Publicado por M. Manuela dos Santos Oliveira em 9 fevereiro 2018 às 12:44 em MISTÉRIOS, ENIGMAS, CIÊNCIA Back to MISTÉRIOS, ENIGMAS, CIÊNCIA
Fenómenos sem explicação científica
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A evolução da ciência faz-se da procura de soluções para fenómenos que não compreendemos. Foi sempre este o processo seguido ao longo de vários séculos: explicar o incompreendido.
Contudo, continuam a persistir fenómenos que acontecem na natureza para os quais a comunidade científica ainda não encontrou explicação. Desde luzes estranhas que precedem os tremores de terra a pedras rolantes no meio do deserto. Fique a saber quais são estes fenómenos científicos ainda por explicar.
1.Luzes dos terramotos
Antes e durante os tremores de terra são avistadas por vezes estranhas luzes no céu cuja origem é desconhecida. Uma tempestade ao mesmo tempo que o sismo? Existirão mesmo? O físico italiano Cristiano Ferugia recolheu relatos de avistamento de luzes que remontam até 2.000 A.C. Durante muito tempo, os geofísicos foram bastante cépticos em relação ao estranho fenómeno. Pelo menos até 1966, quando foram fotografadas as estranhas luzes que do terramoto Matsushiro, no Japão. O fenómeno, contudo, continua por explicar. Entre as várias teorias incluem-se o calor causado por fricção, gás radónio e piezoelectricidade, uma acumulação de electricidade em rochas de quartzo à medida que as placas tectónicas se movimentam.
2.Linhas de Nazca
Cobrindo cerca de 450 km quadrados de deserto costeiro, as Linhas de Nazca são obras de arte de grande tamanho espalhadas pela planície peruana. As linhas assumem formas de animais, plantas, geométricas e humanas, sendo visíveis no ar como se de gigantes desenhos se tratassem. Acredita-se que tenham sido construídas pela civilização Nazca há mais de 1.000 anos, entre 500 A.C e 500 D.C. Contudo, ninguém sabe o propósito destas construções. Até 1997 pensava-se que as figuras faziam parte de um calendário astronómico, mas a teoria foi posta de lado. Os estudos actuais das formas centram-se na forma como o povo Nazca viveu e o que provocou o seu desaparecimento.
3.Sistema de orientação das borboletas
Todos os anos, milhões de borboletas-monarcas norte-americanas migram mais de 3.218 km para sul durante o Inverno. Durante anos, nunca ninguém soube até onde voavam. Na década de 1950, Norah Urquhart e o seu marido começaram a marcar e a seguir os animais. Em 1976, descobriram que quase todas as borboletas norte-americanas estavam numa floresta montanhosa mexicana. Embora se sabia que as borboletas-monarcas procurem apenas 12 a 15 florestas montanhosas mexicanas específicas, ninguém sabe como se orientam até lá. Entre as teorias encontram-se forças magnéticas e a posição do sol. Mas o mecanismo exacto de orientação ainda não foi descoberto.
4.Bolas de relâmpagos
Nicola Tesla, físico que inventou a corrente alternada, criou supostamente uma bola de relâmpagos no seu laboratório. Em 1904, Tesla escreveu que nunca tinha visto “bolas de relâmpagos naturais, mas conseguiu determinar a sua formação e reproduzi-las artificialmente”. Foi uma afirmação surpreendente para a altura e ainda mais nos dias que correm, pois os cientistas nunca conseguiram recriá-las laboratorialmente com sucesso. Quanto aos relatos do fenómeno natural, estes remontam até ao tempo da Civilização Grega. Actualmente, o fenómeno eléctrico é descrito como uma bola luminosa de relâmpagos que aparece durante ou depois de uma trovoada. Algumas teorias sugerem que as bolas luminosas são plasma, outras que são o resultado de um processo químico-fluorescente. Há alguns anos, investigadores da Força Aérea norte-americana conseguiram criar bolas brancas plasmóides em laboratório. Os cientistas não têm a certeza de terem criado bolas de relâmpagos, mais foi a experiência mais próxima dos resultados de Tesla.
5.Pedras rolantes do Vale da Morte
No Vale da Morte, na Califórnia, existem forças estranhas em acção. Forças que conseguem empurrar grandes pedras sobre uma superfície plana de um lago seco. Sabe-se que as pedras se movimentam pelo rasto que deixam, mas nunca ninguém as viu movimentar. Nos anos 1960, geólogos californianos iniciaram um programa de monitorização durante sete anos e verificaram que algumas pedras se movimentaram cerca de 200 metros durante esse período. A análise ao rasto das rochas revela velocidades de um metro por segundo e na maioria dos casos as pedras movimentavam-se no Inverno. A teoria mais credível é que as rochas utilizem o mau tempo, nomeadamente o gelo, para se deslocarem sob a acção do vento, mas esta ainda é uma teoria a provar.
6.Zumbido de baixa frequência
O zumbido de baixa frequência foi o nome dado ao som irritante quase imperceptível que por vezes é ouvido em determinados locais, mas que nem todas as pessoas conseguem ouvir – apenas uma em cada 20 pessoas conseguem ouvir o som, o que dificulta a comprovação científica do fenómeno. Os cientistas ainda não sabem o que provoca este ruído incómodo.
7.Cigarras que ressuscitam
Não se trata literalmente de cigarras que ressuscitam da morte, mas que acordam de um sono de 17 anos. Ou seja, as cigarras passam os seus 17 anos de vida enterradas no solo, ao fim dos quais ascendem à superfície e procuram freneticamente um parceiro. Depois de acasalarem e deixarem os seus ovos no solo morrem duas ou três semanas depois. Os cientistas ainda não percebem este fenómeno biológico das cigarras, mas acreditam que os animais tenham adaptado o seu relógio biológico para evitar os predadores.
8.Chuva de animais
Em Janeiro de 1917, o biólogo Waldo McAtee apresentou um artigo científico à Sociedade de Biologia de Washington intitulado “Chuva de Matéria Orgânica”. O artigo parecia quase uma receita de bruxaria com vários animais e dava conta de relatos de diferentes locais do mundo onde tinham literalmente chovido animais do céu. Os cientistas são bastante cépticos em relação à chuva de animais. Uma das possíveis explicações é a passagem de um tornado sobre um lago ou charco, sugando a vida aquática que lá existe, que posteriormente é depositada num outro lugar, onde possivelmente não conseguem sobreviver. No entanto, a teoria não está provada cientificamente.
9.As grandes bolas da Costa Rica
Na Costa Rica existem centenas de pedras em forma de bolas gigantes. Contudo, ninguém sabe para que propósito foram construídas pela civilização pré-Hispânica. As bolas de pedra foram descobertas no início do século XX durante o desbravamento de terrenos para a plantação de banana. As pedras datam entre 600 e 1000 D.C e algumas chegam a ter dois metros de diâmetro.
10.Fósseis improváveis
Desde que Darwin enunciou a Teoria da Evolução no século XIX, os cientistas têm-se deparado com algumas descobertas que não encaixam no puzzle darwinista. As descobertas mais intrigantes são os fósseis e, em particular, os fósseis humanos, que aparecem no lugar errado. Ossos fossilizados ou pegadas encontradas em regiões e zonas temporais arqueológicas a que não pertencem têm levado os cientistas a questionar a teoria de Darwin e a olharem para teorias conservacionistas. Embora muitos achados de fósseis façam os cientistas duvidar do que é cientificamente aceite, alguns destes achados são forjados, não passando de fósseis falsos, especialmente os encontrados no século XIX e primeira metade do século XX, quando não existiam técnicas avançadas de datação.
https://greensavers.sapo.pt/a-natureza-e-os-varios-misterios-ainda-...
domingo, 11 de fevereiro de 2018
O Reflexo da falta de autopercepção interior
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Ao ser incapaz de perceber um caminho interior próprio, me torno incapaz de perceber que o outro o possui, não indo além de rótulos estáticos generalizados, sem uma vida interior, uma busca própria ou um caminho de autodesenvolvimento.
.
Parece que hoje vivemos uma epidemia da superficialidade, onde o mais importante é a aparência, status, a marca, a condição financeira, um círculo social de pessoas importantes e etc: as coisas e pessoas que me trazem algum benefício ou interesse direto… o resto é descartável.
A vida se tornou um corre-corre e o pouco tempo que nos resta não dificulta e restringe a nossa capacidade de nos aprofundarmos verdadeiramente na essência das coisas.
Consequentemente isto dificulta a percepção de nosso caminho de desenvolvimento interior, fazendo muitos de nós acreditar que somos esta capa, essa autoimagem que pregamos exteriormente e o puro reflexo material e intelectual de nossas vidas. Isto acarreta na falta de percepção do outro, temos dificuldade de compreender que existe um universo interior dentro do outro ser humano… um caminho de autodesenvolvimento contínuo.
Basta não enxergar algum benefício que o outro é descartado. Se tivermos alguma divergência ideológica então, pior ainda… me torno um inquisidor que quer jogá-los na fogueira:
Esquerdopatas…
Conservadores Fascistas…
Ateus sem Deus no coração (que vão queimar no inferno)
Crentes ignorantes sem lógica de pensamentos e doutrinadores
Feministas intolerantes
Machistas opressores
Gays destruidores da família tradicional
Comunistas vagabundos que querem viver às custas dos outros sem trabalhar
Capitalistas vampiros exploradores
Militares sem pensamento próprio (gado)
Revolucionários baderneiros e perturbadores da ordem
Tem que apanhar mesmo!!! Podiam morrer todos!!! Coloquem numa nave e mandem pro espaço sem volta!!!
Isto gera uma tendência a criar ambientes de segregação e etiquetagem muito comuns hoje em dia… onde me agrego aos grupos que simpatizo e tanto faz a eliminação ou o sofrimento dos que não me interessam.
Mas isto é apenas um reflexo da falta de percepção própria, do seu próprio caminho de autodesenvolvimento: ao ser incapaz de perceber um caminho interior próprio, me torno incapaz de perceber que o outro o possui, não indo além de rótulos estáticos generalizados, sem uma vida interior, uma busca própria ou um caminho de autodesenvolvimento. Ao fechar a porta de meu coração, não ocorre o encontro das almas e isso acaba anulando minha empatia, compaixão e amor ao próximo.
Onde você se encontra nesse labirinto ideológico?
Leonardo Maia
Biblioteca Virtual de Antroposofia
Ao ser incapaz de perceber um caminho interior próprio, me torno incapaz de perceber que o outro o possui, não indo além de rótulos estáticos generalizados, sem uma vida interior, uma busca própria ou um caminho de autodesenvolvimento.
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Parece que hoje vivemos uma epidemia da superficialidade, onde o mais importante é a aparência, status, a marca, a condição financeira, um círculo social de pessoas importantes e etc: as coisas e pessoas que me trazem algum benefício ou interesse direto… o resto é descartável.
A vida se tornou um corre-corre e o pouco tempo que nos resta não dificulta e restringe a nossa capacidade de nos aprofundarmos verdadeiramente na essência das coisas.
Consequentemente isto dificulta a percepção de nosso caminho de desenvolvimento interior, fazendo muitos de nós acreditar que somos esta capa, essa autoimagem que pregamos exteriormente e o puro reflexo material e intelectual de nossas vidas. Isto acarreta na falta de percepção do outro, temos dificuldade de compreender que existe um universo interior dentro do outro ser humano… um caminho de autodesenvolvimento contínuo.
Basta não enxergar algum benefício que o outro é descartado. Se tivermos alguma divergência ideológica então, pior ainda… me torno um inquisidor que quer jogá-los na fogueira:
Esquerdopatas…
Conservadores Fascistas…
Ateus sem Deus no coração (que vão queimar no inferno)
Crentes ignorantes sem lógica de pensamentos e doutrinadores
Feministas intolerantes
Machistas opressores
Gays destruidores da família tradicional
Comunistas vagabundos que querem viver às custas dos outros sem trabalhar
Capitalistas vampiros exploradores
Militares sem pensamento próprio (gado)
Revolucionários baderneiros e perturbadores da ordem
Tem que apanhar mesmo!!! Podiam morrer todos!!! Coloquem numa nave e mandem pro espaço sem volta!!!
Isto gera uma tendência a criar ambientes de segregação e etiquetagem muito comuns hoje em dia… onde me agrego aos grupos que simpatizo e tanto faz a eliminação ou o sofrimento dos que não me interessam.
Mas isto é apenas um reflexo da falta de percepção própria, do seu próprio caminho de autodesenvolvimento: ao ser incapaz de perceber um caminho interior próprio, me torno incapaz de perceber que o outro o possui, não indo além de rótulos estáticos generalizados, sem uma vida interior, uma busca própria ou um caminho de autodesenvolvimento. Ao fechar a porta de meu coração, não ocorre o encontro das almas e isso acaba anulando minha empatia, compaixão e amor ao próximo.
Onde você se encontra nesse labirinto ideológico?
Leonardo Maia
Biblioteca Virtual de Antroposofia
Aprender a SER
A criança não deve ser educada apenas para aprender, mas também, para, ao mesmo tempo, crescer e completar sua maturação orgânica de forma equilibrada…
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Rudolf Steiner atribuiu essa importante tarefa ao educador, fundando em 1919, em Stuttgart, na Alemanha, a primeira escola que deu início à Pedagogia Waldorf, baseada em um conhecimento aprofundado da natureza humana.
De acordo com a sua concepção, o ser humano é um ser físico, anímico e espiritual, cujo desenvolvimento transcorre em fases, cada uma com necessidades intrínsecas.
Durante os primeiros sete anos de vida a criança vai completando (metamorfoseando) os seus órgãos vitais, até que atinjam a sua forma definitiva. Nesse 1º Setênio ela entrega-se, desprotegida e confiante, ao cuidado de terceiros, de quem vai recebendo amor e carinho, mas, também, modelos e orientações de vida. Nesse período, a criança aprende por imitação, não só do mundo exterior (gestos de todos os dias, atividades básicas de higiene, alimentação, vestuário, caminhar, falar, etc), mas também do mundo interior (imitação da qualidade dos estados de alma do adulto com quem convive e com quem aprende a pensar). Todo o meio que envolve a criança está em comunicação com a alma infantil, que se entrega plena de confiança.
Todas as vivências – e as suas qualidades – penetram na criança atuando sobre o processo de metamorfose dos seus órgãos. É nesta fase que se desenvolve o querer, que se manifesta por meio das ações. De fato, toda criança pequena, em uma atividade sadia, é um ser de ação. Muitas vezes, determinadas emoções vividas nesse período manifestam-se mais tarde sob a forma de doenças crônicas.
Se, porém, o ambiente em que cresceu foi saudável, então é mais provável que venha a dispor de uma constituição orgânica sã. É evidente que muitos outros fatores podem influenciar ou mesmo determinar estados de debilidade física, mas isso não invalida, aliás reforça, a necessidade de se proporcionar à criança até os sete anos uma atmosfera familiar e social (jardim-de-infância) que lhe permita completar a formação saudável dos seus órgãos, base de toda a sua vida. Para isso é necessário que todos os sentidos sejam estimulados naturalmente, pelo que se deve cuidar das qualidades do som, da cor, dos materiais, da alimentação, do calor. Esse cuidado dar-lhe-á o alicerce para o futuro, fortalecendo-lhe a vontade. O dia-a-dia de um jardim de infância, reproduzindo tanto quanto possível o de uma grande família, em sua casa, com o seu ritmo natural de trabalhar e brincar, com as imagens trazidas pelos contos de fadas, com elementos da natureza, constitui um ambiente propício ao desenvolvimento feliz e saudável da criança.
Quando é atingida a maturidade para aprender a ler e escrever, a maioria das forças vitais que se empenhavam no desenvolvimento de seu organismo são liberadas e ficam disponíveis para essas aquisições e para outras sistematizadas. A imitação, embora ainda atuante, vai deixando de ser relevante e o que se torna agora importante é o desejo de admirar, de venerar alguém que lhe revele o mundo exterior. A criança já não se entrega incondicionalmente ao mundo como antes.
Agora, ela recolhe-se freqüentemente em seu mundo interior e precisa de um mediador em quem possa confiar, como antes confiou no meio que a envolvia. Esse mediador para quem a criança eleva todo o seu ser interior num ato de veneração é o professor – aquele que traz a beleza do mundo até ela. Cabe ao professor fazer despertar no aluno o sentido artístico, praticando-o na globalidade das aprendizagens necessárias. E, uma vez mais, não se trata aqui apenas de atividades exteriores: o pintar, o modelar, o fazer música, preenchem-se de uma atitude interior de olhar, ouvir, ver, escutar e de sentir.
É nesta fase que se desenvolve o sentir, por meio da beleza do som da palavra e da frase; da beleza das letras do alfabeto (apresentadas artisticamente) e da beleza na verdade dos números; da beleza do inseto, da árvore, da chuva e da areia. Por amor ao professor, pelo que de belo ele lhe trás do mundo exterior, o aluno esforça-se em fazer bem tudo o que lhe é proposto. Uma vez mais, é aqui necessário criar um ambiente – a escola – que não contradiga a sensibilidade que desperta e se desenvolve. Os contos, as lendas e fábulas, trechos do Antigo Testamento, mitos ou sagas de outros povos e biografias significativas, dão-lhe a imagem do ser humano e do seu percurso, por entre o bem e o mal.
No 3º setênio o raciocínio, que já vinha desenvolvendo-se, ganha novas dimensões e o jovem entra na fase da formulação de juízos fundamentados. Ele dispõe agora das forças do pensar para penetrar a verdade do mundo com as suas capacidades intelectuais e manuais: ciências naturais e sociais, filosofia, artes, tecnologias. Procura junto dos especialistas o porquê dos fenômenos e das suas leis, quer naturais, quer sociais. O jovem anseia por intervir nesse mundo real e é isso que a escola deve propiciar-lhe.
Como vimos, a educação deve respeitar essas três forças naturais do ser humano, favorecendo seu desenvolvimento equilibrado e sadio: querer, sentir e pensar devem desenvolver-se equilibradamente nos três primeiros setênios da vida do ser humano. Só dessa forma poderemos garantir uma vida saudável e feliz para o indivíduo que queremos educar.
Sonia Maria Ruella
Fonte: Centro Educacional Waldorf Alecrim Dourado
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Rudolf Steiner atribuiu essa importante tarefa ao educador, fundando em 1919, em Stuttgart, na Alemanha, a primeira escola que deu início à Pedagogia Waldorf, baseada em um conhecimento aprofundado da natureza humana.
De acordo com a sua concepção, o ser humano é um ser físico, anímico e espiritual, cujo desenvolvimento transcorre em fases, cada uma com necessidades intrínsecas.
Durante os primeiros sete anos de vida a criança vai completando (metamorfoseando) os seus órgãos vitais, até que atinjam a sua forma definitiva. Nesse 1º Setênio ela entrega-se, desprotegida e confiante, ao cuidado de terceiros, de quem vai recebendo amor e carinho, mas, também, modelos e orientações de vida. Nesse período, a criança aprende por imitação, não só do mundo exterior (gestos de todos os dias, atividades básicas de higiene, alimentação, vestuário, caminhar, falar, etc), mas também do mundo interior (imitação da qualidade dos estados de alma do adulto com quem convive e com quem aprende a pensar). Todo o meio que envolve a criança está em comunicação com a alma infantil, que se entrega plena de confiança.
Todas as vivências – e as suas qualidades – penetram na criança atuando sobre o processo de metamorfose dos seus órgãos. É nesta fase que se desenvolve o querer, que se manifesta por meio das ações. De fato, toda criança pequena, em uma atividade sadia, é um ser de ação. Muitas vezes, determinadas emoções vividas nesse período manifestam-se mais tarde sob a forma de doenças crônicas.
Se, porém, o ambiente em que cresceu foi saudável, então é mais provável que venha a dispor de uma constituição orgânica sã. É evidente que muitos outros fatores podem influenciar ou mesmo determinar estados de debilidade física, mas isso não invalida, aliás reforça, a necessidade de se proporcionar à criança até os sete anos uma atmosfera familiar e social (jardim-de-infância) que lhe permita completar a formação saudável dos seus órgãos, base de toda a sua vida. Para isso é necessário que todos os sentidos sejam estimulados naturalmente, pelo que se deve cuidar das qualidades do som, da cor, dos materiais, da alimentação, do calor. Esse cuidado dar-lhe-á o alicerce para o futuro, fortalecendo-lhe a vontade. O dia-a-dia de um jardim de infância, reproduzindo tanto quanto possível o de uma grande família, em sua casa, com o seu ritmo natural de trabalhar e brincar, com as imagens trazidas pelos contos de fadas, com elementos da natureza, constitui um ambiente propício ao desenvolvimento feliz e saudável da criança.
Quando é atingida a maturidade para aprender a ler e escrever, a maioria das forças vitais que se empenhavam no desenvolvimento de seu organismo são liberadas e ficam disponíveis para essas aquisições e para outras sistematizadas. A imitação, embora ainda atuante, vai deixando de ser relevante e o que se torna agora importante é o desejo de admirar, de venerar alguém que lhe revele o mundo exterior. A criança já não se entrega incondicionalmente ao mundo como antes.
Agora, ela recolhe-se freqüentemente em seu mundo interior e precisa de um mediador em quem possa confiar, como antes confiou no meio que a envolvia. Esse mediador para quem a criança eleva todo o seu ser interior num ato de veneração é o professor – aquele que traz a beleza do mundo até ela. Cabe ao professor fazer despertar no aluno o sentido artístico, praticando-o na globalidade das aprendizagens necessárias. E, uma vez mais, não se trata aqui apenas de atividades exteriores: o pintar, o modelar, o fazer música, preenchem-se de uma atitude interior de olhar, ouvir, ver, escutar e de sentir.
É nesta fase que se desenvolve o sentir, por meio da beleza do som da palavra e da frase; da beleza das letras do alfabeto (apresentadas artisticamente) e da beleza na verdade dos números; da beleza do inseto, da árvore, da chuva e da areia. Por amor ao professor, pelo que de belo ele lhe trás do mundo exterior, o aluno esforça-se em fazer bem tudo o que lhe é proposto. Uma vez mais, é aqui necessário criar um ambiente – a escola – que não contradiga a sensibilidade que desperta e se desenvolve. Os contos, as lendas e fábulas, trechos do Antigo Testamento, mitos ou sagas de outros povos e biografias significativas, dão-lhe a imagem do ser humano e do seu percurso, por entre o bem e o mal.
No 3º setênio o raciocínio, que já vinha desenvolvendo-se, ganha novas dimensões e o jovem entra na fase da formulação de juízos fundamentados. Ele dispõe agora das forças do pensar para penetrar a verdade do mundo com as suas capacidades intelectuais e manuais: ciências naturais e sociais, filosofia, artes, tecnologias. Procura junto dos especialistas o porquê dos fenômenos e das suas leis, quer naturais, quer sociais. O jovem anseia por intervir nesse mundo real e é isso que a escola deve propiciar-lhe.
Como vimos, a educação deve respeitar essas três forças naturais do ser humano, favorecendo seu desenvolvimento equilibrado e sadio: querer, sentir e pensar devem desenvolver-se equilibradamente nos três primeiros setênios da vida do ser humano. Só dessa forma poderemos garantir uma vida saudável e feliz para o indivíduo que queremos educar.
Sonia Maria Ruella
Fonte: Centro Educacional Waldorf Alecrim Dourado
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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Chacras e Dimensões
Vosso corpo é um sistema energético vivo. É multidimensional e possuis canais interdimensionais que ligam seus vários corpos.
Na verdade é apenas um corpo multidimensional com canais que os ligam. Estes canais interdimensionais são conhecidos por vocês como chacras. Os chacras são as áreas de ancoragem dos canais interdimensionais.
Por estes canais fluem as energias de seu corpo, cada chacra é um transdutor energético que muda a qualidade dimensional da energia e a espalha pelo corpo em cada dimensão. As energias fluem através dos chacras, eles as recolhem transmutam e enviam para outras dimensões do corpo e da mesma forma as recebem transmutam e espalham em cada dimensão.
No corpo físico tridimensional existem sete chacras principais. Fora deste corpo físico existem outros chacras, acima e abaixo que fazem a transmissão de energia entre outras dimensões de seu corpo e também entre ele e o Universo. Os chacras também fazem a conexão de seu ser com os outros seres do Universo, entre eles Gaia.
No final, seu Universo é uma grande rede energética, todos os seres estão conectados, inclusive Gaia e o próprio Universo, que é também um Ser.
Como vocês veem, todos estão interconectados e os chacras representam nossa conexão com o resto do Universo. Eles conectam nossa rede energética interna com o Todo.
Nossa rede energética interna é extremamente rica, nela ficam armazenadas todas as nossas experiências, e consequentemente tudo o que pensamos, tudo o que sofremos, todos os nossos problemas e todos os nossos bloqueios psicológicos.
Vocês possuem uma mãe Gaia e um pai que é o seu Sol. Ambos fazem a sua conexão com o Universo. A energia de Gaia e do Sol se conectam através de vocês, ela circula através de seus corpos pelo sistema energético dos chacras.
O chacra que recebe a energia de Gaia é o chacra sacral, localizado na região entre as suas pernas, que armazena seu magnetismo ou magmaísmo. Fora de seu corpo tridimensional e abaixo deste chacra, há outro que recebe o magmaísmo, transmuta-o para a dimensão 3 e o transmite para o chacra sacral. Este chacra de conversão do magma, faz a sua ligação com Gaia.
Acima do chacra coronário, da coroa, localizado no topo de sua cabeça, há vários outros chacras fazem a sua conexão com o Sol.
Assim a energia do Universo flui por vocês, em todas as dimensões do seu ser. Os chacras as recebem, deixam-na fluir neste sentido vertical, e também a deixam fluir no sentido horizontal através de seus vários corpos dimensionais. É uma rede maravilhosa e complexa de energia dentro de vocês.
Na terceira dimensão, onde vocês estão ancorados agora, fluem as energias emocionais. Vocês são seres emocionais e estão nesta dimensão para aprender a trabalhar as emoções. A energia básica de vocês é a que chega ao chacra raiz ou sacral. Uma energia de qualidade oposta chega a vocês pelo chacra coronário e pela respiração. Esta energia desce por canais próximos a sua coluna vertebral até o chacra sacral. Neste local o prana e o magma se encontram e entram em combustão, vibram e lhe dão vida. Sobem energizando seu corpo e toda sua rede energética. Por aí vem a parcela de energia tridimensional de seu corpo multidimensional. Esta energia também é transformada e transmitida às outras dimensões pelos chacras.
Outras energias de outras dimensões também são recebidas pelos seus chacras, trazendo com elas conhecimentos do seu Ser mais interior ou superior.
O papel de vocês aqui, como seres emocionais é trabalhar adequadamente esta energia sacral. Ela esta bloqueada e flui lentamente pelo seu sistema energético dando-lhes um mínimo de energia, para que levem esta vida monótona que a maioria de vocês vive.
Ela flui lentamente porque em seu caminho existem inúmeros bloqueios energéticos, psicológicos, não resolvidos pelo seu Ser. Isto mesmo, tudo aquilo do que vocês tem consciência fica armazenado energeticamente em vocês em uma rede interdimensional. Na terceira dimensão seus problemas emocionais ficam condensados neste malha de energia. Estes pontos de condensação criam nós ou bloqueios em sua rede, que impedem a ascensão da energia sacral.
Cabe a vocês dar vazão a esta energia sagrada, despertar esta serpente adormecida e fazê-la subir através de seus chacras, despertando sua consciência e dando vazão a esta energia Universal que seu corpo bloqueia.
No momento em que esta energia fluir livremente através de vocês, vocês se tornarão verdadeiramente seres Universais. Sua consciência vai se expandir e abraçar o Universo, vocês terão a consciência do Universo dentro de vocês. Ela está todinha lá, trancada pelos seus problemas mesquinhos e materiais, pelos seus desejos materiais efêmeros. Vivam, libertem-se desta mesquinharia terrena e deixem o Universo fluir através de vocês. Vivam a plenitude que vocês podem ser, despertem o Deus adormecido que repousa dentro de vocês !
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
RUDOLF STEINER: UM INCÔMODO AOS PODERES HEGEMÔNICOS .
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Rudolf Steiner não foi uma pessoa apolítica para a cultura no seu tempo, pelo contrário, foi um grande lutador da sua época. Todos aqueles que falam de amor, liberdade e fraternidade econômica deviam incomodar aos poderes hegemônicos.
Foi uma pessoa julgada pela liberdade humana e fez dos setores de poder esotérico algo exotérico. Revelou segredos que, durante séculos, eram ciosamente guardados por pequenos círculos de poder. Estou a falar de como estes poderes adversos se passam nas suas funções como “oponentes facilitadores” à lei Crística do amor.
Foi um artista social ao ponto de ser marcado pelos seus adversários. Nas suas milhares de conferências ao público falou em muitos setores proletários, onde não escondia aos trabalhadores sua advertência ao povo alemão sobre os objetivos secretos do partido social nacionalista, que depois foram nomeados nazis. Era inevitável que cada ato, sentimento e pensamento fosse fundamentado em uma atitude cristica não convencional ao dogma da igreja. Isto levou-o a sair de círculos teosóficos onde também existiam questões de poder.
Foi o primeiro a criar uma escola para todos sem distinção de raças, credo ou setor econômico de classes. No entanto o poder hegemônico nazi fechou-as. O braço armado deste partido chamado Thule foi o que tinha a Steiner como principal a desaparecer da lista já que havia criado um projeto baseado em uma nova ordem social como aporte político ao estado alemão. Projeto que foi apoiado com assinaturas de grandes personagens do seu tempo no domínio das ciências, artes, política, etc.
Perante tanto barulho, Steiner teve vários ataques que vieram de domínios políticos econômicos e religiosos. Foi realmente uma pessoa radical e politicamente comprometida com o espírito do seu tempo. Ele não caiu, não se escondeu, não foi morno, agiu como todos aqueles que se jogam por uma causa humanitária de liberdade e amor. Para que a nova ordem social que Steiner propôs no domínio cultural, político e econômico floresça, será talvez tempo de praticá-la? Não com bandeiras partidárias, mas sim contra a propaganda ativa para que em silêncio aportemos uma revolução que nasça do nosso trabalho interior e se projete na economia social fraternal, na igualdade jurídica e numa luta sem armas para a liberdade cultural.
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Carlos Adrian Villegas
Fonte: Palabra de Rudolf Steiner no Facebook
Tradução: Leonardo Maia
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