sábado, 10 de outubro de 2020

Quem sou? De onde venho? Para onde vou?

A reflexão profunda sobre estas questões, nos remete a uma velha lenda hindu. “Conta essa lenda que houve um tempo em que todos os homens eram deuses. Que esses homens abusaram tanto da sua divindade que Brahma, o mestre dos deuses, tomou a decisão de lhes retirar o poder divino: resolveu escondê-lo num lugar onde seria absolutamente impossível reencontrá-lo. Mas o grande problema era encontrar um esconderijo. Brahma convocou então um conselho dos deuses menores para resolver o problema. “Enterremos a divindade do homem na terra”, foi a primeira idéia dos deuses. “Não, isto não basta, pois o homem vai cavar e encontrá-la”, respondeu Brahma. Os deuses retrucaram: “Então, joguemos a divindade no fundo dos Oceanos". Mas Brahma não aceitou a proposta, pois achou que o homem um dia iria explorar as profundezas dos mares e a recuperaria. Então os deuses menores concluíram: “Não sabemos onde escondê-la, pois não existe na terra e no mar lugar que o homem não possa alcançar um dia”. Daí Brahma se pronunciou: “Eis o que vamos fazer com a divindade do homem: vamos escondê-la na maior profundeza dele mesmo, pois é o único lugar onde jamais pensará em procurá-la. Desde esse tempo, conclui a lenda, o homem fez a volta na Terra, explorou, escalou, mergulhou e cavou em busca de algo que se encontra nele mesmo”.

A Energia que nos cerca

“Assim como em cima, embaixo”. (Hermes Trimegisto) Segundo filosofia chinesa, o Universo e tudo que nele é contido está sujeito às Leis Cósmicas. Sendo o Homem parte deste mesmo Universo, ou seja, um Microcosmos, ele é regido a partir da visão oriental. A vida em todas as suas formas de Ser e se manifestar é resultado da energia cósmica. Segundo a medicina chinesa, a energia tem duas polaridades, ou seja, duas forças opostas: o princípio masculino ou energia yang e o princípio feminino ou energia yin. Durante o dia, o homem recebe energia yang e à noite, a yin. As duas energias, em equilíbrio proporcionam saúde e harmonia. Quando estão desequilibradas, as conseqüências são as doenças físicas e mentais. Sabe-se que o homem está sujeito a influências tanto de origem interna como externa. A quantidade de energia prânica ou vital que flui pelo corpo não é constante, ao contrário, sofre alterações de acordo com essas influências e com as mudanças da natureza e do ambiente, principalmente quando são mudanças bruscas. As mudanças de estação também têm o seu papel na distribuição da energia no sistema humano. Assim, no inverno e outono, a energia yin é mais atuante enquanto no verão e na primavera, flui melhor a energia yang. Quando a pressão atmosférica está baixa, o corpo torna-se mais pesado por não oferecer resistência adequada ao ar. Desta maneira, os órgãos dilatam-se e a pressão sangüínea cai. Nos dias de sol, a tonificação yang faz com que o pulso se acelere, o fluxo energético circula com mais facilidade e a eletricidade atmosférica é mais positiva. Nos dias nublados circula melhor a energia yin. Com isto, o pulso fica mais lento e o corpo se contrai. Desta maneira, percebe-se o quanto o homem está sujeito às alterações energéticas e da natureza. Nosso corpo é nossa responsabilidade. Respeitar e cuidar do corpo com todo o cuidado, é na verdade reconhecê-lo como morada do Espírito. O que acontece com ele, as doenças que adquirimos, o que colocamos para dentro dele. Nós somos os responsáveis por muitos males e dores que sofremos. Quais são os cuidados com este corpo que nos foi dado como veículo para esta viagem? Não basta comer, dormir, respirar. É importante prestar atenção ao nosso corpo – o corpo fala. Em geral não ouvimos as queixas, os avisos. Mas que ele fala, fala!

Crie um Tempo para Se interiorizar

Inspiração Diária de Kate Spreckley 5 de Outubro de 2020 Além dos incríveis desafios que enfrentamos, estamos em uma jornada extraordinária que nos oferece a oportunidade de fazer parte de um novo mundo com uma nova realidade. Um novo mundo onde a necessidade de controle e domínio é liberada. Um mundo construído com base na verdade e integridade. Um mundo que respeita toda a vida e reconhece que esta Terra é um santuário belo e sagrado onde existe a divindade. Para criar este novo mundo, esta nova realidade, você precisava despertar, curar e se expandir. Você precisa ir além dos limites de sua realidade atual e conceber uma nova maneira de viver e de ser. Você precisa mudar sua consciência para o seu coração e se concentrar na incorporação plena de sua alma. Ao fazer isso, um período de profunda purificação, transformação e mudança ocorre, libertando-o dos limites do medo. Com essa liberdade, vem a necessidade de abrir mão do controle de sua vida e da capacidade de permitir que o plano de sua alma se desenvolva naturalmente. Especialmente nesta semana, faça um esforço concentrado para se conectar com a sua alma, para sentir sua orientação e a sabedoria que ela deseja compartilhar com você. Reserve um tempo para se interiorizar. Esta postagem pode ser republicada como está, sem alterações e todos os links ativos © 2020 Kate Spreckley http://www.spiritpathways.co.za Tradução: Regina Drumond - reginamadrumond@yahoo.com.b post in "Portal Arco Iris"

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Sobre a Respiração


A respiração torna-se mais pura através da ritmização do processo de respiração e do trabalho de interiorização da alma, para que o que um homem exale contenha menos dióxido de carbono. Então o ar à volta dele não é usado tão rápido, e ele não tira tanto oxigénio ou substância vital de outros seres vivos.

Para atingir isto o tanto quanto possível, os yogues indianos se retiram em cavernas, onde respiram o mínimo de oxigênio possível. Eles podem fazer isso porque o seu respirar é tão puro pelo trabalho da alma que eles podem viver muito tempo sem ingestão de ar exterior.

Quanto mais espiritualizado um homem é, mais tempo ele pode viver no seu próprio ar e menos dióxido de carbono ele exala. A respiração de um materialista arruína muito mais ar do que a de um idealista. Os materialistas modernos não podem viver sem um fornecimento contínuo de ar fresco.

Um homem que vive no campo traz um certo ritmo à sua vida através da sua vida com a natureza. Assim, o ar que ele exala torna-se melhor, enquanto o ar da cidade fica cheio de veneno através da imoralidade dos homens.

Rudolf Steiner

Fonte: Grupo Anthroposophical Inspirations

Tradução Livre: Leonardo Maia

sábado, 26 de maio de 2018

A Libertação do egoísmo

Nos pequenos círculos, o encontro com a alma do outro pode despertar o amor e respeito a uma pessoa amada, aos filhos, amigos próximos ou mesmo aquele que desinteressadamente nos estende a mão… tirando sutilmente o nosso foco egocêntrico do propósito de dar satisfação apenas a nós mesmos, trazendo assim um olhar compassivo e altruísta para o outro ser humano.

A LIBERTAÇÃO DO EGOÍSMO E DA SUBMISSÃO ÀS FORÇAS INSTINTIVAS

Dentro do processo evolutivo do ser humano, o ser humano passa por processos de superação e domínio de certas forças que atuam nele e o guia nos estágios primitivos de seu desenvolvimento.

Algumas delas são bem simples de se identificar, o que não quer dizer que é fácil superá-las, como as forças instintivas e o apego ao prazer e às percepções sensoriais.

Superar e dominar não quer dizer negar ou suprimir, mas transcender, fazer com que nossa consciência individualizada não seja suprimida por elas. É um processo de maturação, onde consigo dominar estes impulsos e não ser apenas guiado por eles.

O homem primitivo é guiado por seus impulsos e instintos básicos… quase como um animal que segue seus instintos básicos de sobrevivência e perpetuação da espécie. É conduzido de forma muito inconsciente pelas forças de mente coletiva. É o princípio animalesco das relações humanas.

Logo este processo intensifica o desenvolvimento do ego, para separação do EU das forças coletivas, ou seja, impulsiona a percepção do ser humano para si próprio, para a percepção de que é uma entidade separada do todo, única e individual… obviamente isto nos leva a uma fase egoísta, porém essencial para que esta percepção aconteça: se não consigo me compreender, como posso compreender o outro?

Nessas fases, a realização pode se vincular a um nível mais superficial, como percepções sensoriais: consumo, sexo, entorpecimento (alcool e outras drogas), diversão, a busca por um parceiro emocional e etc… tudo que pode nos traz prazer e satisfação e realização de meus desejos…

Logo, dentro de nossas relações humanas, perceberemos que nossas necessidades e interesses são singulares, não são iguais a de todos. O meu modo de pensar é diferente, e existe uma necessidade de aceitação social, de ser reconhecido.

Em muitos casos, o ser humano dá uso à sua vida na Terra com o único propósito de dar satisfação a si mesmo, na única experiência de intensificar o seu próprio ego egoísta… neste caso o ego pode buscar status social e poder, sobrepujar os outros, quer ser melhor, mais importante e idolatrado. Essa força do ego passa a ser tão grande que não se importa com os outros, apenas nos seus próprios interesses. Para atingir seus objetivos, não se importará com o sofrimento alheio, pois está tão mergulhado em si próprio que se torna incapaz de sentir empatia, amor ao próximo…

Daí podemos compreender a tirania, arrogância e desejo pelo poder de muitos que estão em altos cargos dos governos, em grandes empresas ou mesmo que herdam um grande “status” a partir de condições financeiras favoráveis de suas famílias e etc… seu poder pode subjugar as pessoas e se sentem superiores aos demais. Muitas vezes chegam a estas posições a custa de muito muito sofrimento alheio e não hesitarão em manter essa corrente em prol da manutenção de seus privilégios ou para alcançar seus objetivos particulares.

Para quebrar essas correntes, existe algo muito simples que é a base do sentido de Humanidade: as relações humanas. A lei do carma coloca as pessoas em contextos que crie condições favoráveis para a transformação pessoal. Haverão os encontros com as pessoas que despertarão a semente da compassividade, do amor e do respeito. Isso pode se dar em seus pequenos círculos, despertando esses sentimentos ali para que possa aos poucos crescer e abarcar toda a humanidade. Nesses pequenos círculos, o seu encontro com a alma do outro pode despertar o amor e respeito a uma pessoa amada, aos filhos, amigos próximos ou mesmo aquele que desinteressadamente lhe estende a mão… tirando sutimente o seu foco egocêntrico, do propósito de dar satisfação apenas a si mesmo, trazendo assim um olhar compassivo e altruísta para o outro ser humano.

Leonardo Maia