segunda-feira, 2 de junho de 2014

A necessidade de controlar

- por Isha***
Publicado por Renata Bucciarelli em 29 abril 2014 às 14:09 em ECOLOGIA INTERIOR

A necessidade de controlar
Querer controlar é um movimento para o exterior que tem tensão. Quando você sente medo em alguma situação, em seguida, sua mente envia uma preocupação que o faz pensar: "preciso ligar para ele para ver se está bem", "tenho que fazer isso, senão, pode acontecer aquilo outro" etc.. Esse movimento para o exterior está baseado no medo. Se você estiver lendo notícias ou vendo o noticiário na TV, logo estará sentindo ainda mais tensão, com medo de que aconteça algo aos seus entes queridos.

Na verdade, você não pode controlar nada no entorno para evitar que aconteça alguma coisa. E o mais importante é que você está sofrendo por isso. O fato de sofrer por quem amamos nos faz pensar, de alguma maneira, que é mais uma forma de amor, mas não é bem assim. Sofrendo, você se machuca e machuca outras pessoas também. Ensina os outros a ter medo em vez de confiar. Então, que tal se descobrirmos essa segurança interior onde o amor flui, o momento é cheio de alegria e você pode compartilhar sua paz com todos?

Pois bem, se você está em um desses ataques de controle, o que você pode fazer? É necessário parar e ir para dentro. Exatamente no momento em que você sente esse movimento para o exterior, aí você tem que ser consciente e se lembrar: volto para mim, volto para dentro. Se você pratica as facetas do meu sistema, pode pensar numa delas. Caso não, o fato de ter a intenção de se conectar consigo, de ir além do automático, em si, será muito positivo para você, para sua saúde, para seu sentir. Você está escolhendo uma mudança.

E quando são assuntos ou ações que se relacionam com nossos apegos, temos que ser muito mais claros ainda. Você pode se perguntar: "por que há tanto medo?". E geralmente é por algo que aconteceu no passado, porque nossos medos não são racionais e se disparam automaticamente, porque sempre estamos preocupados de que possa acontecer alguma coisa, preocupados com dinheiro, preocupados pelas pessoas que amamos, preocupados com nossos trabalhos, com nossas dependências, em resumo, com nossos apegos.

Então, algo prático para se lembrar. Quando você vê esse movimento de querer ligar pelo telefone, preocupado, pare aí. Sinta essa tensão do seu interno para seu externo, aí você pára e não atua. Tome um momento para sentir que emoção está aí por debaixo, observe-a, conecte-se a ela, deixe que ela saia ou se dissolva sozinha com sua presença e, assim, sem medo e com clareza, escolha que ação tomar. Dessa forma, estará escolhendo o amor em vez do medo. Escolha compartilhar a natureza da consciência, escolha sua paz e, assim, poder dar isso a seus entes queridos; escolha se amar e assim ser incondicional com o amor; isso é mais importante que o fato de que o medo ganhe e que, como se fosse seu dono, governe e impulsione você a fazer o que sempre fez; talvez a mesma coisa que faziam sua mãe, pai, avó.

Quando vou para dentro, desmascaro o lugar que me provoca esse escape externo com temor, começo a amá-lo e permito que se dissolva nesse amor que cresce em mim, pois posso ver que o medo não é real agora, é somente algo do passado que me faz querer controlar, como se fosse perder algo ou como se aquela situação fosse se repetir.

É claro que quando falo do medo e do controle, eu não estou falando da maturidade e eficiência para organização. Se você é o gerente de uma empresa, é óbvio que você deve organizar seu pessoal. É claro que você precisa organizar a sua vida e você o faz, você tem suas obrigações de adulto. Não estou falando desse tipo de controle, não estou falando de estar passivo, mas de ver quando o medo está apegado aí e, então, usar esse movimento de preocupação para parar e ver, sentir e se transformar.

E assim, vai tirando essa energia, essa carga pesada ligada ao passado que está pintando neste momento presente e não lhe permite criar algo novo, apenas o deixa preso nesse passado quando, na verdade, este é um novo momento: agora!

Então, lembre-se: "minha paz é mais importante, vou encontrar esse lugar dentro de mim e vou amá-lo para que todo o medo gravado aí possa se dissolver". Outra forma de amar-se que você pode usar essa semana, sim? E depois você me conta.
por Isha

A Sabedoria de Mudar a Si Mesmo

por Andre Lima

Hoje vi uma postagem no Facebook que dizia: "Ontem eu era inteligente, queria mudar o mundo. Hoje sou sábio, estou mudando a mim mesmo". Compartilhei imediatamente por achar que isso traz um ensinamento profundo.

O que a maioria das pessoas faz é tentar mudar as outras. Isso é, na verdade, uma tentativa de alterar a realidade exterior para ter paz interior. Tenta-se mudar o comportamento e a forma de pensar de outras pessoas que nos incomodam, para que finalmente possamos ser felizes. Esse é um caminho certo para gerar sofrimento para si mesmo.

O mecanismo que acontece é o seguinte. Sempre que alguém se comporta ou deixa de se comportar da maneira que gostaríamos, surge dentro de nós um desconforto. Esse desconforto é simplesmente o nosso julgamento sobre a realidade. É uma reação interna, totalmente nossa. E pra que possamos ficar em paz novamente, tentamos fazer com que as pessoas mudem. Mesmo quando não falamos nada e não tomamos nenhuma providência pra que isso aconteça, fica o desejo latente no nosso interior.

O resultado desse querer frustrado de alterar a realidade é o sofrimento. Esse sofrimento pode ser manifestar em forma de raiva, impotência, frustração, tristeza e vários outros sentimentos.

A partir daí surge a dependência, o comportamento controlador, a crítica, julgamento, e, em casos mais graves, a agressão verbal e física.

Recentemente, conversando com um amigo que é bem mais novo do que eu, ele me falou que ficava incomodado com sua avó quando ela lhe dizia que ele tinha demorado muito no banho, e que deveria ter sido mais rápido. Perguntei, então, por que isso o incomodava tanto. Ele justificou o incômodo dizendo que não adiantava ela ficar dizendo o que deveria ter acontecido, por que já tinha passado, e não tinha como mudar.

Então eu falei pra ele: "Na sua visão, ela deveria parar de pensar dessa forma, parar de reclamar. É interessante, você sofre do mesmo mal que ela sofre. Ela quer que você mude e tome banho mais rápido. E você quer que ela mude e pense de forma diferente, que ela aceite o tempo do seu banho ou não expresse a opinião dela. Por isso você sofre. No momento em que você aceitar o que ela pensa, sem julgamento, a opinião dela não fará diferença pra sua paz interior. Os julgamentos da sua avó vão apenas causar desconforto pra ela mesma".

Uma coisa acontece quando reclamamos, rebatemos e tentamos mudar as outras pessoas: o outro lado resiste. Ou seja, tudo isso acaba contribuindo para mais conflito. Se a reação dele à reclamação da avó fosse totalmente neutra e sem julgamento algum, provavelmente a avó pararia de reclamar. Isso acontece porque os embates alimentam o nosso ego, a nossa sombra. Quando estamos discutindo ou tentando convencer alguém, o ego se fortalece. Ele tenta subjugar a outra pessoa pra se sentir superior. E a outra pessoa tenta fazer o mesmo com você. É um jogo que acontece de forma inconsciente. Por isso, quando não é criada uma resistência do outro lado, o ego não tem mais com quem disputar; não há mais alimento pra que ele se fortaleça. Assim, o embate acaba.

Talvez você já tenha passado pela experiência de tentar mudar o comportamento através da crítica. E provavelmente você deve ter percebido que não funcionou. Eu conheço um casal que tem 40 anos de casados e tem comportamentos em que um ainda reclama do outro durante esse tempo todo. Se a crítica fosse uma forma eficiente de promover mudança, os dois teriam moldado perfeitamente o comportamento para se encaixar com o outro.

Tem uma coisa também muito interessante que acontece com quem começa a entrar nesse caminho de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Às vezes, a pessoa faz um curso que a leva a ver um monte de comportamentos, crenças e formas de agir que levam ao sofrimento. Fica encantada com tudo isso. E aí, quando sai do curso, começa a mostrar isso pras pessoas, apontando como elas estão julgando e causando sofrimento para elas e pros outros. E isso começa a gerar antipatia. Age como se fosse um professor que aponta as falhas dos outros, ou seja, começa a julgar as pessoas e tentar mudar seus comportamentos.

Ou seja, a pessoa que teoricamente deveria estar agora mais compassiva, menos julgadora, olhando mais para as suas reações internas procurando melhorar a si mesma, começa a desviar desse caminho e passa a observar e se incomodar com o comportamento das outras pessoas. Muitos ficam tentando de forma insistente fazer com que os outros façam o curso que ela fez. Isso gera resistência e as pessoas começam a fugir.

Confesso que já passei um pouco por esse estágio quando comecei. Hoje a minha "tática" é bem diferente. Na verdade, não há tática nenhuma. Eu apenas procuro ser o melhor que consigo e, através do exemplo, a nossa influência aumenta muito. Se alguém me pergunta algo sobre essa área, eu falo. Se a pessoa não demonstra interesse, sem problema. Escrever textos como esses e postar no meu blog, no Facebook e outros sites é também uma forma de deixar disponível o que eu sei que pode ajudar outras pessoas, deixando-as livre para ler, se elas assim quiserem.

Faz parte da minha missão tocar outras pessoas. Porém, sem qualquer tipo de julgamento ou imposição de qualquer coisa. E já que você chegou até esse ponto do texto, convido você a conhecer a *EFT (técnica para autolimpeza emocional, baixe o manual gratuito aqui), que é uma técnica que você pode aprender pra se autoaplicar e eliminar rapidamente pensamentos, sentimentos e emoções negativas, julgamentos, crenças limitantes e qualquer coisa que tire a sua paz interior.

Gaste a sua energia, suas observações e julgamentos para mudar a você mesmo. Sempre que quiser dar um conselho pra alguém ou criticar de alguma forma, observe se você vem seguindo esse conselho na sua vida, ou se vem fazendo ou já fez exatamente o que você tem vontade de criticar no outro. Se você for honesto consigo mesmo certamente encontrará muito o que mudar em você.


Gêmeos: a integração entre o mundo físico e o espiritual

:: Graziella Marraccini ::

O Sol iniciou sua caminhada no signo de Gêmeos, o terceiro do Zodíaco. Gêmeos é um signo do elemento Ar, e é regido pelo planeta Mercúrio, o nome dado pelos romanos ao Deus grego Hermes, o mensageiro dos Deuses. A palavra que melhor descreve o geminiano é "rápido"! Quem conhece um geminiano sabe que ele parece um azougue, fala rápido, pensa rápido, reage rápido, assimila rápido. Porém, essa rapidez pode ser sinônimo de superficialidade e falta de foco. O geminiano passa tão rapidamente de um assunto para outro que torna difícil seguir seu raciocínio, a não ser que seu cérebro seja tão rápido quanto o dele. Muitas vezes eu comparo o geminiano a uma "biruta de aeroporto" que muda a cada instante de direção conforme a direção do vento! Portanto, aquela que poderia ser uma qualidade, pode também se tornar um defeito: a falta de direção e de foco podem vir a atrapalhar a conquista dos objetivos finais.

O planeta Mercúrio é o mais rápido de nosso sistema solar e também o mais perto do Sol. Por causa da rapidez que esse planeta possui, os natos desse signo absorvem múltiplas informações ao mesmo tempo, captando as coisas "no ar". São inteligentes, falantes, comunicativos, expressivos, talentosos, inquietos e ansiosos, e conseguem sintetizar rapidamente todas as informações que recebem. Parecem possuir um "chip dual" ultrarrápido no cérebro! Quem conversa com um geminiano, dificilmente ganha na discussão porque ele possui poderes incríveis para persuadir você que sua opinião é a melhor. Ele sabe tudo. Como pertencem a um dos signos do elemento Ar, o geminiano é também volátil e sociável, além de intelectual e racional. Quer aprender e estudar muitas matérias, muitos assuntos ao mesmo tempo. Encontramos muitos jornalistas e comunicadores com o signo de Gêmeos, pois é neste signo que a Astrologia coloca a comunicação, não somente aquela intelectual mas aquela física também. A mídia é de Gêmeos e também o trânsito, o comércio, as viagens, as transações e os relacionamentos com pessoas próximas, parentes e irmãos, ou seja, os contatos humanos. Mexericos e fofocas fazem parte do lado negativo desse signo. E tem mais: os natos desse signo lidam muito mal com as emoções. Os assuntos do coração são dificilmente resolvidos com o raciocínio intelectual! Talvez a dificuldade que eles encontram nessa área seja devido principalmente à inconstância e superficialidade com a qual tratam todos os assuntos: eles não são modelos de perseverança e sua curiosidade pode torná-los infiéis. As novidades o atraem e quando um assunto está dominado eles precisam partir para outras conquistas....intelectuais.

A Astrologia Cabalística nos ensina uma outra faceta desse signo. Pelo fato de Mercúrio ser o planeta mais perto do Sol ele recebe do Astro-Rei a energia do campo espiritual e por essa razão eles têm um potencial imenso para se conectar com a Luz e de compartilhá-la! A integração entre o mundo físico e o mundo espiritual pode ser efetivado durante esse mês em que o Sol atravessa o Signo de Gêmeos. Nosso intelecto pode dar um salto de qualidade usando a oitava superior de Mercúrio que é Urano e fazer uso não somente do conhecimento adquirido, mas também da intuição que é a conexão direta com o Divino. Receber essas informações pode depender dos cinco sentidos e principalmente do sexto sentido que ficarão mais aguçados.

Durante esse mês e para nos conectar com o a Luz do Sol, ou seja, do Divino, devemos nos esforçar ainda mais, pois teremos a oportunidade de conseguir a revelação do sentido espiritual de nossa vida. Podemos conseguir uma conexão maior com o campo astral, a fim de buscar o Conhecimento com "C" maiúsculo, aquele que nos é transmitido pelos ensinamentos ocultos da sabedoria ancestral e que é contida nas artes esotéricas.

A maior dessas artes é, sem dúvida, a Astrologia, porém, não é a única. Busque aquela que mais lhe convém, com a qual tem mais afinidade, mas aproveite: o momento é agora. A Grande Cruz da qual falei exaustivamente nas semanas anteriores está enviando para o nosso planeta as energias necessárias para fazer uma grande transformação. Não perca essa oportunidade!

Fiquem em Paz, orem e recebam a Luz Divina e a compartilhem para o bem de todos! Esse é meu desejo para todos nós no mês de Sivan!
(Graziella Marraccini)

São Paulo, 21 de maio de 2014

Uma Prece Ao Melhor do Teu Ser - Wagner Borges


Que o Sopro Vital do Eterno ilumine tua jornada.
Que o brilho das estrelas esteja em teu olhar.
Que tu escutes uma linda canção e te encantes com ela.
Ah, que tu sejas capaz de rir de ti mesmo.

Que todo teu conhecimento se transforme em sabedoria.
Que tuas atitudes dignifiquem tua senda...
Que tu sejas, cada vez mais, amado por teus amigos reais.
Ah, que um Grande Amor te encante e te encha de vida e alegria.

Que nada e nem ninguém te desvie da rota do teu coração.
Que tu sintas a pulsação da vida universal em todas as coisas.
Que o ceticismo do mundo jamais congele tua consciência.
Ah, que tu renasças a cada instante, sempre agradecendo pelo dom da vida.

Que tu perdoes, aos outros e a ti mesmo, sempre sendo verdadeiro...
Que tu tenhas coragem de ser tu mesmo, sem trair o teu coração.
Que tu tenhas a certeza de que nada do mundo pode comprar tua consciência.
Ah, que diante da vida – e além dela... -, tu não sintas vergonha de ti mesmo.

Que tuas preces não contenham lamentações, mas odes ao Alto, pela vida.
Que tu te levantes sabendo que todo dia permite renovação e aprendizado.
Que tu deites teu corpo no leito sabendo que teu espírito viaja na noite...
Ah, que os teus voos sejam lindos e que os espíritos das brumas te abençoem.

Que todo ser vivo seja sagrado diante do teu olhar...
Que tu não humilhes ninguém, pois isso te humilharia também.
Que tu te sintas honrado só por existires, e faças o bem, sem olhar a quem.
Ah, que tu olhes com admiração a luz do dia e a suavidade da noite.

Que tu aches o templo do Eterno em teu próprio Ser.
Que teus mestres sejam o bom senso, o discernimento e o amor.
Que tu trabalhes com dedicação, mas sem perder teu coração.
Ah, que, por onde tu fores...
A Luz te guie e te ampare na jornada.
Que teus ancestrais sejam honrados por tuas atitudes presentes.
Que teus filhos jamais te tomem como exemplo de indignidades.
Que eles te considerem como um(a) amigo(a), por toda a vida...

Ah, que tu faças a pessoa amada feliz, e que ela te olhe com admiração.
Que tu sejas um presente para teus amigos – e eles para ti.
Que tudo que é trevoso se afaste de ti; porque teu coração é um sol de amor.
Que tu caminhes pelos solos do mundo calçado com as sandálias do discernimento.
Ah, que mesmo diante de provas acerbas, tu jamais renegues o teu espírito.

Que tu não sucumbas às pressões dos pensamentos e emoções negativas.
Que teu passado fique para trás...
E que o presente seja sempre o teu momento...
Que tu não dependas dos outros para ser feliz; que tu sejas feliz só por existires.
Ah, que tu não prestes atenção aos defeitos alheios, mas, sim, à tua própria vida.

Que o acalanto secreto do Ancião dos Dias te faça rir muito, até de ti mesmo.
Que tu não carregues culpas, mas, sim, experiência, e vontade de fazer o melhor...
Que nada e nem ninguém, da Terra ou do Astral, possa roubar a luz do teu coração.
Ah, que alguma música te encante...
E a canção da vida também.

P.S.:
Que tu e eu nos encontremos aqui, no mesmo coração, como irmãos de senda...
Que esses escritos tenham o selo de nossos melhores propósitos. Que estejamos dentro do mesmo círculo de amor e consciência.
Ah, que sejamos tudo o que podemos ser, aqui e além... E que tenhamos a sabedoria de que nada nem ninguém nos pertence.
E que o grande lance não é TER, mas, SER!
Então, sejamos... Agora e no infinito...
Na Luz, sempre.

Wagner Borges

Deixando o corpo


Transcrevo esse trecho do livro "Espíritos entre nós" de James Van Praagh porque acho interessante como ele descreve a experiência da morte com base nos contatos dele com espíritos, pois ele tem a mediunidade desde a infância. Acredito que ao ler esse texto muitas pessoas vão ficar mais tranquilas em relação a partida de um ente querido, pois muitas ficam se perguntando se o familiar sofreu, ou sentiu dor no momento da transição. A intenção de compartilhar esse texto é somente levar conforto aos corações sofridos.

"A morte é o grande desconhecido. No decorrer da vida, nossas crenças religiosas e culturais nos fazem desenvolver tantas ideias preconcebidas sobre a morte que, quando o fim se aproxima, não temos um entendimento verdadeiro sobre esse grande acontecimento. Ainda que a experiência de morte de cada pessoa seja específica, posso dizer, com base em minha comunicação com os espíritos, que há uma incrível semelhança nessa transição.

Independentemente da forma de morte - homicídio, doença, acidente, suicídio ou velhice -, existe um fator constante que se repete. Ninguém sente dor ao morrer. Nunca me canso de repetir isso para as pessoas. Na verdade, é a ausência de dor que confunde muitos dos que acabaram de morrer, porque eles não percebem que se foram.

Ninguém fica sozinho na hora da morte. Quando saímos do corpo, nossos entes queridos que já faleceram vêm nos receber. Talvez tenham se passado vários anos desde que os vimos pela última vez, mas os laços afetivos que nos uniam na Terra continuam muito presentes do outro lado.

Na hora da morte, muitos têm a sensação de estarem cercados de luz brilhante e de serem puxados através de um túnel. As pessoas descrevem essa luz como sendo Deus ou um ser que tudo sabe. Algumas sentem a luz é pura paz, alegria e amor. Em vez da luz, alguns espíritos falam de gloriosas cores celestiais, diferentes de tudo o que já viram.

Há uma imediata sensação de não existirem mais os limites do corpo físico. A vida anterior simplesmente desaparece, e é substituída pela consciência de uma "renovação" de vida.

Finalmente, quando estamos às portas da morte, parece haver uma imediata alteração de tempo-espaço. Os espíritos habitam uma dimensão atemporal, etérea e transparente. O tempo na Terra continua a passar, mas para o espírito tudo acontece no agora.

(...) É incrível como ficamos apegados aos nossos estados emocionais e mentais. Culpa, raiva e ressentimento mantêm nossas almas em prisões auto-impostas, mesmo depois da morte. Para que possamos seguir adiante, devemos aprender a perdoar os outros e a nós mesmos.

O período que é vivido na Terra serve para o aprendizado. Do ponto de vista espiritual, tudo o que se espera de nós é que amemos a nós mesmos, não de forma narcisista, mas nos valorizando por sermos seres espirituais. Estamos aqui para fazer o melhor que pudermos e para tratar os outros com compaixão e bondade. O nível humano é uma grande escola onde nossas almas podem aprender e crescer, se formos capazes de compreender isso, nossa transição para o outro lado será fácil e alegre.

Com o tempo, espíritos presos à Terra acabam esgotando todos os seus desejos terrenos e passam a ter vontade de experimentar algo mais. Isso acontece quando já estão prontos para passar para dimensões espirituais e mentais mais elevadas".

(Trecho extraído do livro Espíritos entre nós de James Van Praagh)

Imagem pesquisada na web, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou a retirarmos do blog.

Fonte: http://toquedoanjo.blogspot.com.br/2014/06/deixando-o-corpo.html

http://aumagic.blogspot.pt/