terça-feira, 31 de julho de 2012

Atualizando seu potencial

Era uma vez....uma semente. Qualquer semente. Imagine-a na sua mão. Seja de uma grande árvore, ou mesmo de uma pequena plantinha. É apenas uma semente, mas já tem em si mesma, todo o potencial para ser tudo aquilo que já é e poderá vir a ser.... A semente tem em si toda uma programação, podemos dizer genética, que lhe permite “vir a ser” uma bonita planta, capaz de dar as mais belas flores para enfeitar ao nossos jardins, as nossas casas, as nossas vidas...ou, quem sabe, transformar-se em uma frondosa árvore e, dar-nos sombra, flores e frutos ... Esse é o objetivo de uma semente: ser. Do mesmo modo, nós temos um objetivo maior na vida: Ser. E como a semente, guardamos um potencial. Maravilhoso potencial que faz do homem também um criador, à semelhança do Grande Arquiteto e Criador de tudo que é. É certo que muitas vezes esquecemos disto e continuamos sendo apenas uma promessa. Em algumas ocasiões, chegamos mesmo a desenvolver algumas habilidades e competência... mas nos percebemos pequenos e esquecemos que podemos ser tudo aquilo que Ele pensou para sua criaturas...chegamos a esquecer que somos filhos de Deus e sua mais perfeita criação. Esta é uma das propostas deste livro, talvez a mais importante, lembrar-lhe quem é: uma criatura divina! Ajudar você, a encontrar, em meio a todo o material arquivado no inconsciente através da sua existência, todos os recursos e instrumentos que precisa para atuar nesse processo de vir a Ser. Os meios são muitos e estão aí, ao seu alcance, muito bem guardados em seu coração e na sua mente. É preciso apenas buscar, resgatar, porque todos temos todos os recursos que necessitamos para chegar onde queremos chegar.. São tantos instrumentos à sua disposição que pode acontecer de nem percebê-los ao seu alcance. São lições aprendidas pela vida a fora, são os relacionamentos já vividos, seus estudos..., enfim, recursos que adquiriu com esforço e alto investimento, e agora vai colocar a seu favor. Lembra-se de momentos difíceis em que precisou calar suas verdades para evitar que a situação ficasse mais caótica? Pois bem, isto foi uma grande aprendizagem. Esse tipo de experiências torno você mais rico de estratégias e com mais diplomacia. Claro que não é fácil segurar aquela sua parte que se rebela contra as injustiças, os abusos, o desrespeito e os mais diversos modos de agressão. Mas aprender a esperar a melhor hora para reivindicar seus direitos ou gritar contra injustiças, é sabedoria, um recurso fantástico que você está aprendendo a Assim, você vai tornando-se mais capaz, e se preparando melhor para enfrentar as dificuldades e obstáculos que surgem. Adquirindo os meios mais adequados para responder do modo mais correto, mais ético e mais equilibrado às situações geradoras de tensão ou estresse. A sabedoria está aí. Na capacidade de administrar suas emoções de acordo com seus anseios e não para atender as necessidades do outro. Poder fazer opções sem culpas nem sofrimentos. Ser livre para falar ou calar, saber qual a hora melhor para ir ou ficar, poder querer ou não querer fazer determinada coisa. E, principalmente, sabendo que isto é um direito seu. Fazer escolhas, e assumir a responsabilidade pelo caminho que resolveu seguir, com o controlar da situação nas suas mãos. Isto é sabedoria, um recurso que já está aí, registrado em você. Muitas vezes já o utilizou, mesmo sem perceber. É o fruto das suas experiência de vida, de anos e anos de lutas e batalhas, internas e externas. Resultado de combates que deixaram marcas no físico e na alma, e como consequência, muitos instrumentos que podem ser usados daqui para diante no trabalho de se tornar cada vez mais uma pessoa melhor e mais feliz. Lembre-se que é uma semente pronta para mostrar sua beleza, seu potencial de tornar-se uma árvore majestosa, capaz de dar sombra, flores e frutos. Ser uma pequena, mas grande parte do todo, do Universo. Essa é uma grande viagem. Por terras, mares, e até por um espaço maior, que transcende o que é visível aos olhos, e passa por alguns dos muitos caminhos possíveis de percorrer na busca pela felicidade e pela atualização do potencial de Ser. Vários deles já seus conhecidos, mas nada impede que sejam refeitos, agora com mais experiência e segurança. Outros estão ainda inexplorados, talvez por falta de oportunidade. Todos os caminhos são válidos e importantes se pretendemos chegar ao Saber, ao conhecer. Uma viagem fantástica e surpreendente. E enquanto tudo acontece, você vai descobrindo que muitas coisas que pensa que sabe, não sabe. Em contrapartida, sabe tantas outras... inúmeras outras, e não sabe que sabe. Já sabemos que nossa mente é um magnífico computador, muitos já disseram. Infelizmente, porém, ao nascer esquecemos de trazer do outro lado, o manual de funcionamento. Resta-nos agora descobrir como acessar as informações arquivadas. Claro que muitos já fizeram isto. Já encontraram o caminho para o seu saber. Ou Saber?

Sobre a felicidade

Voltamos a pensar sobre a Felicidade.....O que significa felicidade? O que é ser feliz? O significado da palavra felicidade está bem claro para você? Sinceramente, cheguei à conclusão que, muitas vezes pensamos saber exatamente o que está faltando na nossa vida, para sermos felizes. Lutamos para alcançar esse aspecto que julgamos ser tão importante, e quando alcançamos, descobrimos que não era isso. A Felicidade, definitivamente, não estava ali. Você sabe disso, porque muito provavelmente, algum dia, passou por algo semelhante. Se não aconteceu com você, deve conhecer alguém, que lutou muito por uma pessoa ou por alguma coisa e no final percebeu que estava enganada. Continua ainda hoje, buscando algo mais, capaz de fazê-la feliz. Claro que isto é muito triste. Tanta energia investida em algo que, ao final das contas, não é tão importante assim... Mas é assim mesmo. Importante mesmo, é persistir na busca. Não desistir de querer ser feliz. Mas, acredite, essa busca é eterna, incessante e faz parte do processo de vir a Ser. Mas, o que é mesmo fundamental para alcançar a tal felicidade tão sonhada? Para você, para você! Exatamente. Quero que pense a respeito. Que coloque as coisas no seu lugar. Avalie bem o que tem importância para você. Qual o significado de cada sonho seu? Uma vez realizado esse sonho, com certeza estará feliz? Essa pergunta, por sua importância, merece uma resposta bem pensada. Implica em ter conhecimento de sonhos, desejos e fantasias. É uma questão relacionada com seu sistema de valores. E isso é absolutamente pessoal. Difere de pessoa a pessoa, e passa pelas crenças pessoais, familiares e mesmo sociais. O que, verdadeiramente, tem valor para você, guerreiro?

autoconhecimento

Fala-se muito em autoconhecimento como forma de poder pessoal e de controle ou autocontrole. Quanto tempo nós gastamos em busca do auto conhecimento e do poder interior? E onde estará esse poder? Na família, no trabalho, no dinheiro? Talvez nos relacionamentos? Talvez no amor? ... Onde estará a felicidade que sonhamos? À procura da felicidade tão sonhada, vamos percorrendo vários caminhos, fazendo e refazendo percursos...., elaborando muitas perguntas e encontrando algumas respostas. Conhecendo pessoas, - algumas significativas, outras nem tanto;- e passando por situações mais ou menos agradáveis. Mas todas, com certeza, podem proporcionar a grande oportunidade de nos descobrirmos e de fazer contato com o outro, e com este maravilhoso mundo em que vivemos. Isto é viver! Viver intensamente. Uma vida rica de experiências e aprendizagens sobre nós mesmos, sobre os nossos recursos e limitações. E, principalmente, aprender o caminho para o alto da montanha, lá onde dizem os sábios, deixamos o nosso poder, onde o sol brilha mais bonito. Ao chegar lá no alto, podemos abrir os braços e deixar que os raios solares no invadam até também nos tornarmos luz e força. É essa a imagem que queremos para nós. A imagem de uma pessoa forte, luminosa e radiante. Dotada de grande poder pessoal, autoconfiança, serenidade. Essa é a imagem positiva que queremos projetar no mundo - de alguém vitorioso. Passamos tanto tempo voltados apenas paras as questões do cotidiano, os problemas nossos de cada dia que torna-se difícil criar o hábito de dedicar algum tempo para fazer um relaxamento, a fazer uma parada para uma reflexão mais séria, a não ser que esteja despertando e atingindo um estado de consciência mais elevado e passe a desejar uma grande mudança de vida. Quando sinto o vazio existencial em meu ser e percebo que está faltando algo, mesmo que não consiga identificar o que seja, que nada me faz feliz ou de repente percebo que faz bastante tempo que não me vejo nem ouço o que digo.. o tempo que dedico a mim mesma é mínimo porque é o que sobra... Para mim? Não tenho tempo! O homem tem pouco tempo para si, e de repente, num belo dia, descobre que há uma defasagem entre quem é, e quem pensa ser. Há quanto tempo não ouve o que tem a dizer e reprime a sua beleza interior, seus sonhos e fantasias? Sua resposta pode ajudá-lo a perceber que talvez esteja sonhando sonhos que não são seus, vivendo a história da sua vida como personagem e não como autor. De qualquer forma, sejam quais forem as respostas que encontremos para estas perguntas, vale a pena experimentar mudar de direção, agora.

O Xale

por Rubia A. Dantés Lembrei-me de uma vez, quando comprei um tecido fininho, muito leve e transparente... de fundo preto com rajados em dourado e bege que pareciam da cor das penas de gavião... Era um pedaço de tecido exposto em uma banca de retalhos, mas assim que o vi tive certeza de que gostava e o comprei... Não sabia o que fazer com ele... não era um tecido que estivesse na "moda", mas para mim era tão especial que não queria fazer somente qualquer coisa com ele... Por um bom tempo o tecido ficou no meu armário porque ainda não sabia o que inventar com aquele pedaço de pano que tinha amado à primeira vista... e continuava gostando sempre que, arrumando minhas coisas o encontrava entre os outros tecidos. Para alguns encontrava utilidade, outros doava para alguém, mas aquele eu guardava, porque sabia que um dia iria fazer alguma coisa especial com ele. Até que um dia, me preparando para um trabalho nas montanhas, peguei o tecido e a tesoura e fiz um xale lindo... Repiquei todos os lados e ficou como se fosse uma franja. Dobrei na diagonal, deixando uma parte maior que a outra, para que aparecessem duas camadas de franja... Fiz um broche com uma rosa de cetim, queimada nas pontas com fogo de uma vela e umas penas que guardava. Fiquei encantada com o resultado... O que levou tanto tempo guardado em pouco tempo se transformou em um lindo xale... O tecido desfiava onde cortei a franja e volta e meia perdia um pedaço... mas aquilo, em vez de deixá-lo feio, só fazia torná-lo cada vez mais bonito... porque dava uma leveza ainda maior... o vento movimentava aquela franja dando mesmo a idéia de asas de gavião... O fato é que se já amava o tecido, amei ainda mais o que fiz com ele. E desde aquela vez que o levei para um trabalho nas montanhas as pessoas gostaram dele... e eu me sentia acolhida. Claro que lá é normal as mulheres usarem xales.... saias compridas... e coisas que não tem que estar necessariamente "na moda", a moda lá é outra e cada um faz a sua de acordo com o que gosta, com o que se sente bem fazendo... Por isso... lá dá gosto de ver as mulheres com seus xales coloridos e enfeitados, bordados com contas e sementes... com broches criados pela imaginação de quem acessa o mundo das fadas ou das sonhadoras... negros quando o momento é de estar no profundo... nas cavernas... cada um trazendo seus mistérios. Ali com meu xale e o broche com penas... pérolas e rosa, me sentia em casa... e ninguém olhava para ele com aquele julgamento que vem de fora. Julgamento que vem de fora é aquele julgamento que a gente faz e que é baseado em medidas e regras que não vem de dentro. Por exemplo... - Mesmo que você goste de uma coisa, você julga não poder usar aquilo porque não está na moda. Ou usa o que não gosta por querer estar na moda. - Mesmo que te pareça absurdo o que algumas pessoas dizem e fazem, você acaba acreditando nelas e julgando-se inferior porque não está em concordância com aquilo. - Mesmo que muitas declarações de líderes mundiais firam os direitos humanos, são aceitos porque são julgados de acordo com o poder econômico que eles detêm... Enfim, existem mil maneiras de julgar o outro e a nós mesmos por esse tipo de avaliação que vem de fora e que não leva em conta nossa verdade mais profunda... e por isso nos afasta cada vez mais do caminho de volta para casa. E, por incrível que pareça, as pessoas gostam muito mais quando somos fieis à nossa Alma e quando honramos nossa verdade. Aí não importa a roupa que estejamos usando nem a cor do nosso xale... tudo parece estar bonito e no lugar. Quando estamos vestindo a verdade do outro, parece que estamos usando roupas que não nos cabem... nem na cor nem no estilo e por isso ninguém gosta... e muito menos a gente mesmo. Alguns até podem fingir que gostam caso existam outros interesses em jogo... mas quem deseja ter pessoas assim ao seu lado? Continuando com a história do xale, um dia eu tive que ir a uma festa que não era nas montanhas... E fui bem da forma que gostava, com meu xale... Claro que uma parte minha pensou que algumas pessoas poderiam estranhar aquele pedaço de pano meio desfiado sem arremates e completamente "fora da moda". Mas eu me sentia tão bem com ele que nem me importei com essa parte... e até me esqueci de como estava vestida... Lembro-me que rimos muito e era muito bom estar com pessoas queridas. E quase no final da festa, uma mulher muito elegante me perguntou onde eu havia comprado aquele xale, que era muito bonito... "A tomada do xale é um ensinamento Paiute pouco conhecido, que surgiu numa época em que alguns membros da Raça Vermelha não conseguiam mais viver no mundo dos brancos. Esses nativos Americanos que escolheram voltar para casa e abraçar os ensinamentos dos seus Anciões foram os primeiros a tomar o xale. O xale simbolizava o retorno ao lar e aos braços da Mãe Terra e significava sentir-se envolvido pelo seu amor e sua proteção" Jamie Sams Sei que o caminho que estou percorrendo "de volta para Casa" ainda vai ser tecido com muitos fios... e ainda vou me cobrir com muitos xales, mas cada vez que me sinto acolhida pelo Amor da Grande Mãe me dá a certeza que quanto mais aprofundamos nossas raízes na Terra, mais nos abrimos para receber as bênçãos do Pai do Céu

O medo do Amor

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê. O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade. E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro. Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos. Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo. Martha Medeiros