É difícil de acreditar, mas julgar os outros é algo muito comum. Algo que é contraditório quando muitas vezes solicitamos que, por favor, deixem de julgar os nossos atos, pois julgamos e somos julgados constantemente, sem que possamos evitar.
Mas o dano que o julgamento provoca é algo que merece a nossa reflexão. É preciso olhar o seu interior, olhar a si mesmo e deixar de investir tanto tempo em ver o que o resto das pessoas fazem, como fazem, por que fazem…
“A alma sempre tende a julgar os outros segundo o que pensa de si mesma”
– Giacomo Leopardi –
O que acontece quando julgamos os outros?
Quantas vezes você já se sentiu julgado de forma equivocada? Com certeza, muitas. Por isso, você deve evitar julgar as outras pessoas. Respeite o que os outros fizerem e decidirem, porque pode ser que, cedo ou tarde, você acabe fazendo isso que tanto critica.
A sua perspectiva não é a única!
Em muitas situações, não nos colocamos no lugar dos outros. A nossa visão é a única válida e isto nos impede de ver mais além e compreender outras perspectivas diferentes.
Quem disse que a sua forma de ver as coisas é a correta? Permita-se duvidar, aceitar que ambas as posturas podem ser corretas e que isto não faz uma melhor do que a outra. Nem sempre você tem razão. Você pode estar enganado e julgar os atos de alguém de forma equivocada.
Quando julgamos os outros, não conhecemos a história completa, o que há por trás dessa pessoa.
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Você só precisa olhar para si mesmo. Quantas pessoas existem que não têm ideia de tudo que você já passou?
Não tente procurar visões melhores ou piores, todas são válidas! Você pode rejeitar hoje algo que comece a agradá-lo amanhã.
Abra a sua mente e permita-se descobrir novas perspectivas para ampliar a sua visão de mundo. Comece a ser uma pessoa aberta e tolerante. Isto fará você ser uma pessoa melhor e lhe permitirá entender melhor os outros.
Os seus atos o definem
Quando você julga alguém, você está definindo a si mesmo. Você pode dar a sua opinião, mas criticar ou não entender essa pessoa não vai ajudá-la! Você está fazendo algo de bom por ela? O que você pretende realmente?
Quando você julga, a sua verdadeira intenção é fazer com que os outros vejam o mundo como você. Isso está certo e isso está errado, mas será que é realmente assim?
As diferenças não são negativas, pois nos ajudam a abrir a mente diante de situações diversas. Você não pode querer que alguém pense ou aja como você. Como já mencionei anteriormente, não há nada que seja melhor nem pior.
Julgar alguém pode causar muito dano a essa pessoa. Pense em uma situação na qual você foi julgado. Isso lhe ajudou de alguma forma? Fizeram você se sentir melhor? Escolher o caminho que lhe indicaram fez você mais feliz?
Julgar dói e por isso devemos ser muito cuidadosos e deixar de fazê-lo. Acreditamos que estamos ajudando quando, na verdade, estamos fazendo mal. Acreditamos que estamos orientando quando, em vez disso, estamos desorientando.
O que acontece quando julgamos os outros?
As aparências enganam
Neste ponto, está claro que, às vezes, o que vemos não é toda a realidade. Cada pessoa é um mundo. Você mesmo, como já falamos, tem situações e vivências pelas quais passou, com as quais sofreu e aprendeu, mas que só você conhece e compreende.
As outras pessoas também. Cada uma delas tem uma vida com as suas próprias particularidades. Não se trata de justificar seus atos; o que não queremos é julgá-los. As pessoas têm seus motivos e, mesmo que você não esteja de acordo, é preciso respeitá-los. Talvez amanhã você se veja fazendo exatamente aquilo que tanto questionou.
“As pessoas tomam caminhos diferentes na busca pela felicidade e a sua realização.
O fato de não caminharem pelo seu mesmo caminho não significa que se tenham perdido”
– Dalai Lama –
Se você é uma pessoa que julga os outros, pense primeiro em como você se sente quando alguém julga você.
Ao longo das nossas vidas, tudo o que nos acontece muda a nossa forma de ver as coisas. O que há alguns anos víamos como certo, agora talvez já não seja.
O que acontece quando julgamos os outros?
Seja flexível e nunca julgue. Você pode dar a sua opinião, mas sem procurar que as pessoas olhem a vida do mesmo jeito que você. Principalmente porque a sua não é a única visão válida.
“Nunca podemos julgar a vida dos outros,
porque cada um sabe da sua própria dor e da sua própria renúncia.
Uma coisa é você achar que está no caminho certo;
outra é achar que o seu caminho é o único”
– Paulo Coelho –
amenteemaravilhosa.com.br
Publicado por Fatima dos Anjos em 16 novembro 2017
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Viva o Presente
Quando passamos a vivenciar a beleza de cada momento, com alegria, gratidão e entusiasmo, a vida e o Universo inteiro passam a conspirar a nosso favor. Isso ocorre porque estamos imersos em um contexto vibratório fiel à Lei Universal de Ação e Reação. De acordo com esse princípio, atraímos somente algo que seja similar àquilo que estamos emitindo. Assim, ao nos sentirmos bem, emitimos uma frequência boa que reverbera nas esferas mais sutis da existência e traz de volta algo que seja condizente com isso.
Já falei muitas vezes a respeito da natureza responsiva do Universo, mas nunca é demais repetir quando o objetivo é clarear a mente de quem confia no que escrevo. Portanto, repito mais uma vez que a vida é como um espelho mágico que reflete de forma exata e proporcional, o que somos na essência. Aliás, o bem-estar que emitimos geralmente retorna com uma adição suplementar, de forma intensa, multiplicada.
Quando nos sentimos bem, emitimos essa sensação de bem-estar como nossa condição. E a Fonte Criadora, atenta aos nossos verdadeiros anseios, sempre diz: “Seu desejo é uma ordem!”
Apesar de geralmente dividirmos a vida em passado, presente e futuro, a Inteligência Infinita que nos gerou considera apenas o agora. No exato momento em que nos tornarmos capazes de passar uma borracha no passado, gravado em nosso subconsciente, tudo estará feito. O passado morrerá imediatamente.
O que já passou ainda se mantém lá apenas por conta das nossas lembranças.
A energia nefasta da perda, da raiva e do saudosismo melancólico alimentada por más lembranças nos faz reviver um sofrimento que já se foi há muito tempo. Dessa forma, o mal outrora vivenciado se repete e nos tornamos vítimas de algo que já passou. Em outras palavras: ressuscitamos um demônio que já estava morto e enterrado e, por conta disso, o tormento continua de forma interminável. Isso ocorre porque, remoendo o que já passou, reforçamos a carga emocional daquela experiência e a trazemos de volta, para nossa completa desolação.
Não existe outra forma de voltar ao passado que não seja mentalmente. Nada fará com que as coisas mudem com suas lamentações e arrependimento por causa dos erros de outrora. Então, vai uma dica fundamental: mantenha apenas o que foi bom pra você. O que não foi bom; deixe pra lá!
Viva o presente!
Você está aqui e agora e a sua vida é essa. De forma alguma conseguirá reescrever os capítulos anteriores da jornada, mas pode perfeitamente traçar um novo rumo para o seu futuro através das escolhas que fizer no dia de hoje.
Há um poder infinito colocado ao seu alcance. Algo capaz de remodelar o caráter, transformar a essência e, por conseguinte, mudar o seu futuro. Eis o segredo capaz de acionar essa força interior, parcialmente adormecida dentro de você: Busque dentro de si mesmo, a cada momento, algo que seja capaz de produzir energia boa. Sinta alegria, amor, boa vontade, entusiasmo e fé, em si mesmo e na exatidão da Justiça Divina. Você só precisa fazer isso para transmutar aspectos tenebrosos em plenitude.
A mudança interna positiva é a diretriz que te coloca frente a uma porta aberta a todas as melhores possibilidades que a vida pode lhe reservar. Essa alteração de conduta só poderá ser executada com base na mudança de suas atitudes, centralizadas no momento presente. Escolha uma nova postura, estruturada em conceitos elevados. A saber: tudo o que seja bom, belo e justo.
Ouse iniciar a reestruturação ainda hoje, se já não o fez. Lembre-se: ontem já passou e amanhã não chega nunca. O presente é tudo o que você tem. Faça com que esse momento seja verdadeiramente um belo “presente” do Criador de todas as coisas para você. Escolha ser maior e melhor agora e siga persistindo nesta escolha a cada instante seguinte. E o Universo, altamente responsivo dirá: “Seu desejo é uma ordem!”
Francisco Ferreira, O Aprendiz
A Casa do Aprendiz
Já falei muitas vezes a respeito da natureza responsiva do Universo, mas nunca é demais repetir quando o objetivo é clarear a mente de quem confia no que escrevo. Portanto, repito mais uma vez que a vida é como um espelho mágico que reflete de forma exata e proporcional, o que somos na essência. Aliás, o bem-estar que emitimos geralmente retorna com uma adição suplementar, de forma intensa, multiplicada.
Quando nos sentimos bem, emitimos essa sensação de bem-estar como nossa condição. E a Fonte Criadora, atenta aos nossos verdadeiros anseios, sempre diz: “Seu desejo é uma ordem!”
Apesar de geralmente dividirmos a vida em passado, presente e futuro, a Inteligência Infinita que nos gerou considera apenas o agora. No exato momento em que nos tornarmos capazes de passar uma borracha no passado, gravado em nosso subconsciente, tudo estará feito. O passado morrerá imediatamente.
O que já passou ainda se mantém lá apenas por conta das nossas lembranças.
A energia nefasta da perda, da raiva e do saudosismo melancólico alimentada por más lembranças nos faz reviver um sofrimento que já se foi há muito tempo. Dessa forma, o mal outrora vivenciado se repete e nos tornamos vítimas de algo que já passou. Em outras palavras: ressuscitamos um demônio que já estava morto e enterrado e, por conta disso, o tormento continua de forma interminável. Isso ocorre porque, remoendo o que já passou, reforçamos a carga emocional daquela experiência e a trazemos de volta, para nossa completa desolação.
Não existe outra forma de voltar ao passado que não seja mentalmente. Nada fará com que as coisas mudem com suas lamentações e arrependimento por causa dos erros de outrora. Então, vai uma dica fundamental: mantenha apenas o que foi bom pra você. O que não foi bom; deixe pra lá!
Viva o presente!
Você está aqui e agora e a sua vida é essa. De forma alguma conseguirá reescrever os capítulos anteriores da jornada, mas pode perfeitamente traçar um novo rumo para o seu futuro através das escolhas que fizer no dia de hoje.
Há um poder infinito colocado ao seu alcance. Algo capaz de remodelar o caráter, transformar a essência e, por conseguinte, mudar o seu futuro. Eis o segredo capaz de acionar essa força interior, parcialmente adormecida dentro de você: Busque dentro de si mesmo, a cada momento, algo que seja capaz de produzir energia boa. Sinta alegria, amor, boa vontade, entusiasmo e fé, em si mesmo e na exatidão da Justiça Divina. Você só precisa fazer isso para transmutar aspectos tenebrosos em plenitude.
A mudança interna positiva é a diretriz que te coloca frente a uma porta aberta a todas as melhores possibilidades que a vida pode lhe reservar. Essa alteração de conduta só poderá ser executada com base na mudança de suas atitudes, centralizadas no momento presente. Escolha uma nova postura, estruturada em conceitos elevados. A saber: tudo o que seja bom, belo e justo.
Ouse iniciar a reestruturação ainda hoje, se já não o fez. Lembre-se: ontem já passou e amanhã não chega nunca. O presente é tudo o que você tem. Faça com que esse momento seja verdadeiramente um belo “presente” do Criador de todas as coisas para você. Escolha ser maior e melhor agora e siga persistindo nesta escolha a cada instante seguinte. E o Universo, altamente responsivo dirá: “Seu desejo é uma ordem!”
Francisco Ferreira, O Aprendiz
A Casa do Aprendiz
As crianças e os contos de fantasia
“A fantasia e a imaginação são essenciais para aquisição de conhecimento.”
As crianças têm muito o que aprender. Pode se dizer que este é o propósito da infância: garantir às crianças um tempo protegido para que elas possam se concentrar em aprender como se comunicar, como o mundo ao seu redor funciona, que valores sua cultura considera importante e por aí vai. Dada a quantidade massiva de informação que as crianças precisam absorver, pareceria recomendado que eles passassem o máximo possível deste tempo engajadas em estudar seriamente as questões e problemas do mundo.
Ainda assim, qualquer um que já tenha passado tempo ao redor de crianças sabe que elas dificilmente têm a aparência de acadêmicos sérios e focados. Ao invés, as crianças passam muito do seu tempo cantando canções, correndo por aí, fazendo bagunça – isto é, brincando. Para além de participarem da grande alegria de descobrir como a estrutura do real funciona através de suas brincadeiras exploratórias, as crianças (como muitos adultos) também tendem a ser profundamente atraídas por jogos e histórias irreais. Elas fingem ter superpoderes ou habilidades mágicas e imaginam interações com seres impossíveis, como sereias e dragões.
Por muito tempo, tanto pais como pesquisadores supuseram que esses “voos de fantasia” eram, na melhor das hipóteses, inofensivos episódios de diversão – talvez necessários para a descontração de quando em quando, mas sem qualquer propósito real. Na pior das hipóteses, alguns defendiam que tais momentos eram distrações perigosas da importante tarefa de entender o mundo real, ou manifestações de uma confusão pouco saudável sobre a barreira entre realidade e ficção. Mas agora, novos trabalhos no campo da ciência do desenvolvimento mostram que não apenas as crianças são plenamente capazes de separar realidade e ficção, mas também que a atração por situações fantásticas pode na verdade ser bastante útil para o aprendizado.
Eu me aproximei dessa perspectiva após testar diversas maneiras de ensinar novas palavras ao vocabulário de crianças da educação infantil em programas do Head Start*, na esperança de combater o déficit de linguagem que existe entre crianças de pré-escola de contextos socio-econômicos altos e baixos. Para fazer meu estudo, minha equipe apresentou novas palavras de vocabulário ao longo de uma atividade de leitura compartilhada, e depois reforçou os significados dessas palavras em sessões de brincadeiras tuteladas por adultos.
A intervenção foi bem-sucedida, e o entendimento das crianças das novas palavras melhorou – o que foi comprovado por testes feitos antes e depois da experiência. Mas o que foi mais interessante para nós foi a diferença entre os dois grupos de crianças deste estudo: aqueles cujas histórias descreviam temas realistas, como cozinhar, e aqueles cujas histórias descreviam temas fantásticos, como dragões. No começo do estudo, publicado em 2015 na revista Cognitive Development, as crianças sabiam menos sobre as palavras dos livros fantásticos, talvez porque tais palavras eram mais desafiadoras. Mas vimos que o conhecimento lexical das crianças aumentou ao longo da intervenção e, nos pós-testes, elas sabiam tanto destas palavras quanto daquelas contidas nas histórias realísticas. Isso é, as crianças ganharam mais conhecimento das histórias fantásticas do que das realísticas.
Essa descoberta é surpreendente uma vez que confronta tudo que sabemos sobre aprendizado e transferência. Um grande montante da literatura na psicologia mostrou que quanto mais próximo o contexto de aprendizagem está do contexto onde a informação será usada, melhor. Isso sugere fortemente que livros realistas deveriam ajudar as crianças a aprender os significados das palavras melhor e reportá-los mais precisamente nos pós-testes. Mas nosso estudo mostrou exatamente o oposto: livros de fantasia, aqueles que eram menos próximos da realidade, permitiram que as crianças aprendessem melhor.
Em trabalhos mais recentes, nosso laboratório vem replicando este efeito. Um estudo em andamento está descobrindo que as crianças aprendem novos fatos sobre animais melhor a partir de histórias fantásticas do que das realísticas. Outros pesquisadores, usando uma variedade de métodos e medidas, mostraram que representações de eventos aparentemente impossíveis podem ajudar as crianças a aprenderem. Por exemplo, crianças são mais preparadas para aceitar novas informações quando elas são surpreendidas – portanto, quando elas têm quebradas suas suposições sobre o mundo físico.
O que pode estar acontecendo? Talvez as crianças são mais engajadas e atentas quando elas veem acontecimentos que desafiam seu entendimento de como o real funciona. Afinal, os acontecimentos nessas histórias fantásticas não são coisas que as crianças veem todos os dias. Então talvez elas prestem mais atenção, o que leva a mais aprendizado.
Uma possibilidade diferente – e mais rica – é que há algo sobre contextos fantásticos que é particularmente útil ao aprendizado. De tal perspectiva, a ficção fantástica pode fazer algo mais do que capturar o interesse das crianças melhor que a ficção realista. Em vez disso, a imersão em cenários onde elas precisam pensar sobre situações impossíveis podem engajar processamentos mais profundos, precisamente porque elas não podem tratar tais cenários como fariam com qualquer outra situação que encontram na realidade.
Elas precisam considerar cada evento com um olhar novo, perguntando se ele cabe no mundo da história e se ele se encaixa nas leis da realidade. Essa necessidade constante de avaliar a história pode gerar circunstâncias bastante próprias para o aprendizado.
Trabalhos futuros irão investigar todas essas possibilidades. Mas, por hora, é importante notar que nossas descobertas podem ter profundas implicações na educação. Mesmo que seja “somente” o fato de que crianças aprendem melhor em contextos fantásticos, porque tais contextos as ajudam a prestar mais atenção, nós podemos usar este fato para fazer melhores materiais didáticos que irão beneficiar todas as crianças.
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Deena Skolnick Weisberg
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Fonte: www.portal.aprendiz.uol.com.br
As crianças têm muito o que aprender. Pode se dizer que este é o propósito da infância: garantir às crianças um tempo protegido para que elas possam se concentrar em aprender como se comunicar, como o mundo ao seu redor funciona, que valores sua cultura considera importante e por aí vai. Dada a quantidade massiva de informação que as crianças precisam absorver, pareceria recomendado que eles passassem o máximo possível deste tempo engajadas em estudar seriamente as questões e problemas do mundo.
Ainda assim, qualquer um que já tenha passado tempo ao redor de crianças sabe que elas dificilmente têm a aparência de acadêmicos sérios e focados. Ao invés, as crianças passam muito do seu tempo cantando canções, correndo por aí, fazendo bagunça – isto é, brincando. Para além de participarem da grande alegria de descobrir como a estrutura do real funciona através de suas brincadeiras exploratórias, as crianças (como muitos adultos) também tendem a ser profundamente atraídas por jogos e histórias irreais. Elas fingem ter superpoderes ou habilidades mágicas e imaginam interações com seres impossíveis, como sereias e dragões.
Por muito tempo, tanto pais como pesquisadores supuseram que esses “voos de fantasia” eram, na melhor das hipóteses, inofensivos episódios de diversão – talvez necessários para a descontração de quando em quando, mas sem qualquer propósito real. Na pior das hipóteses, alguns defendiam que tais momentos eram distrações perigosas da importante tarefa de entender o mundo real, ou manifestações de uma confusão pouco saudável sobre a barreira entre realidade e ficção. Mas agora, novos trabalhos no campo da ciência do desenvolvimento mostram que não apenas as crianças são plenamente capazes de separar realidade e ficção, mas também que a atração por situações fantásticas pode na verdade ser bastante útil para o aprendizado.
Eu me aproximei dessa perspectiva após testar diversas maneiras de ensinar novas palavras ao vocabulário de crianças da educação infantil em programas do Head Start*, na esperança de combater o déficit de linguagem que existe entre crianças de pré-escola de contextos socio-econômicos altos e baixos. Para fazer meu estudo, minha equipe apresentou novas palavras de vocabulário ao longo de uma atividade de leitura compartilhada, e depois reforçou os significados dessas palavras em sessões de brincadeiras tuteladas por adultos.
A intervenção foi bem-sucedida, e o entendimento das crianças das novas palavras melhorou – o que foi comprovado por testes feitos antes e depois da experiência. Mas o que foi mais interessante para nós foi a diferença entre os dois grupos de crianças deste estudo: aqueles cujas histórias descreviam temas realistas, como cozinhar, e aqueles cujas histórias descreviam temas fantásticos, como dragões. No começo do estudo, publicado em 2015 na revista Cognitive Development, as crianças sabiam menos sobre as palavras dos livros fantásticos, talvez porque tais palavras eram mais desafiadoras. Mas vimos que o conhecimento lexical das crianças aumentou ao longo da intervenção e, nos pós-testes, elas sabiam tanto destas palavras quanto daquelas contidas nas histórias realísticas. Isso é, as crianças ganharam mais conhecimento das histórias fantásticas do que das realísticas.
Essa descoberta é surpreendente uma vez que confronta tudo que sabemos sobre aprendizado e transferência. Um grande montante da literatura na psicologia mostrou que quanto mais próximo o contexto de aprendizagem está do contexto onde a informação será usada, melhor. Isso sugere fortemente que livros realistas deveriam ajudar as crianças a aprender os significados das palavras melhor e reportá-los mais precisamente nos pós-testes. Mas nosso estudo mostrou exatamente o oposto: livros de fantasia, aqueles que eram menos próximos da realidade, permitiram que as crianças aprendessem melhor.
Em trabalhos mais recentes, nosso laboratório vem replicando este efeito. Um estudo em andamento está descobrindo que as crianças aprendem novos fatos sobre animais melhor a partir de histórias fantásticas do que das realísticas. Outros pesquisadores, usando uma variedade de métodos e medidas, mostraram que representações de eventos aparentemente impossíveis podem ajudar as crianças a aprenderem. Por exemplo, crianças são mais preparadas para aceitar novas informações quando elas são surpreendidas – portanto, quando elas têm quebradas suas suposições sobre o mundo físico.
O que pode estar acontecendo? Talvez as crianças são mais engajadas e atentas quando elas veem acontecimentos que desafiam seu entendimento de como o real funciona. Afinal, os acontecimentos nessas histórias fantásticas não são coisas que as crianças veem todos os dias. Então talvez elas prestem mais atenção, o que leva a mais aprendizado.
Uma possibilidade diferente – e mais rica – é que há algo sobre contextos fantásticos que é particularmente útil ao aprendizado. De tal perspectiva, a ficção fantástica pode fazer algo mais do que capturar o interesse das crianças melhor que a ficção realista. Em vez disso, a imersão em cenários onde elas precisam pensar sobre situações impossíveis podem engajar processamentos mais profundos, precisamente porque elas não podem tratar tais cenários como fariam com qualquer outra situação que encontram na realidade.
Elas precisam considerar cada evento com um olhar novo, perguntando se ele cabe no mundo da história e se ele se encaixa nas leis da realidade. Essa necessidade constante de avaliar a história pode gerar circunstâncias bastante próprias para o aprendizado.
Trabalhos futuros irão investigar todas essas possibilidades. Mas, por hora, é importante notar que nossas descobertas podem ter profundas implicações na educação. Mesmo que seja “somente” o fato de que crianças aprendem melhor em contextos fantásticos, porque tais contextos as ajudam a prestar mais atenção, nós podemos usar este fato para fazer melhores materiais didáticos que irão beneficiar todas as crianças.
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Deena Skolnick Weisberg
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Fonte: www.portal.aprendiz.uol.com.br
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Conexão com a criança que está por vir
Biblioteca Virtual de Antroposofia
“Nos tempos antigos, as mães eram profundamente conectadas com a
criança que estava por vir. De acordo com Rudolf Steiner, o criador da antroposofia, pode-se dizer que da mesma maneira que o pai e a mãe se preparam, aguardam e sonham com a chegada dessa criança, aquele
espírito também se preparou ao escolher seus pais, os que tornarão
possível sua vinda e estadia aqui na Terra.”
Assim que a mulher descobre que terá um filho, um sentimento solene desperta: o de que a ela foi dada uma tarefa muito importante, de que nela se opera uma vontade divina. E assim ela se abre em devoção a esse ser que está por vir, renuncia a seus desejos muitas vezes, abre mão de confortos e vaidades. Mas, antes mesmo desse momento, antes mesmo da concepção, a criança já existia como indivíduo no mundo espiritual. Não era visível fisicamente, mas já estava lá. De acordo com Rudolf Steiner, o criador da antroposofia, pode-se dizer que da mesma maneira que o pai e a mãe se preparam, aguardam e sonham com a chegada dessa criança, aquele espírito também se preparou ao escolher seus pais, os que tornarão possível sua vinda e estadia aqui na Terra.
Nos tempos antigos, as mães eram profundamente conectadas com a criança que estava por vir. Não é à toa que nos deparamos com contos de fada em que a chegada de uma criança é anunciada muito antes da gravidez por todo tipo de seres. Em A Bela Adormecida, por exemplo, um sapo anuncia à rainha que ela dará a luz a uma linda menina. E, claro, há a Bíblia, em que Maria recebeu esse anúncio pela voz de um anjo.
Esse momento mágico, quando a mulher percebe a aproximação de um ser antes mesmo que sua primeira célula exista, foi retratado por artistas como Rafael e Leonardo da Vinci. Naqueles tempos, esse sentimento tinha um enorme significado. Mesmo nos dias de hoje, em que somos mais terrenos, há mulheres que encontram seus filhos em sonhos bem antes do nascimento. E, ao finalmente veram a criança, percebem que se parece muito com o que sonharam. Atualmente, o último lampejo do que acontecia a séculos atrás pode ser reconhecido, talvez, no repentino desejo de uma mulher ter um filho. Mas essa vontade surge de uma maneira tão delicada que pode facilmente ficar encoberta por medos, vaidades e inseguranças.
Cria-se uma enorme diferença quando colocamos a vontade da criança em primeiro plano, quando consideramos que ela escolheu seus pais, sua família e até mesmo o momento do seu nascimento como a melhor hora para que realize tudo o que precisa aqui cumprir. Se considerarmos apenas uma vontade de pais e médicos, muitas vezes baseada em questões financeiras, conveniências, preconceitos ou modismos, teremos consequências ao longo da vida desse novo ser. A criança que anuncia sua chegada, escolhendo seus pais em um determinado momento, não compreende, naturalmente, essas razões. Apenas sentirá a resistência ou oposição à sua vinda. E esse sentimento vai afetar seu desenvolvimento mais tarde, não importa o que se passe de fato. Cabe a nós, portanto, ampliarmos nossa consciência e estender um tapete vermelho para esse ser desde os tempos em que ele é apenas um sonho, apenas um lampejo. Estender um tapete vermelho de boas-vindas aos que escolheram povoar esse planeta através de nós.
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Dr. Antonio Carlos de Souza Aranha
“Nos tempos antigos, as mães eram profundamente conectadas com a
criança que estava por vir. De acordo com Rudolf Steiner, o criador da antroposofia, pode-se dizer que da mesma maneira que o pai e a mãe se preparam, aguardam e sonham com a chegada dessa criança, aquele
espírito também se preparou ao escolher seus pais, os que tornarão
possível sua vinda e estadia aqui na Terra.”
Assim que a mulher descobre que terá um filho, um sentimento solene desperta: o de que a ela foi dada uma tarefa muito importante, de que nela se opera uma vontade divina. E assim ela se abre em devoção a esse ser que está por vir, renuncia a seus desejos muitas vezes, abre mão de confortos e vaidades. Mas, antes mesmo desse momento, antes mesmo da concepção, a criança já existia como indivíduo no mundo espiritual. Não era visível fisicamente, mas já estava lá. De acordo com Rudolf Steiner, o criador da antroposofia, pode-se dizer que da mesma maneira que o pai e a mãe se preparam, aguardam e sonham com a chegada dessa criança, aquele espírito também se preparou ao escolher seus pais, os que tornarão possível sua vinda e estadia aqui na Terra.
Nos tempos antigos, as mães eram profundamente conectadas com a criança que estava por vir. Não é à toa que nos deparamos com contos de fada em que a chegada de uma criança é anunciada muito antes da gravidez por todo tipo de seres. Em A Bela Adormecida, por exemplo, um sapo anuncia à rainha que ela dará a luz a uma linda menina. E, claro, há a Bíblia, em que Maria recebeu esse anúncio pela voz de um anjo.
Esse momento mágico, quando a mulher percebe a aproximação de um ser antes mesmo que sua primeira célula exista, foi retratado por artistas como Rafael e Leonardo da Vinci. Naqueles tempos, esse sentimento tinha um enorme significado. Mesmo nos dias de hoje, em que somos mais terrenos, há mulheres que encontram seus filhos em sonhos bem antes do nascimento. E, ao finalmente veram a criança, percebem que se parece muito com o que sonharam. Atualmente, o último lampejo do que acontecia a séculos atrás pode ser reconhecido, talvez, no repentino desejo de uma mulher ter um filho. Mas essa vontade surge de uma maneira tão delicada que pode facilmente ficar encoberta por medos, vaidades e inseguranças.
Cria-se uma enorme diferença quando colocamos a vontade da criança em primeiro plano, quando consideramos que ela escolheu seus pais, sua família e até mesmo o momento do seu nascimento como a melhor hora para que realize tudo o que precisa aqui cumprir. Se considerarmos apenas uma vontade de pais e médicos, muitas vezes baseada em questões financeiras, conveniências, preconceitos ou modismos, teremos consequências ao longo da vida desse novo ser. A criança que anuncia sua chegada, escolhendo seus pais em um determinado momento, não compreende, naturalmente, essas razões. Apenas sentirá a resistência ou oposição à sua vinda. E esse sentimento vai afetar seu desenvolvimento mais tarde, não importa o que se passe de fato. Cabe a nós, portanto, ampliarmos nossa consciência e estender um tapete vermelho para esse ser desde os tempos em que ele é apenas um sonho, apenas um lampejo. Estender um tapete vermelho de boas-vindas aos que escolheram povoar esse planeta através de nós.
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Dr. Antonio Carlos de Souza Aranha
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
PREPARANDO MEU FILHO PARA A LIBERDADE .
"Não é livre quem vai contra a sua própria natureza."
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“SÓ CRIA QUEM É LIVRE.”
Você matriculou seu filho em uma escola que o prepara para o mercado de trabalho? Ou uma que vai do maternal ao vestibular. Não importa. Se o seu filho está matriculado em uma escola que o prepara para o mercado de trabalho, você está preparando o seu filho para o passado e não para o futuro, para o mundo que vai existir daqui a 20 anos quando ele sair da escola. Você está preparando seu filho para se encaixar no mundo e não para criar um mundo para ele.
“SÓ UMA PESSOA LIVRE DECIDE OS HÁBITOS QUE TEM.”
Você leva seu filho no shopping para passear? Shopping não é para passear. Shopping é para comprar ou então se distrair para comprar ainda mais. O objetivo do shopping é vender mais e por isso é tão importante para seus proprietários agregar serviços como praças de alimentação e espaço para as crianças com brinquedos eletrônicos e pequenos parques dentro dos seus estabelecimentos. Quanto mais próximas dos shoppings as crianças estiverem, melhor retorno financeiro o shopping terá no longo prazo. O impacto deste mau hábito pode levar seu filho a sempre querer consumir para se manter feliz.
“O VERDADEIRO PODER ESTÁ NO CORAÇÃO DE QUEM NÃO PRECISA DE COISAS PARA TER PODER.”
Você permite que ele tenha mais coisas que o necessário? Presentes são as distrações do presente. Com milhares de roupas, tênis e brinquedos seu filho começa a perceber que fica feliz sempre que recebe alguma coisa nova e molda a sua cultura para isso. Desta forma, quando ele ficar triste novamente e não enxergar nada de novo à sua volta, acreditará que está com esse mau humor porque não tem nada novo para se distrair. Desde cedo eduque seu filho a compreender que ele não depende de coisas para ser mais feliz. No dia que seu filho fracassar e não tiver coisa alguma, se sentirá ainda mais infeliz por não tê-las e levará ainda mais tempo para retomar seu rumo.
“SÓ UM HOMEM LIVRE CONSEGUE MOLDAR O MUNDO COM AS PRÓPRIAS MÃOS.”
Você acredita que ajuda seu filho quando executa tarefas simples pra ele? Dar comida na boca, amarrar o sapato, abotoar a camisa, dar banho, entre outras tarefas simples são coisas que os pais estão fazendo por mais tempo pelos seus filhos. Quando eles crescerem e estiverem adultos o mundo cobrará deles independência e disposição para realizar tarefas fora de suas zonas de conforto se eles quiserem se libertar. Tendo sido criado em uma redoma seu filho terá que lutar ainda mais para conquistar as coisas que deseja.
“SÓ ALGUÉM LIVRE CONSEGUE ENXERGAR O SEU PRÓPRIO VALOR E O VALOR DAS COISAS QUE O CERCAM.”
Você ensina seu filho a valorizar as coisas pelas marcas que elas carregam? Não basta comprar um caderno, precisa ser um caderno de uma determinada marca ou com um determinado motivo daquele desenho animado ou daquele filme que ele tanto adora. Não seja tolo. Você está agindo justamente da forma que o dono da marca daquele filme quer que você aja. Que tal explicar para o seu filho que o caderno sem marca nenhuma tem a mesma utilidade que o caderno com marca e que ele pode ser até melhor em qualidade que o outro. Ensine-o a valorizar as coisas pelo real valor delas e não pela marca que a coisa carrega. O significado de sucesso não é medido pela capacidade de adquirir acessórios das marcas mais caras como se fossem badges da vida real.
“SÓ ALGUÉM LIVRE É CAPAZ DE RECEBER COM A MESMA GRATIDÃO QUE DOA.”
Você não ensina seu filho a receber doações? Conheço pais que não admitem que seus filhos recebam uma peça de roupa ou um tênis de uma outra criança só porque aquilo que era recebido já tinha sido usado. Não existe coisa mais digna e natural do que aprender a receber. Isso, inclusive é até mais importante que aprender a dar porque para receber você precisa ser humilde e nobre. Ensine-o a receber doações e ele se tornará livre por acreditar que o mundo dá as coisas para ele ao invés de visualizar um mundo cheio de perigos e apuros onde todos só pensam em tirar-lhe as coisas.
“UM HOMEM LIVRE CONSOME APENAS AQUILO QUE FOR O BASTANTE E SAUDÁVEL.”
Você faz da alimentação por frutas e legumes algo esporádico? O natural para o ser humano é comer frutas, legumes e verduras, enquanto refrigerantes, doces e outras guloseimas não é natural. Estes últimos “alimentos” é que devem ser apresentados ao seu filho como um evento pontual. Não há problema comer doces, biscoitos e bolos uma vez ou outra se o hábito da criança for comer coisas saudáveis, mas fazer da alimentação saudável algo esporádico é transformar o próprio filho em colecionador de problemas de saúde no futuro.
“SÓ ALGUÉM LIVRE DECIDE O QUE DESEJA EXPERIMENTAR.”
Você o deixa ver televisão? Assista televisão com o seu filho durante uma hora e notará nas entrelinhas uma série de comerciais educando-o a permanecer escravo do sistema. Enquanto mulheres feministas brigam pelos seus direitos nas ruas, um comercial de um brinquedo infantil, treina meninas para o consumo vendendo uma caixa registradora que aceita cartão de crédito de brinquedo onde sua filha pode fazer compras à vontade na lojinha da amiga. Desligue a televisão e veja o seu filho libertar a imaginação com amigos imaginários, pistas de corrida feitas com caixas de papelão ou simplesmente cantando a esmo dentro de casa.
“SÓ É REALMENTE LIVRE QUEM SE CONHECE PROFUNDAMENTE.”
Você não educa seu filho com uma medicina preventiva? Medicina preventiva é alimentação somada ao conhecimento do próprio corpo. Além de receberem alimentos ruins para o corpo, os pais não incentivam seus filhos a conhecerem suas dores e seus próprios males, curando toda e qualquer perturbação com algum medicamento invasivo que inibe o sintoma, mas não acaba com o problema. O autoconhecimento começa pelo conhecimento do nosso próprio corpo.
“SER LIVRE JÁ É O BASTANTE PARA SI MESMO.”
Você incentiva que seu filho tenha ídolos? Ter ídolos nos escraviza tanto quanto ter algozes. Tendo ídolos, seu filho começa a competir com outras crianças para medir se aquilo que idolatra é melhor ou pior que aquilo que os outros idolatram, seja uma personalidade, um atleta, um time de futebol, um músico, etc. Ele coloca todas as suas expectativas naquela pessoa, saindo de si para querer se tornar o outro o que normalmente termina em uma grande frustração quando ele verifica que o outro possuía as mesmas idiossincrasias que ele.
“LIVRE É QUEM SE LIBERTA DAS SUAS PRÓPRIAS CRENÇAS.”
Você ensina as suas crenças para ele? Religião, trabalho, riqueza, modo de vida, enfim, você deposita no seu filho toda a sorte de crenças e medos cultivadas em você tirando a capacidade dele mesmo refletir sobre o que serve e o que não serve para ele. Você não ensina filosofia para ele e não o faz questionar e observar que talvez você e ele estejam errados a respeito das suas certezas. Que existem outras religiões diferentes da sua no mundo, assim como outros tipos de trabalho, outras formas de gerar riqueza e também outras maneiras de viver. Esclareça para o seu filho que a forma como você vive e a maneira como você pensa é a sua maneira, mas não a mais correta. Não ate-o a amarras que o deixem presos em qualquer área da vida. Leve-o a sua religião, ensine-o sobre ela, mostre a forma como você trabalha e a sua maneira de gerar riqueza. Traduza tudo isso e o seu modo de vida como apenas mais um modo de se viver, mas fortaleça-o para que ele faça a sua própria busca, deixando claro que irá lhe abraçar no caminho de volta pra casa.
VOCÊ NÃO COLOCA EM PRÁTICA O QUE ENSINA PARA ELE?
E o principal e mais violento sinal de que você está criando o seu filho para não ser livre acontece quando você demonstra para ele que não se esforça para se libertar colocando em prática aquilo que ensina para ele.
Você continua indo ao shopping para passear.
Você continua vendo televisão.
Você continua torcendo para o seu time do coração com fanatismo.
Você cultua marcas, nomes e famosos.
Você se coloca como vítima da vida.
Você pode ter errado em tudo, mas não pode se dar o direito de errar em não assumir os próprios erros para acertar. Temos que ensinar esta nobreza para os nossos filhos se quisermos que eles se libertem desta pirâmide social na qual a maior parte da sociedade está inserida para viver a sua própria vida da maneira que ele acredita ser a ideal.
Entendo que alguns sinais colocados aqui afetam estruturalmente as suas crenças, mas te convido a fazer um exame em cada uma delas para verificar porque elas realmente existem em você e como elas podem estar moldando a vida que você tem hoje. Se você está preso, liberte-se e leve seus filhos junto, pois se todos os pais fizerem isso, libertaremos o mundo.
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Marcos Rezende
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Fonte: www.insistimento.com.br
Biblioteca Virtual de Antroposofia
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“SÓ CRIA QUEM É LIVRE.”
Você matriculou seu filho em uma escola que o prepara para o mercado de trabalho? Ou uma que vai do maternal ao vestibular. Não importa. Se o seu filho está matriculado em uma escola que o prepara para o mercado de trabalho, você está preparando o seu filho para o passado e não para o futuro, para o mundo que vai existir daqui a 20 anos quando ele sair da escola. Você está preparando seu filho para se encaixar no mundo e não para criar um mundo para ele.
“SÓ UMA PESSOA LIVRE DECIDE OS HÁBITOS QUE TEM.”
Você leva seu filho no shopping para passear? Shopping não é para passear. Shopping é para comprar ou então se distrair para comprar ainda mais. O objetivo do shopping é vender mais e por isso é tão importante para seus proprietários agregar serviços como praças de alimentação e espaço para as crianças com brinquedos eletrônicos e pequenos parques dentro dos seus estabelecimentos. Quanto mais próximas dos shoppings as crianças estiverem, melhor retorno financeiro o shopping terá no longo prazo. O impacto deste mau hábito pode levar seu filho a sempre querer consumir para se manter feliz.
“O VERDADEIRO PODER ESTÁ NO CORAÇÃO DE QUEM NÃO PRECISA DE COISAS PARA TER PODER.”
Você permite que ele tenha mais coisas que o necessário? Presentes são as distrações do presente. Com milhares de roupas, tênis e brinquedos seu filho começa a perceber que fica feliz sempre que recebe alguma coisa nova e molda a sua cultura para isso. Desta forma, quando ele ficar triste novamente e não enxergar nada de novo à sua volta, acreditará que está com esse mau humor porque não tem nada novo para se distrair. Desde cedo eduque seu filho a compreender que ele não depende de coisas para ser mais feliz. No dia que seu filho fracassar e não tiver coisa alguma, se sentirá ainda mais infeliz por não tê-las e levará ainda mais tempo para retomar seu rumo.
“SÓ UM HOMEM LIVRE CONSEGUE MOLDAR O MUNDO COM AS PRÓPRIAS MÃOS.”
Você acredita que ajuda seu filho quando executa tarefas simples pra ele? Dar comida na boca, amarrar o sapato, abotoar a camisa, dar banho, entre outras tarefas simples são coisas que os pais estão fazendo por mais tempo pelos seus filhos. Quando eles crescerem e estiverem adultos o mundo cobrará deles independência e disposição para realizar tarefas fora de suas zonas de conforto se eles quiserem se libertar. Tendo sido criado em uma redoma seu filho terá que lutar ainda mais para conquistar as coisas que deseja.
“SÓ ALGUÉM LIVRE CONSEGUE ENXERGAR O SEU PRÓPRIO VALOR E O VALOR DAS COISAS QUE O CERCAM.”
Você ensina seu filho a valorizar as coisas pelas marcas que elas carregam? Não basta comprar um caderno, precisa ser um caderno de uma determinada marca ou com um determinado motivo daquele desenho animado ou daquele filme que ele tanto adora. Não seja tolo. Você está agindo justamente da forma que o dono da marca daquele filme quer que você aja. Que tal explicar para o seu filho que o caderno sem marca nenhuma tem a mesma utilidade que o caderno com marca e que ele pode ser até melhor em qualidade que o outro. Ensine-o a valorizar as coisas pelo real valor delas e não pela marca que a coisa carrega. O significado de sucesso não é medido pela capacidade de adquirir acessórios das marcas mais caras como se fossem badges da vida real.
“SÓ ALGUÉM LIVRE É CAPAZ DE RECEBER COM A MESMA GRATIDÃO QUE DOA.”
Você não ensina seu filho a receber doações? Conheço pais que não admitem que seus filhos recebam uma peça de roupa ou um tênis de uma outra criança só porque aquilo que era recebido já tinha sido usado. Não existe coisa mais digna e natural do que aprender a receber. Isso, inclusive é até mais importante que aprender a dar porque para receber você precisa ser humilde e nobre. Ensine-o a receber doações e ele se tornará livre por acreditar que o mundo dá as coisas para ele ao invés de visualizar um mundo cheio de perigos e apuros onde todos só pensam em tirar-lhe as coisas.
“UM HOMEM LIVRE CONSOME APENAS AQUILO QUE FOR O BASTANTE E SAUDÁVEL.”
Você faz da alimentação por frutas e legumes algo esporádico? O natural para o ser humano é comer frutas, legumes e verduras, enquanto refrigerantes, doces e outras guloseimas não é natural. Estes últimos “alimentos” é que devem ser apresentados ao seu filho como um evento pontual. Não há problema comer doces, biscoitos e bolos uma vez ou outra se o hábito da criança for comer coisas saudáveis, mas fazer da alimentação saudável algo esporádico é transformar o próprio filho em colecionador de problemas de saúde no futuro.
“SÓ ALGUÉM LIVRE DECIDE O QUE DESEJA EXPERIMENTAR.”
Você o deixa ver televisão? Assista televisão com o seu filho durante uma hora e notará nas entrelinhas uma série de comerciais educando-o a permanecer escravo do sistema. Enquanto mulheres feministas brigam pelos seus direitos nas ruas, um comercial de um brinquedo infantil, treina meninas para o consumo vendendo uma caixa registradora que aceita cartão de crédito de brinquedo onde sua filha pode fazer compras à vontade na lojinha da amiga. Desligue a televisão e veja o seu filho libertar a imaginação com amigos imaginários, pistas de corrida feitas com caixas de papelão ou simplesmente cantando a esmo dentro de casa.
“SÓ É REALMENTE LIVRE QUEM SE CONHECE PROFUNDAMENTE.”
Você não educa seu filho com uma medicina preventiva? Medicina preventiva é alimentação somada ao conhecimento do próprio corpo. Além de receberem alimentos ruins para o corpo, os pais não incentivam seus filhos a conhecerem suas dores e seus próprios males, curando toda e qualquer perturbação com algum medicamento invasivo que inibe o sintoma, mas não acaba com o problema. O autoconhecimento começa pelo conhecimento do nosso próprio corpo.
“SER LIVRE JÁ É O BASTANTE PARA SI MESMO.”
Você incentiva que seu filho tenha ídolos? Ter ídolos nos escraviza tanto quanto ter algozes. Tendo ídolos, seu filho começa a competir com outras crianças para medir se aquilo que idolatra é melhor ou pior que aquilo que os outros idolatram, seja uma personalidade, um atleta, um time de futebol, um músico, etc. Ele coloca todas as suas expectativas naquela pessoa, saindo de si para querer se tornar o outro o que normalmente termina em uma grande frustração quando ele verifica que o outro possuía as mesmas idiossincrasias que ele.
“LIVRE É QUEM SE LIBERTA DAS SUAS PRÓPRIAS CRENÇAS.”
Você ensina as suas crenças para ele? Religião, trabalho, riqueza, modo de vida, enfim, você deposita no seu filho toda a sorte de crenças e medos cultivadas em você tirando a capacidade dele mesmo refletir sobre o que serve e o que não serve para ele. Você não ensina filosofia para ele e não o faz questionar e observar que talvez você e ele estejam errados a respeito das suas certezas. Que existem outras religiões diferentes da sua no mundo, assim como outros tipos de trabalho, outras formas de gerar riqueza e também outras maneiras de viver. Esclareça para o seu filho que a forma como você vive e a maneira como você pensa é a sua maneira, mas não a mais correta. Não ate-o a amarras que o deixem presos em qualquer área da vida. Leve-o a sua religião, ensine-o sobre ela, mostre a forma como você trabalha e a sua maneira de gerar riqueza. Traduza tudo isso e o seu modo de vida como apenas mais um modo de se viver, mas fortaleça-o para que ele faça a sua própria busca, deixando claro que irá lhe abraçar no caminho de volta pra casa.
VOCÊ NÃO COLOCA EM PRÁTICA O QUE ENSINA PARA ELE?
E o principal e mais violento sinal de que você está criando o seu filho para não ser livre acontece quando você demonstra para ele que não se esforça para se libertar colocando em prática aquilo que ensina para ele.
Você continua indo ao shopping para passear.
Você continua vendo televisão.
Você continua torcendo para o seu time do coração com fanatismo.
Você cultua marcas, nomes e famosos.
Você se coloca como vítima da vida.
Você pode ter errado em tudo, mas não pode se dar o direito de errar em não assumir os próprios erros para acertar. Temos que ensinar esta nobreza para os nossos filhos se quisermos que eles se libertem desta pirâmide social na qual a maior parte da sociedade está inserida para viver a sua própria vida da maneira que ele acredita ser a ideal.
Entendo que alguns sinais colocados aqui afetam estruturalmente as suas crenças, mas te convido a fazer um exame em cada uma delas para verificar porque elas realmente existem em você e como elas podem estar moldando a vida que você tem hoje. Se você está preso, liberte-se e leve seus filhos junto, pois se todos os pais fizerem isso, libertaremos o mundo.
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Marcos Rezende
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Fonte: www.insistimento.com.br
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