terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Lidando com os nossos sentimentos sexuais
Publicado por Fatima dos Anjos em 14 janeiro 2014 às 0:30 em CIVILIZAÇÃO PLEIADIANA
Mensagem de P'taah canalizada por Jani King
9 de Janeiro de 2014
Questionador: Vamos começar este ano com um dos nossos temas mais populares, e este é: “Como podemos lidar melhor com os nossos sentimentos sexuais?”
P’taah: Entenda que vocês são seres sexuais. Você cresceu em uma sociedade que esconde a sexualidade como uma parte não muito agradável de quem você é. Que há algo sombrio em relação a isto. Que há algo não muito agradável com ela. E você continua a ensinar os seus filhos, dando-lhes sinais muito confusos sobre o sexo.
Assim, realmente, trata-se de ser muito honesto no conhecimento de que todos vocês são seres sexuais, desde o momento do seu nascimento, até o momento de sua morte. E ainda que não estejam fisicamente envolvidos sexualmente, vocês, certamente, pensam em sua sexualidade, ou pensam em sexo. E deve-se ser saudável com a sua sexualidade. Deve-se ser honesto em relação ao sexo e estar aberto em relação a ele, compreendendo que é uma parte válida de quem você é.
Você olha para as suas personalidades em sua busca para saber quem você é. E, especialmente, quando você está sendo “espiritualizado” – e isto está em um plano muito elevado – sua sexualidade é uma parte bastante desagradável que não deveria ser reconhecida e você finge que não tem um corpo quando está tentando se aproximar de Deus.
Questionador: Sim.
P’taah: E isto é um absurdo. Você vem ao mundo físico para ter alegria em cada parte sua. E, no entanto, trata-se de você mesmo, você corta a sua sexualidade e diz: “Esta é uma parte separada de mim.”
Não é. E seja quais forem as questões que você tenha, chega a cada faceta sua, incluindo a sua sexualidade. E, algumas vezes, particularmente em sua sexualidade, porque, muitas vezes, você tem muitos sentimentos confusos em relação a ela. Assim, diríamos que a primeira coisa é criar uma atitude saudável e saber que, por mais que você esteja neste espectro da sexualidade, você não está sozinho.
E também dizemos que você pode realmente separar a sua sexualidade do amor. No entanto, quanto mais você estiver neste espaço amoroso com quem você é, então isto afeta cada porção sua, incluindo a sua sexualidade. E nós dizemos que amor é amor, é amor. De qualquer modo que seja expresso, é apropriado onde há amor.
Onde a sexualidade é expressa a partir do medo, muitas vezes isto leva a aberrações, onde as pessoas ficam magoadas, onde a sexualidade é usada como uma ferramenta de poder, ou uma ferramenta para prejudicar outras pessoas.
E, dizemos novamente, suas questões, seus medos e problemas, são expressos em todos os aspectos de sua vida. Se houver uma parte sua que esteja muito infeliz com a maneira com que você expressa a sua vida, então deve-se lidar com as questões. Lidar com os sentimentos. Lidar com as idéias e crenças. E isto é muito importante, porque quanto mais você o esconde, mais o suprime, e mais você cai e se afasta do seu ponto central, do seu equilíbrio.
Questionador: Sim, e parece haver uma grande escola de pensamento que, a fim de ser iluminado, ou transformado, ou seja o que for, você precisa se separar de todos os sentimentos e se sentar no topo da montanha e entoar: “OM”. E o que você está dizendo é que, definitivamente, não é assim.
P’taah: Para algumas pessoas isto pode ser uma maneira, e isto pode ser a única maneira com que elas possam chegar a um sentimento de estarem mais próximas da parte maior de quem elas são.
Entenda, você diz se aproximar de Deus, mas não tem ideia do que seja Deus. E, de fato, Deus é uma designação incorreta. E, assim, o que você está realmente tentando fazer é chegar a este espaço, ou a esta parte sua que se conhece como uma Expressão Perfeita e Eterna da Criação, que está em harmonia com o Campo Unificado da Consciência.
E para algumas pessoas, elas sentem que este é o único meio,de fato. Algumas pessoas que cresceram nesta ou naquela disciplina, acham que esta é a forma de chegar a este conhecimento.
Nós dizemos que vocês se criaram nesta vida, nesta realidade física, para ter esta experiência física. E o que é possível, é que vocês podem, simplesmente ao aprenderem a amar absolutamente quem vocês são, estar apaixonado e grato por tudo que os cerca, estar no conhecimento de que tudo o que vocês criam é uma dádiva para vocês, para vir a ter uma maior compreensão e conhecer este ser perfeito e eterno que vocês são.
E assim, não é necessário tentar se separar do corpo.
Não é necessário estar no alto de uma montanha.
É apenas necessário viver com consciência, estar consciente.
E, é claro, vocês têm o desejo de ser mais quem vocês são, saber mais sobre o amor.
E, nós dizemos que a iluminação, realmente, é o resultado natural de vir a amar quem vocês são, absolutamente. Mas vocês não podem amar o que não conhecem. Não podem amar o que não reconhecem.
Assim, até que cheguem a este espaço de reconhecer cada faceta, cada pensamento, reconhecendo-os, aceitando-os, até que façam isto, como poderão amar quem vocês são?
Tornando a vida mais mágica, Saint Germain
Publicado por Fatima dos Anjos em 14 janeiro 2014 às 0:34 em MENSAGENS DOS MESTRES
com Saint Germain
Mensagem de Sharon Taphorn
12 de Janeiro de 2014
Quando você desperta os seus poderes naturais e assume o controle de como usá-los, a vida se torna mais mágica. Você é um ser poderoso e é um prazer ajudá-lo a aprimorar as suas habilidades e ver como você manifesta as suas intenções na realidade. Seu mundo está mudando e é o momento para que você se capacite e assuma o comando de sua vida.
Você tem muitos talentos naturais que estão apenas esperando se manifestar e serem estimulados. Esta é uma das razões pela qual você veio à Terra neste momento de grande mudança para este mundo. Lembre-se dos momentos de suas habilidades mágicas e as coloque em uso para o bem do planeta e de Tudo O Que É. É seguro que você se sinta capacitado e use estas habilidades para tornar melhor a vida para todos aqueles que optam por assumir o seu poder. Confie que você saberá quando for adequado. Pegue as suas armas espirituais e entre na luz, despertando todos para a mágica da vida.
No passado desta vida e de outras, este poder foi diminuído para as massas e controlado somente por alguns que vivem no medo de que você possa assumir o seu poder, mas eles saberão que já não mais o têm. Este momento passou e enquanto a abertura deste modo de ser está se tornando uma forma normal de ser para todos, você perceberá que aqueles desta velha energia não podem tirá-lo de você. É o seu direito nato e você não está mais sozinho, como o antigo praticante solitário.
Trabalhe para desenvolver os seus talentos e as suas habilidades, esforce-se por confiar em si mesmo e em seus poderes para transformar o seu mundo. Para alguns, será necessário alguma cura e processamento para que se sintam seguros para praticar as habilidades pelas quais foram antes perseguidos, e para outros, é necessário aprender a usá-las com perícia. Seja qual for o caso, saiba que você não está sozinho e que há mestres, tanto encarnados, quanto do outro lado, que podem ajudar a guiá-lo.
Este é um momento de resgatar o seu poder e aprender a usar as suas habilidades, que são suas e que vêm de dentro de você. Elas não estão fora de você ou além do seu alcance. O outro já não é capaz de tirar isto de você, a menos que você escolha entregar este poder a ele. Capacite-se e assuma o comando de sua vida e observe como os seus sonhos se manifestam. Tenha fé absoluta em si mesmo e que os seus sonhos estão se manifestando e mantenha os seus pensamentos focados.
Sua intenção clara de tornar o mundo melhor para todos, trouxe muitas mudanças e é o momento de transformar todos os pensamentos e sentimentos para novamente saber que você é um criador mágico e que agora é o momento de despertar novamente esta sabedoria natural.
Você é muito amado e apoiado e sabemos que nem sempre é fácil quando você começa a dar os passos que o levam pelo caminho de sua missão. Saiba que você está no caminho certo e que ele o levará onde o seu destino aguarda a sua chegada, com o grande estilo que você deseja. Entre em seu poder como o ser mágico que você é e comemore a sua vida. Você é um ser mágico que pode criar as suas intenções na realidade. Estamos muito entusiasmados por ajudá-lo a encontrar o seu caminho. Quando você vencer, o mesmo acontecerá com todos e com Tudo O Que É.
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Direitos Autorais 2011
A permissão é concedida para cópia e redistribuição da Sabedoria Angélica, sob a condição de que o conteúdo permaneça completo, que todos os créditos sejam dados à autora e que seja distribuído gratuitamente.
Psicopatia e a genética
postado no Diário da Saúde
Com informações da BBC
Neurocientista aplica sua teoria a si mesmo e se descobre psicopata
O Dr. Eduardo Mutarelli afirma que muitos cientistas e médicos estão interpretando os conhecimentos gerados pela genética de maneira "perigosa". [Imagem: FMUSP]
"Os profissionais estão atribuindo importância excessiva para a carga genética de uma pessoa, como se isso, por si só, fosse capaz de determinar o futuro de um ser humano."
O alerta é do Dr. Eduardo Mutarelli, professor do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Ele acrescenta que muitos cientistas e médicos estão interpretando os conhecimentos gerados pela genética de maneira "perigosa".
O Dr. Mutarelli comentava justamente o caso de um neurocientista norte-americano que acreditava saber tudo sobre como eram os cérebros dos psicopatas, mais especificamente, de criminosos violentos.
Apesar do pesado e lamentável histórico das tentativas de vinculação de comportamentos a aspectos biológicos, o Dr. James Fallon, professor de psiquiatria e comportamento humano da Universidade da Califórnia (EUA), seguia triunfante com suas "evidências" poderiam indicar criminosos por exames de laboratório, mais especificamente, por imagens do cérebro.
Até que ele decidiu testar seu "conhecimento" e suas teorias nele próprio. Bingo: seguindo suas próprias teorias, ele próprio era um psicopata "cientificamente comprovado".
Teoria pela culatra
A constatação de Fallon aconteceu em 2005, quando ele analisava tomografias de cérebros de assassinos em série. Ele queria ver se encontrava alguma relação entre os padrões anatômicos dos cérebros desses pacientes e seu comportamento.
Fallon explicou que, para ter uma base de comparação, tinha colocado na pilha tomografias de membros de sua própria família - a ideia era usá-los como modelos de cérebros "normais".
Ao chegar ao fim da pilha, onde estavam os exames de sua família, o cientista viu uma tomografia que mostrava um padrão claro de patologia. "O exame mostrava baixa atividade em certas áreas dos lobos frontal e temporal que estão associadas à empatia, moralidade e ao autocontrole," conta ele.
Fallon contou que, no começo, pensou que fosse um engano. Mas feitas as checagens, o neurocientista, que estudava psicopatas há mais de duas décadas, viu-se às voltas com uma realidade um tanto quanto incômoda: o cérebro representado naquele exame era seu.
"As mesmas áreas do cérebro estavam completamente apagadas, como nos piores casos que eu tinha visto", disse Fallon.
Para se certificar que seus exames de neuroimagens estavam certas, Fallon resolveu fazer mais pesquisas envolvendo a genética: exames do seu DNA confirmaram que ele tinha genes alelos associados à ausência de empatia e a comportamentos agressivos e violentos.
"Tenho vários traços em comum com psicopatas, só não sou criminoso. Nunca matei nem estuprei ninguém e prefiro vencer uma discussão com argumentos do que com força física," se defende ele.
A questão que fica para a sociedade é: será que alguém levaria a sério alegações desse tipo feitas por um réu, sem nenhuma formação científica, e que argumente o mesmo ante "provas" e análises forenses apresentadas contra ele em uma acusação?
Neurocientista aplica sua teoria a si mesmo e se descobre psicopata
O neurocientista James Fallon descobriu que tem "cérebro de psicopata" - só que ele nunca cometeu um crime. [Imagem: Daniel Anderson]
Mudar o mundo pela educação
As revelações de James Fallon, descritas em um livro que ele escreveu reconhecendo seu próprio "lado negro" revivem um debate que há muito intriga especialistas: somos produto da nossa herança genética ou do meio em que vivemos?
Para o neurologista da USP Eduardo Mutarelli, o caso de Fallon reforça o papel da sociedade - ou seja, do meio - na formação do indivíduo. E ajuda a combater uma certa tendência "determinista" na forma como nosso potencial genético vem sendo interpretado por médicos e cientistas hoje.
"A genética hoje trabalha muito com probabilidades, com potencial genético e fatores de risco", disse Mutarelli.
O médico citou como exemplo doenças como o Mal de Alzheimer ou o Mal de Parkinson.
"Com o conhecimento atual, sabemos que existe uma certa carga genética associada a essas doenças. Mas você carrega um certo fator de risco e isso vai se transformar em doença caso outras coisas contribuam para isso. Você não se cuida, não come direito, esses são fatores de risco para que a pessoa venha a desenvolver a doença," observa.
No caso específico de James Fallon, Mutarelli faz uma ressalva: "No caso dele, se ele tem um exame de imagem de cérebro que é igual ao de um psicopata, ele só não é psicopata porque foi bem-educado".
"O lobo frontal está desregulado, a alteração existe na experiência dele e a ressonância mostra a alteração, ou seja o gene foi ativado. Ele só não é um assassino em série por causa da família", reforçou o professor.
E concluiu: "O jeito de mudar o mundo é educando".
Pais: eles são realmente importantes na criação dos filhos?
Redação do Diário da Saúde
A cultura ocidental enfatiza muito a importância da mãe para a criação dos filhos.
E muitos estudos científicos atestam a importância dessa relação.
Mas muito pouco se fala ou se pesquisa sobre a importância de um pai para o desenvolvimento das crianças.
Francis Bambico e Gabriella Gobbi, da Universidade McGill (Canadá), resolveram colocar de lado o preconceito e comparar o efeito sobre os filhos da criação sem a presença do pai.
Além dos efeitos comportamentais, a dupla analisou imagens cerebrais dos filhos envolvidos em busca de sinais biológicos das eventuais diferenças.
Eles verificaram que a ausência de um pai durante os períodos críticos de crescimento resulta no comprometimento do desenvolvimento das habilidades sociais e comportamentais das crianças, que vão apresentar esses problemas na fase adulta.
Controle familiar
Segundo a Dra. Gobbi, este é o primeiro estudo a vincular o absenteísmo do pai com atributos sociais e correlacioná-lo com mudanças físicas no cérebro.
Como seria muito difícil e demorado acompanhar várias crianças até a fase adulta, a equipe usou animais de laboratório em sua pesquisa.
"Embora tenhamos usado camundongos, os resultados são extremamente relevantes para os seres humanos," diz ela.
Isso porque é possível controlar o ambiente e equalizar os fatores que diferem nas diversas famílias - nos humanos seria impossível controlar todas as influências durante o desenvolvimento.
"Nós usamos camundongos Califórnia que, como nas populações humanas, são monogâmicos e criam sua prole juntos," acrescentou Bambico.
Filhos sem pai
Os filhotes criados sem pai apresentaram interações sociais anormais e se tornaram mais agressivos do que aqueles criados por um pai e uma mãe.
Estes efeitos foram mais fortes entre as fêmeas do que entre seus irmãos.
As fêmeas criadas sem pais também apresentaram maior sensibilidade a uma droga estimulante, a anfetamina.
Nos filhotes privados dos pais foram identificadas anomalias no córtex pré-frontal, uma parte do cérebro que ajuda a controlar a atividade social e cognitiva.
"Os déficits comportamentais que observamos são consistentes com estudos humanos de crianças criadas sem um pai," disse a Dra. Gobbi. "Estas crianças apresentam um maior risco de comportamentos desviantes e, em particular, as meninas apresentam risco de abuso de substâncias. Isto sugere que estes camundongos são um bom modelo para a compreensão de como estes efeitos surgem em seres humanos."
Cinco emoções que você nunca soube que tinha
Moisés de Freitas
Cinco emoções que você nunca soube que tinha
Um dos testes idealizados por Paul Ekman para reconhecimento das emoções. 1) Tristeza. 2) Nojo. 3) Alegria. 4) Raiva controlada. 5) Medo controlado. 6) Raiva controlada. 7) Medo ou surpresa. 8) Desdém ou orgulho. 9) Preocupação, apreensão ou leve medo.
Seis emoções básicas
Alegria, tristeza, raiva, medo, surpresa e nojo. Você provavelmente não vai concordar, mas estas são, segundo os psicólogos, as seis emoções básicas do ser humano.
São as chamadas Big Six, as Seis Grandes emoções, consideradas universais no sentido de que qualquer ser humano, ao senti-las, não conseguirá evitar mostrá-las no rosto e as mostrará sempre com as mesmas expressões faciais.
E por que ficaram de fora todos aqueles sentimentos mais nobres, amizade, amor e compaixão, por exemplo, universalmente aceitos como representações da mais pura seiva do espírito humano?
Animalidade científica
Você pode diferenciar entre emoções e sentimentos, se quiser. Mas aqui a questão é metodológica. A ciência estuda o ser humano no seu aspecto biológico. A rigor, afirmam os cientistas mais puristas, só existe o biológico - a mente emana do cérebro, o espírito emana do corpo, enfim... o software emana do hardware. Ou seja, apesar de soar esdrúxula para 99% dos não-cientistas, a proposta mais científica atualmente aceita é a de que, quando se trata do ser humano, o superior deriva do inferior.
Assim, num mundo totalmente biológico, as emoções que devem ser levadas a sério, segundo os cientistas, são aquelas que existem para cumprir um papel como auxiliares na sobrevivência.
Logo, "emoções de verdade" devem motivar atividades que nos ajudem a ter algum tipo de sucesso em uma "luta pela vida", contra inimigos, contra animais ferozes, contra concorrentes na reprodução e contra as hostilidades da própria natureza - do tipo que se vê em documentários sobre o início da evolução humana, quando ainda estávamos mais próximos dos símios.
Mas os tempos, como sempre, estão mudando, ou não seriam tempos. Até mesmo a ciência vem abrindo espaço, ainda pouco espaço, é verdade, para a "humanidade do homem", tirando-o daquele paraíso perdido selvagem, idealizado pelos cientistas para exorcizar desse animal tão diferente tudo aquilo que o faz ser diferente dos outros animais. E a ciência vai, aos poucos, aderindo ao fato por ela mesma desvendado de que, afinal de contas, evoluímos.
Emoções do homem moderno
Nossos ancestrais podem ter tido a necessidade diária do medo para fugir dos predadores, da raiva para vencer os inimigos e do nojo para evitar as doenças. Mas a vida em civilização trouxe elementos mais sutis à tona, fazendo surgir um monte de novos candidatos a emoções básicas em um mundo onde a vida vai muito além da sobrevivência.
Avareza, vergonha, tédio, depressão, ciúme e amor, por exemplo, podem ser indicados como marcas registradas da idade moderna. E não apenas estas. Algumas emoções mais obscuras podem estar se tornando cada vez mais relevantes.
Jessica Griggs, escrevendo para a revista britânica New Scientist, entrevistou especialistas e compilou uma lista. A seguir, estão suas cinco preferidas, aquelas que poderiam se juntar às outras para eventualmente formar as Big Eleven. Ou talvez fosse melhor chamá-las de B11, já nos preparando para os infindáveis acréscimos que, com maior ou menor emoção, cada um tentará fazer por si próprio.
Cinco emoções que você nunca soube que tinha
Jonathan Haidt mantém diversos sites sobre as emoções e os sentimentos, incluindo A Hipótese da Felicidade. [Imagem: Divulgação]
Elevação
Em meio à turbulência econômica do ano passado, o discurso de posse do Presidente Barack Obama foi forte e inspirador. Milhões de eleitores, absorvendo cada uma de suas palavras, tinham lágrimas nos olhos, uma sensação de formigamento na parte de trás do pescoço e uma sensação quente no peito como se ali estivesse uma abertura para permitir que o amor e a esperança jorrassem.
Este sentimento é o que Jonathan Haidt, da Universidade da Virgínia, chama de elevação. O pesquisador acredita ter encontrado os traços da elevação na liberação de oxitocina, que gera sensações de acolhimento e calma. É esse hormônio que ativa o nervo vago e estimula os músculos da garganta e do pescoço - o que explicaria as sensações dos eleitores de Obama.
A oxitocina já foi apontada em várias pesquisas como estando ligada a sentimentos nobres - veja, por exemplo, a reportagem Nascidos para o amor: teoria defende a sobrevivência do mais bondoso.
É também a oxitocina que faz as mães liberarem o leite que amamenta seus filhos. Em seus experimentos, Haidt identificou a liberação de um maior volume de oxitocina em mães que, ao amamentar, assistiam programas de TV inspiradores, e menos naquelas que assistiam programas sem sentido emocional.
Assim, a elevação tem tanto um componente fisiológico quanto um componente motivacional. No entanto, ao contrário dos Seis Grandes emoções, ela não tem uma expressão facial característica evidente, o que pode explicar por que ela saiu dos radares da pesquisa científica há muito tempo. "Se você observar o contexto, você pode ser capaz de detectar um ligeiro abrandamento das expressões," diz Haidt. "Às vezes, as sobrancelhas são levantadas como se a pessoa estivesse triste."
A elevação também é relativamente rara. Geralmente as pessoas a experimentam menos de uma vez por semana, embora existam grandes diferenças individuais. Contudo, sempre que ela surge, está envolvida com coisas altamente significativas.
"Se você pedir às pessoas que relembrem as melhores experiências de toda a sua vida, os momentos de elevação provavelmente estarão entre os cinco primeiros", diz Haidt.
Mais do que isso, se pudermos domar a elevação e aproveitá-la para construir a confiança mútua, isto poderia ter relevância especial no mundo moderno para reforçar ou reparar relações interpessoais. Haidt vislumbra um tempo, por exemplo, quando os terapeutas conjugais poderão tentar induzir a elevação a fim de aumentar a eficácia das sessões de aconselhamento de casais.
Cinco emoções que você nunca soube que tinha
O psicólogo Paul Ekman é um dos pioneiros no estudo das emoções e de suas expressões faciais, tendo pesquisado as emoções entre várias culturas ao redor do mundo. [Imagem: Tenzin Choejor]
Interesse
Sua cabeça inclina-se levemente para um lado, sua fala se acelera e os músculos em sua testa e em torno dos seus olhos se contraem conforme você se vê absorvido em aprender uma música nova, entender a termodinâmica do Universo ou talvez simplesmente revisar sua coleção de selos.
O interesse pode ser mais difícil de detectar do que o medo ou a alegria, mas ele de fato possui uma das marcas fundamentais de uma emoção básica - a sua própria expressão facial. Desde 1960, quando Paul Ekman fez os trabalhos pioneiros neste campo, os psicólogos têm procurado por expressões faciais universais para ajudar a medir e classificar as emoções.
O interesse também parece ter um propósito. O psicólogo Paul Silvia, da Universidade de Carolina do Norte, acredita que ele motiva as pessoas a aprender - não por dinheiro, não para uma prova, mas para seu próprio bem, para aumentar os seus conhecimentos apenas porque eles desejam esse conhecimento.
Isto poderia explicar porque o interesse encontrou seu próprio espaço no mundo moderno. Ele pode ser visto como um contrapeso para o medo e a ansiedade que envolvem os eventos com os quais não estamos familiarizados. Sem o interesse poderíamos nos afastar das coisas novas ou complicadas porque elas tendem a nos deixar nervosos. "Isso faz sentido se pensarmos em termos de história evolutiva, quando as situações desconhecidas podem muitas vezes serem perigosas," diz Paul. "Mas, no mundo moderno, isto seria desastroso porque não poderíamos prosperar intelectualmente".
Outro argumento forte para elevar o status do interesse como emoção básica é que ele pode dar errado. Um critério que alguns psicólogos usam para definir uma emoção básica é que ela deve ter aberrações ou patologias associadas. O medo excessivo, por exemplo, gera o pânico ou a ansiedade crônica. Da mesma forma, interesse demais resulta em comportamentos compulsivos, repetitivos e extenuantes.
Assim, como o interesse entra na liga das emoções? Como criaturas naturalmente curiosas, nós o experimentamos diariamente e dedicamos um bocado de tempo e inteligência com as coisas que nos interessam. Apenas isso já seria suficiente para torná-lo um "Big".
Mas o poder real do interesse, de acordo com Paul, reside na sua capacidade de nos manter engajados em nossas vidas frenéticas, em vez de deixar-nos dominar pela sobrecarga de informações. Esta também é uma razão para tentar compreender o que estimula o interesse. "Temos de encontrar formas de ajudar as pessoas a aprenderem, para evitar que elas se tornem ansiosas e se deem bem frente a essa quantidade monstruosa de informação", diz ele.
Cinco emoções que você nunca soube que tinha
Sara Algoe, da Universidade da Carolina do Norte, descobriu que a gratidão faz os casais sentirem-se mais conectados. [Imagem: Divulgação]
Gratidão
A gratidão ainda tem um longo caminho a percorrer antes que possa satisfazer os critérios mais rigorosos para se enquadrar como uma emoção básica. Sua expressão facial ainda não foi identificada, embora se possa especular com, talvez, um sorriso e uma leve inclinação frontal da cabeça.
No tocante a um propósito, contudo, a gratidão nos motiva a agir: ela nos faz querer reconhecer e retribuir uma gentileza ou um gesto de bondade. Assim, a gratidão pode simplesmente assegurar um mecanismo de compensação, mas novas pesquisas sugerem que pode haver mais do que isso.
Sara Algoe, da Universidade da Carolina do Norte, descobriu que a gratidão faz os casais sentirem-se mais conectados. Ela argumenta que os gestos verdadeiramente significativos nos ajudam a encontrar as pessoas que realmente nos cativam. O sentimento de gratidão é um sinal de que devemos conhecer melhor essas pessoas já que provavelmente poderemos contar com elas no futuro.
Assim, uma vez que você está em um relacionamento romântico, o sentimento de gratidão serve como um pequeno lembrete de quão importante e significativo é o seu parceiro. A longo prazo, diz Algoe, a gratidão está lá para ajudar a promover um ciclo positivo de dar e receber, criando uma espiral ascendente de satisfação no relacionamento.
Se Algoe estiver correta, a gratidão tem grandes benefícios potenciais no mundo moderno. Relacionamentos de alta qualidade são bons para nossa saúde, conforme destaca sua colega Barbara Fredrickson. Ela vai mais longe em seu livro Positividade, sugerindo que o cultivo da gratidão poderia aumentar a harmonia social em grupos e comunidades, promover uma menor a rotatividade entre os trabalhadores, aumentar o voluntariado nas comunidades, eventualmente diminuir a criminalidade e induzir à produção de menos lixo e menos desperdício de recursos.
Cinco emoções que você nunca soube que tinha
Jessica Tracy, uma das poucas psicólogas no mundo que trabalham com o orgulho, faz a distinção entre o que ela chama de "orgulho arrogante" e "orgulho autêntico". [Imagem: Divulgação]
Orgulho
O vaidoso e arrogante sentimento de orgulho tem sido chamado de o mais mortífero dentre os sete pecados mortais.
No entanto, o orgulho também pode ser nobre. Todos nós conhecemos a sensação de realização e autoestima que surge quando nos saímos bem em alguma coisa, seja conseguir uma promoção, construir algo, ganhar uma corrida ou descobrir uma solução em um jogo de palavras cruzadas.
É por isso que Jessica Tracy, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, uma das poucas psicólogas que trabalham com o orgulho, faz a distinção entre o que ela chama de "orgulho arrogante" e "orgulho autêntico".
O orgulho pode se manifestar de duas maneiras diferentes, mas não podemos diferenciá-las a partir da expressão facial ou corporal. Os dois tipos fazem as pessoas inclinarem a cabeça para trás, estender os braços, afastando-os do corpo e tentar olhar tão amplamente quanto possível. Como Charles Darwin destacou em seu livro A Expressão das Emoções nos Homens e nos Animais, uma pessoa orgulhosa parece "inchada". Portanto, há uma característica visual do orgulhoso. Mas, ao contrário das emoções básicas, a face desempenha um papel pequeno, com um leve sorriso.
O orgulho também difere das Seis Grandes por ser uma emoção "autoconsciente". Como a vergonha, a culpa e o embaraço, o orgulho exige um sentido de autonomia e a capacidade de se autoavaliar. "A fim de experimentar o orgulho," explica Tracy, "eu preciso pensar em quem eu sou, quem eu quero ser e como o evento que acabou de acontecer se reflete sobre mim e sobre minhas ambições."
Então, qual é o objetivo do orgulho e por que temos dois orgulhos diferentes mas que têm a mesma aparência? Em geral, quando as pessoas veem uma expressão de orgulho elas a associam com um status elevado. Assim, o orgulho nos motiva a fazer bem as coisas para para ganharmos respeito.
Há duas maneiras distintas ganhar prestígio e respeito, o que talvez explique as duas facetas do orgulho.
O status pode assumir duas formas, explica o antropólogo Joe Henrich, também da Universidade da Columbia Britânica. A primeira é baseada na dominação e é comumente vista em primatas não-humanos, onde os indivíduos maiores e mais fortes são reverenciados porque poderiam ferir ou matar os outros. Os equivalentes humanos incluem o bullying e os chefes ditadores.
O segundo tipo de status é o prestígio. Neste caso, o respeito e o poder são obtidos através do conhecimento ou da habilidade. "Isso se encaixa nos dois tipos de orgulho," diz Tracy. "Um está associado à agressividade e ao excesso de confiança, enquanto o outro motiva a realização, o trabalho duro e o comportamento altruísta."
Confusão
A confusão é difícil de descrever. É um sentimento que todos já experimentamos, seja em um teatro, numa galeria de arte ou vagando meio perdido em uma cidade desconhecida.
Dacher Keltner, da Universidade da Califórnia, sugere que confusão é a "sensação de que o ambiente está dando informações insuficientes ou contraditórias".
Mas seria a confusão realmente uma emoção?
Para alguns psicólogos, a ideia é escandalosa. No entanto, Paul Silvia acha que a confusão deve ser entendida como uma emoção básica simplesmente porque ela é tão fácil de detectar. As sobrancelhas franzem, os olhos semicerram-se, os lábios se apertam - você reconhece a confusão quando a vê. De fato, um estudo descobriu que esta é a segunda expressão mais reconhecível no dia a dia, sendo superada apenas pela alegria.
Mas para o que serve a confusão? É uma emoção baseada no conhecimento, na mesma "família" do interesse e da surpresa, diz Paul. Ele acredita que a confusão é a maneira do nosso cérebro nos dizer que a forma como estamos encarando as coisas não está funcionando, que o nosso modelo mental do mundo é falho ou inadequado. Algumas vezes isso nos fará bater em retirada, mas também pode nos motivar a mudar a nossa atenção ou mudar a nossa estratégia de aprendizagem, diz ele.
Uma ideia relacionada é que uma expressão facial de confusão emite um alerta para que outras pessoas possam ajudar a pessoa confusa. Se for assim, a confusão serve para trazer novos conhecimentos e incentivar as relações sociais, tornando-a, talvez, a emoção perfeita para o século 21.
Diário da Saúde
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