo.

Eis os principais trechos da entrevista:

P- O que é inteligência espiritual?

É uma terceira inteligência , que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para se ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos.
É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O *QS* está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.

P - De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência?

Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI,ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional.

Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights,formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o *QS, ou inteligência espiritual*.

P - Qual a diferença entre QE e QS?

É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. *A Inteligência espiritual fala da alma (e dos sentimentos)**.

O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade (Caso contrário não haveria humanidade. O Espírito *é causa primordial* de todos os efeitos materiais e da humanidade, é o númeno/energia que engendra todos os fenômenos/mundo material universal).

Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:

1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo
2. São conduzidas e levadas por valores éticos e humanistas. São idealistas
3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade
4. São holísticas
5. Celebram a diversidade
6. Têm independência
7. Perguntam sempre "por quê?"
8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo
9. Têm espontaneidade
10.Têm compaixão.

sábado, 7 de julho de 2012

Ensinamentos de Francisco de Assis

Quando não há nada mais a ser dito, silencia.

Quando não há mais nada a ser feito, permitas apenas ser, apenas estar e fica na companhia do teu coração e este indicará o momento apropriado para agires.

Quando a lentidão dos dias acomodar tua vontade, enlaçando-te com os nós da intranquilidade, descansa e refaz tua energia.

Não há pressa, a prioridade é que tu encontres novamente a tua essência para que tenhas presente em ti a alegria de ser e estar.

Quando o vazio instalar-se em teu peito, dando-te a sensação de angústia e esgotamento, repara tua atenção e encontra em ti mesmo a compreensão para este estado.

É necessário descobrirmo-nos em tais estados, para que estes não se transformem no desconhecido, no incontrolável.

Tudo pode ser mudado, existe sempre uma nova escolha para qualquer opção errada que tenhas feito.

Quando ouvires do teu coração que não há nenhuma necessidade em te preocupares com a vida, saibas que ele apenas quer que compreendas que nada é tão sério a ponto de te perderes para sempre da tua divindade, ficando condenado a não ver mais a luz que é tua por natureza.

Não te preocupes, se estiveres atento a ti mesmo verás que a sabedoria milenar está contigo, conduzindo-te momento a momento àquilo que realmente necessitas viver.

Confia e vai em teu caminho de paz.Nada é mais gratificante que ver alguém submergindo da escuridão apenas por haver acreditado na existência da luz.

Ela sempre esteve presente...

Era só abrir os olhos...






São Francisco de Assis

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A carga

Conta-se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra em uma das mãos e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.
Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou:
- Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande?
- É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava.
Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor. Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou:
- Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?
- Estou contente que me tenha feito essa pergunta, disse o viajante, porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo.
Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves. Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas
desnecessárias cargas. E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.
Qual era na verdade o problema dele? A pedra e a abóbora? Não! Era a falta de consciência da existência delas. Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado.
Esse é o problema de muitas pessoas. Elas estão carregando cargas sem perceber. Não é de se estranhar que estejam tão cansadas.
Temos que prestar atenção às cargas que roubam nossas forças e energia:
pensamentos negativos, culpa, falta de perdão, mágoa, ciúmes, sentimentos de ódio, vingança, autopiedade.
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Autor desconhecido