terça-feira, 31 de outubro de 2017

A doença incurável e a criança


"Algumas vezes, a doença que não está no carma da criança, mas está no carma dos pais. E o que essas doenças podem trazer, justamente se processando dessa maneira, é o impulso para uma profunda transformação; são doenças cujo sentido está no futuro e não no passado."
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A história conta que a famosa violoncelista Jacqueline Mary du Pré falou, quando tinha 6 anos de idade, para a sua irmã Hilary: “não o contes para a mãe, mas, quando eu for grande não poderei mais andar nem me movimentar”. Aos 28 anos de idade ela adoeceu de uma Esclerose Multipla, interrompendo então a sua atividade musical quando se encontrava no esplendor da sua capacidade interpretativa, e veio a falecer com 42 anos de idade.

É notável este fato que não raramente é descrito em crianças, pelo qual elas olham para uma doença possivelmente incurável com uma equanimidade e uma tranquilidade que parece incompreensível perante o espaço de agitação e tragédia que se cria entre os familiares e amigos, numa postura diametralmente oposta. As doenças relacionadas com as neoplasias malignas (câncer, linfomas, leucemias) tem uma notável singularidade perante outras doenças crônicas graves: com frequência, quando acontecem nos adultos, elas geram a pergunta pelo sentido da doença. Não é raro ouvir de um paciente com câncer a expressão: “Doutor, eu sei porque eu adoeci desta doença”, e indagados pela razão eles podem relatar as vezes situações de stress perante as quais não conseguiram se colocar de uma maneira mais adequada, gerando assim um sofrimento permanente no espaço do qual pode aparecer a doença após alguns anos.

A criança que com seis, dez, doze anos, apresenta uma neoplasia maligna, as vezes de evolução mais agressiva e rápida que num adulto, eventualmente com uma resposta também mais difícil ao tratamento, nos formula uma pergunta muito mais complexa, pois a pergunta pelo sentido da doença com certeza não será respondida no panorama de uma vida tão curta, quase sem biografia, no sentido que comumente damos ao termo biografia. Mas, se insistirmos e procurarmos por um sentido, a observação e a reflexão pode nos levar a perceber e entender duas situações paralelas.

Numa delas nós temos uma vontade encarnatória intensa que fica truncada muito cedo. O fenômeno da encarnação do ser humano representa inicialmente um colossal esforço por atingir a postura ereta, a fala e a capacidade do pensar: Aos três anos de idade a criança configura as bases físicas destas características, próprias da condição humana, ela o faz porque processou a nível físico forças volitivas, que são forças absolutamente espirituais. Elas são as que criam a base física da ulterior vida terrestre. O que virá a ser representará uma metamorfose dessas forças volitivas da encarnação, acontecendo lentamente, através do aprendizado nos primeiros setênios, das andanças nos setênios seguintes e finalmente nas realizações na segunda metade da vida. Uma morte prematura deixa então forças volitivas poderosas, encarnatórias, à disposição da individualidade dessa criança, as quais, “somadas”
agora àquelas próprias que se processarão para uma nova encarnação, são capazes de originar uma nova encarnação extraordinariamente rica em toda classe de talentos e realizações. Não raramente, segundo Rudolf Steiner, pessoas geniais tiveram uma morte muito prematura na encarnação anterior.

A própria individualidade “se programa”, entre a morte e um novo nascimento, para algo assim, para essa morte prematura na encarnação seguinte, para assim ter à sua disposição forças volitivas mais intensas e realizar algo que tem a ver com um grande destino, agora numa encarnação ulterior.

A outra situação, paralela a esta, se processa no ambiente, entre os familiares e amigos que acompanharam este sofrimento. A tranquilidade, a serenidade que mostra a criança com uma doença como esta, quer, por si, inspirar uma transformação na alma das pessoas e familiares que a rodeiam. O pai ou a mãe, nos momentos do seu sofrimento, terão alguns momentos de assombro e de admiração perante essa serenidade, mais ainda, perante essa delicada e sagrada luminosidade, desaparecendo essa percepção no momento seguinte no meio de sentimentos de desespero, de raiva, e outras emoções semelhantes, todas elas absolutamente legitimas nessa situação. Mas esses momentos, a percepção dessa sagrada delicadeza, também no sofrimento da própria criança, ainda que as vezes apenas consciente, deixa uma marca na alma dos adultos, marca que com o tempo pode se tornar a fonte de uma grande transformação pela qual a pessoa pode se colocar de uma forma nova na vida, de uma maneira mais generosa, mais livre. Sim: uma doença assim, na criança, pode ter e tem um profundo significado para os adultos, para os pais, irmãos e amigos. Me lembro de meus anos de médico recém formado, quando acompanhei uma criança com uma grave doença: meu chefe, um dia, olhando de longe para os familiares que nesse momento se encontravam no jardim, falou mais ou menos assim: “essa é uma doença que não está no carma da criança, mas está no carma dos pais. E o que essas doenças podem trazer, justamente se processando dessa maneira, é o impulso para uma profunda transformação; são doenças cujo sentido está no futuro e não no passado”.

Evidentemente, ante essa afirmação eu fiquei quieto, pois estava envolvido e comovido pelo sofrimento dos pais. Mas os anos me ensinaram que essa segunda situação sempre se processará positivamente na vida das pessoas, em maior ou menor grau, sem apagar, evidentemente, a saudade pelo ente querido, mas, não raramente invocando um crescimento a partir dela.
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Bernado kaliks
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Fonte: ensinowaldorf.blogspot.com.br

domingo, 29 de outubro de 2017

Ascender a nova Terra

(Natalia Alba)



Amados Emissários da Luz



Nesta etapa final de nossa bifurcação da Velha Terra, nos encontramos atravessando o espaço entre A Velha Terra e a Nova Terra Vibratória, em que alguns de nós escolhemos habitar conscientemente. Neste momento, algumas almas em ascensão já estão ancoradas em uma realidade pentadimensional, enquanto muitos podem se encontrar ainda navegando entre o portal da 4D que nos conduz para a Nova Linha do Tempo, porque, na verdade, tudo é uma questão de como escolhemos vibrar e irradiar nossa essência mais do que um número ou dimensão física.



No momento, estamos trabalhando na síntese de todos os nossos aspectos, o que não é processo de um único dia ou algo que se faça simplesmente lendo ou indo a um curador após outro, mas por despertar conscientemente nossa centelha cósmica e praticar o que pregamos. Uma mensagem de fusão interior que este novo mês, com as energias de Escorpião e com seu número 12 – reduzido: 3 – nos faz recordar. Porque é exatamente na unificação de nossas polaridades interiores que o caminho ascensional começa. É por curar todo o desamor, bloqueios e medo, que foram inconscientemente incorporados ou impostos por manipulação externa, que começamos a desvendar as muitas camadas falsas da ilusão – em que certa vez acreditamos – e incorporar um nível superior de conscientização.



Conforme continuamos o nosso processo de fusão interior – e cura – dos velhos programas, nossa capacidade de cocriar melhora. À medida que continuamos a fundir as polaridades opostas internamente, nossa capacidade de expandir e dar à luz a algo novo que só pode nascer da fusão dos opostos, mas, novamente, complementares. Esse é o lugar em que estamos dando à luz a um novo eu e a uma nova linha do tempo, enquanto continuamos também dominando o modo de ficar ancorados completamente em nossa escolha, tentando possibilidades diferentes para que possamos experimentar.



Sob uma perspectiva coletiva, o Planeta Terra parece estar enfrentando o seu período mais caótico por um longo tempo. Por favor, sejam observadores e olhem além da falsa propaganda, a desinformação que se dá para nos manipular pelas forças ocultas, a fim de discernir o que está verdadeiramente ocorrendo por trás das cenas físicas. É verdade que o nosso Planeta está em uma transformação profunda – da natureza – na forma de desastres naturais a mudança climática, assim como muitas outras questões, tais como a política. Todavia, é também verdade que a polaridade da luz está fortemente reforçada pelas muitas novas almas que estão despertando, bem como o trabalho dos vários Portadores da Luz, Almas Sementes Estelares, os que elevam a consciência e os Semeadores da Nova Terra, que estão sendo os pioneiros desta transição.



É tudo uma questão de para onde vocês escolhem concentrar a sua atenção. Porque, para experimentar a profunda bifurcação por que estamos passando, primeiramente precisa surgir a formação de polos extremos. Conforme continuamos a nossa transição para a Nova Terra, se olharmos para trás, veremos mais “caos”, mas isso não é tudo o que está acontecendo, isso é apenas um aspecto que, para nós, almas em ascensão, está mais claro agora, porque para onde estamos indo não existe uma sensação tão profunda de polarização.



Portanto, é muito importante permanecer sempre na sabedoria e na essência amorosa de nosso Eu Divino, porque, toda vez que olharmos para os lados, ou para o passado, estamos trazendo essa mesma frequência caótica para a nossa vibração presente, e daí para a linha do tempo. Isso não é o mesmo que negar a evidência de nossa natureza humana, mas acolher ambos sem julgamento e escolhendo o estado de ser que estiver mais alinhado com quem somos agora. Não precisamos ignorar, rotular ou tentar lutar contra qualquer coisa, porque sabemos que simplesmente precisamos nos expandir e deixar para trás o que vivenciamos durante eras.



Temos em nossas mãos o momento que alguns de nós vimos aguardando, um momento, uma dádiva, em que escolher onde habitar, na velha ou na Nova Terra, é essencial, porque o corpo duplo da Terra já está ocupando uma nova zona de tempo/espaço em uma oitava superior. A pergunta é: “Vocês estão dispostos a fazer o que for necessário para deixar que tudo se vá e começar uma jornada desconhecida, porém extasiante de cocriação e integração conscientes? “ Essa pergunta não se responde por um sim ou não, seus sentimentos, pensamentos e ações deixarão vocês saber onde estão em frequência.



Se vocês ainda leem, concordam, mas, então, não agem de acordo com o que realmente desejam, as próprias ações estão mostrando a sua falta de integridade, o que está perfeitamente bem se vocês estiverem conscientes. Se ainda pensarem que agir é mais importante do que Ser, estão vocês estão novamente polarizando e permitindo que a sua essência masculina esteja constantemente trazendo algo para a forma sem a o acolhimento adequado, que é necessário, do feminino interno. Se vocês sabem que é necessário curar/desfazer e ainda continuam a separar, julgar e manipular, então vocês não estão prontos para liberar um aspecto antigo da sua personalidade egoica tridimensional.



É muito importante que compreendamos que, para poder evoluir, primeiramente algo deve se “quebrar” em nosso interior para desencadear a transformação/reorganização exigida em nossos mundos internos, crenças e tudo o que costumava ser familiar para nós. Conforme muitos de nós sabemos, por experiência pessoal, em primeiro lugar, começa-se a ser contra tudo e todos que sentem falta de conscientização e compaixão.



Ainda que essas primeiras etapas possam parecer caóticas, para os que estão acessando esta jornada, vocês vão perceber, no próprio tempo, que tentar lutar e mudar o que vocês não podem é apenas um desperdício de energia e intenção. Conforme se evolui, como aconteceu a muitos de nós, se compreende que a única coisa que podemos realmente mudar somos nós mesmos, e é aí que paramos de lutar com o mundo externo e começamos a acessar o nosso mundo interior, sendo capazes de finalmente começar essa mudança com o Todo.



No momento, o coletivo está lutando com aquilo que acha que pode mudar, ou as condições externas. Deixem que sejam. É também uma parte importante ajudar outros a despertar. A coisa importante não é o que eles fazem ou deixem de fazer, mas o que nós fazemos com a nossa frequência. Se vocês optarem por concentrar-se apenas nas forças sombrias, então, vocês começarão a vibrar nessa faixa inferior, manifestando-a em sua realidade e daí vendo somente o caos.



É por observação neutra, principalmente no fim do dia, reservarmos algum tempo para nos tornar a testemunha eterna, que podemos discernir se o nosso eu egoico ainda nos domina, ou se nos tornamos mestres e, portanto, seres soberanos da própria experiência de vida. A todo momento, temos a oportunidade de escolher. Nós realmente não temos muitas escolhas, porque todas as escolhas são uma questão de decidir se habitamos no amor ou no medo, e a todo simples segundo, nos é oferecida a dádiva de nos conscientizarmos quanto ao que estamos dando nossa atenção.



A integração da Alma & a conexão Monádica



O processo de integração da alma, embora seja um processo infinito de lembrança constante, nos conduz a uma conexão mais elevada com a nossa Mônada, visto que esse é o próximo passo quando começamos a integrar os aspectos superiores de nossa alma, a partir de todo o espaço.



A alimentação de nossa conexão com nossa Mônada é fundamental para as almas ascendentes, que estão a serviço da evolução da humanidade, porque não caminhamos sozinhos neste domínio terreno, e quanto mais cultivarmos essa conexão, mais vamos perceber que nunca estivemos sozinhos. Pelo contrário, atuamos como Um em todos os momentos com os nossos aspectos superiores, que habitam na 12a dimensão, quer nos concentremos mais na separação e no aspecto individualizado da Fonte que somos, quer fôssemos mais conscientes dessa Conexão Superior.



É essencial que comecemos a incorporar a lembrança de quem somos em essência, porque somente por fazê-lo é que começaremos a agir com mais integridade e consciência, nos lembrando de mais aspectos de nossa missão anímica, bem como de nosso verdadeiro propósito nesta encarnação humana. Muitas pessoas diariamente querem saber qual é o propósito de sua alma. Quando se está nessa etapa, perguntando ao externo e tentando não parar de procurar por uma pista, não servirá à sua busca interior.



O que ajudou em minha jornada até o momento, é o fato de estar consciente de que aquilo que estamos para fazer aqui é seguir os passos que a minha alma me orientou, a fim de fazer descer mais sabedoria acerca do propósito da minha alma. Os passos iniciais são muitas vezes relativos à limpeza, cura e início do trabalho da integração da alma. Porque se não começarmos a nos purificar, os véus que cobrem a Verdade continuarão a nos impedir de ver o que precisamos.



Para poder incorporar essa conexão monádica e, portanto, mais sabedoria, primeiramente precisamos trabalhar na dissolução de todas as antigas crenças, assim como purificar os nossos corpos emocional e mental, que estão encobrindo essa conexão com a nossa Mônada. Após recuperar o equilíbrio e a purificação adequados, poderemos compreender que somos apenas uma extensão de outros aspectos nossos, que permanecem em outros planos, mas que estão respirando, sentindo e agindo como Um conosco.



É quando esse momento de iluminação surge, que deixamos todos os desejos egoicos de lado e começamos a adotar um caminho superior de serviço altruísta, porque agora nos lembramos de que não estamos aqui somente para realizar nossos meros desejos egoicos e experimentar um plano humano, mas para poder trazer essa essência mais elevada, assim como sua sabedoria para o Todo, em nossa maneira única de servir.



Não se trata mais de nós, mas do Todo. Não se trata mais do que pensamos que desejamos para nós mesmos e com quem, mas de estar plenamente presentes e cônscios do que o nosso Eu Unificado nos orienta a fazer a cada momento. Neste momento, é fundamental que nesta etapa tumultuada, sejamos capazes de permanecer sempre concentrados nessa conexão mais profunda com a nossa Mônada, porque ela não só faz parte de quem somos, como é o nosso principal guia e suporte, enquanto caminhamos como seres individualizados.



Eventos cósmicos que desencadeiam a mudança & a expansão



Em um nível planetário, a expansão que todos estamos vivenciando, internamente, de nossa maneira exclusiva, é também reprimida por Júpiter, principalmente por estarmos agora nas profundezas de Escorpião. Outro aspecto que ocorre durante o início deste mês é Júpiter formando um quintil com Plutão, em 3 de novembro. Essa frequência trará um impacto profundo no coletivo, ajudando a continuar o despertar e aprofundando internamente o próprio caminho evolutivo.



Isso será de grande ajuda, também, para que as almas ascendentes avancem em sua missão de alma e façam descer novos aspectos dela. Vai nos ajudar a despertar os dons adormecidos da alma, ir além de nossos limites humanos e ser, por trás do cenário físico, todo o potencial latente que permanece intocado nas profundezas de nosso ser.



No dia anterior, teremos também um evento cósmico muito importante, visto que Saturno fará uma quadratura com Quíron, o curador cósmico. Vocês já acordaram no meio da noite ansiosos, sem saber o por quê? Vocês ainda tendem a repetir os mesmos antigos cenários, ainda que tentem manifestar um resultado diferente? Vocês já notaram que a dor não curada batendo em seu coração, mesmo que vocês tentem encobri-la, com vícios ou qualquer véu, lhes trarão a ilusão de que há feridas não sanadas?



Se uma parte sua ainda está em sofrimento, seja porque esteja vivendo no passado, seja na perda, vocês ainda não terminaram a cura necessária com o seu corpo emocional e as feridas inconscientes. Com esse alinhamento, a sabedoria e a conscientização mais elevada, originados de Netuno em movimento direto, novamente, em 22 de novembro, pois como vocês sabem as energias não duram apenas um dia, teremos a dádiva cósmica de trazer o inconsciente à luz e começar a trabalhar todos os aspectos que permanecem na escuridão, sofrendo devido à separação que lhes trouxemos.



É o momento de assumir total responsabilidade por todo pensamento, ação tomada e perceber que nunca houve algo que fizemos de errado, em relação a nós mesmos ou aos outros. São simplesmente atos cometidos por se estar em um estado de consciência inferior ou medo. Agora vocês incorporaram aspectos mais elevados de quem verdadeiramente são. Agora vocês estão se livrando das ilusões daquilo que vocês nunca foram. Agora é o momento de se perdoar por todos os atos inconscientes, que foram feitos quando vocês eram pessoas totalmente diferentes. Vocês vieram para amar, desfrutar e abrir seus corações para as coisas que o seu eu egoico vem temendo há muito tempo.



Haverá uma abertura de portal entre a Lua Cheia de Touro, em 4 de novembro, e a Lua Nova de Escorpião, em 18 de novembro. A Lua Cheia em Touro servirá para ancorar o equilíbrio entre nossos reinos terrenos e etéreos. Isso porque Touro é regido por Vênus, e Vênus estará em Libra nesse momento da Lua Cheia, portanto, essa é outra confirmação para trazermos a síntese interior e, portanto, para as nossas vidas.



Por outro lado, a Lua de Escorpião será de grande ajuda para conectar nosso Eu Divino e começar a fazer descer e ancorar essa sabedoria em nosso plano tangível, porque isso é o que realmente nos serve e nos ajuda a ascender. Não é por habitar no etéreo que evoluímos, mas por trazer toda essa transformação, purificação e sabedoria superior para nossos corpos e para a realidade densa.



Estabilizadores, Âncoras da Nova Terra, os que elevam a consciência & Trabalhadores da Grade.



Esta é uma etapa muito importante para aqueles que trabalham para trazer a estabilização, bem como os que trabalham com as Grades da Terra e as Âncoras da Nova Terra – ao manter a frequência apropriada, agindo com pontes – para a Nova Terra. Visto que todos nós estamos enfrentando vários desequilíbrios e mudanças em nosso sistema físico e devemos tentar permanecer por tanto tempo quanto possível em harmonia, porque se entrarmos em colapso não seremos de ajuda.



Muitos dentre vocês vão ser chamados para servir de uma forma diferente ou mais ampla. Foi-me dito que muitos agora são orientados a viajar e ancorar nos lugares em que sua essência estará fazendo um serviço mais elevado. Outros podem mudar de localidade e começar uma nova etapa aí, pois mesmo que o nosso eu inferior tenda a ficar apegado, isso não diz respeito a nossa pessoa ou ao que gostamos ou não, mas sim, à Vontade Superior.



Os que elevam a consciência, como eu os chamo, são aqueles com o papel anímico de permanecer, sempre, em sua frequência mais elevada possível, vibrando no âmbito do amor e da compaixão para poder elevar a frequência em nosso Planeta. Eles são os que trabalham a partir de dentro, e onde quer que estejam, são sentidos como guerreiros pacíficos, que trazem amor e alegria a tudo o que tocam. São essenciais para manter o Planeta em equilíbrio, porque, sem o seu trabalho, o Planeta poderia não conseguir sustentar a essência apropriada que é necessária para esta transição planetária.



Para os estabilizadores, como vocês já sabem, há muita coisa, como de costume, acontecendo quando estabilizamos, quer no astral, quando acordados, quer fazendo-o plenamente conscientes, porque como muito de vocês sentiram, os ataques das forças obscuras estão se tornando mais recorrentes à medida que estão realizando a sua missão de tentar manter o planeta adormecido, como costumava ser durante eras.



Estes são alguns dos sintomas que se vocês agirem plenamente conscientes, vão enfrentar, enquanto estabilizam:



Enorme pressão em seu chacra coronário, principalmente para aqueles que fazem uma mudança pessoal interna. Porque é transformando-se e ajustando-se que se pode incorporar a Nova Luz que desce de nossa Presença EU SOU.

Uma profunda sensação de peso nas pernas;

Vertigem, principalmente comum após navegar entre diferentes linhas do tempo, porque estamos agora muito mais em contato com outros aspectos de quem somos, também em suas muitas realidades em que eles existem;

Sonolência;

Dores de cabeça, como um convite, entre muitas outras causas, para que vocês trabalhem em seu corpo mental e os purifiquem.

Alimentem-se com aquilo que servir para integrar melhor o seu corpo com essa nova luz. Vocês se conhecem e somos únicos, assim, o que serve para o meu corpo pode não ser o que vai ajudar o seu. Beber muita água pura é essencial, porque a água nos ajuda a conduzir a luz – Sabedoria Divina – que conscientemente integramos ao mesmo tempo em que purifica todos os canais. Acima de tudo, permaneçam sempre no abraço amoroso do seu Eu Divino e sua infinita compaixão pelo Todo, em vez de se concentrar no drama e no caos que outras forças sombrias criam.



É realmente uma passagem muito intensa, e é por isso que é essencial confiar e se render à mudança. Uma das experiências que começam a surgir, quando acessamos um novo caminho de cocriação consciente, é que, à medida que continuamos a nos expandir, nossa luz interior nos deixará saber quando ela encontra um obstáculo, algo que chamamos de estar em uma situação dolorosa. É quando vocês precisam purificar o caminho, a começar de dentro. É quando a sua alma pede que vocês façam uma pausa e desfaçam todos os obstáculos que estão impedindo a expansão de sua luz interior através de novos horizontes.



Tudo se cria internamente e se experimenta fora. Se vocês estão enfrentando certos desafios, então, devem se conscientizar plenamente e assumir a responsabilidade de compreender que vocês criaram tudo, para começar, apenas porque precisam dominar algo novo ou que ainda não estejam vendo, ou porque precisam continuar aprendendo como utilizar sua frequência. Não há ninguém ou alguma força externa fazendo isso a vocês, a menos que vocês os convidem, quando não reivindicam sua soberania e a propriedade do seu espaço sagrado.



É um momento em que apenas a sua bússola interna os ajudará a navegar por essa nova linha do tempo que estamos tão ansiosos para experimentar. Por enquanto, para nós, apenas a mudança constante será nossa nova realidade, visto que não existe nada fixo ou linear, ou um destino final para se alcançar, mas uma infinita expressão para se vivenciar e desfrutar. Não existe essa coisa de preciso ir àquele lugar e fazer aquilo ou encontrar com essa pessoa, porque assim eu vou me sentir feliz. Não existem coisas que vamos fazer, há apenas a felicidade de se estar plenamente ancorados internamente neste momento único do Agora.



Não precisamos ver para onde estamos indo, ou qual a próxima coisa que vai ocorrer, porque somos nós que decidimos, para começar. Somente precisamos contar com as bênçãos do momento, e com a força e o poder internos que todos possuímos, e que irá nos ajudar a conquistar novos horizontes, independentemente dos vários desafios que encontrarmos, porque agora sabemos que é neles que descobrimos mais crescimento e sabedoria.



Não se trata mais do lugar para onde nos dirigimos, mas do lugar em que estamos agora, e do que fazemos com isso, e o que criaremos no próximo novo momento, que desejamos que seja mágico. A dádiva de fazer o próximo momento conforme gostaríamos não é mais lá fora, nunca esteve lá, sempre esteve internamente, o diferente é que vocês estão respirando, agindo e pensando como seres conscientes do próprio poder e com a sabedoria suficiente para saber como utilizá-lo para se ajudar e ao Todo. Porque agora vocês se lembram que sempre fizeram parte do Todo.



Com amor e a serviço da Consciência da Unidade.



Natalia Alba.



Direitos Autorais:



Natalia Alba – http://www.starseedsoul.com/

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Vida e Consciência


Publicado por Fatima dos Anjos

Nada interessa a não ser o momento presente. E ele está onde você se encontra. Tendo isso em mente, ficará mais fácil de compreender a realidade que está sendo moldada por você. Ao concentrar-se em um ponto alheio a si, você está semiconsciente.

Sim, não importa que você já tenha conhecimento de que é um espírito imortal, de que é Deus, de que o mundo é uma ilusão e tudo mais. Sempre que você dá mais força a uma projeção do que a si mesmo, não está mais consciente.

A consciência consiste em vivenciar de maneira profunda quem você é. Veja que usei o termo vivenciar ao invés de autoconhecimento, pois implica a não intelectualização deste processo, ajudando a compreender o que significa autoconhecer-se.

O conhecimento superficial, puramente especulativo, não constitui consciência, ao contrário, é mais uma das artimanhas da mente. E isso é importante de se perceber.

Apenas a consciência pode libertar o homem de Maya. Aquele que chega ao término da experiência de vida sem um nível adequado de atenção, desvanecerá em sono profundo até o próximo renascer e uma nova experiência inconsciente, desprovido de memória e de um conhecimento razoável sobre si mesmo. Ou seja, começará tudo de novo.

A ligação entre você e o divino continuará nublada, havendo novamente a necessidade de reencarnação.

Você pode achar que seus conhecimentos sobre espíritos, sobre Maya e sobre Deus são suficientes para se libertar, mas devo lhe dizer que há um equívoco nessa premissa. Não é isso que liberta. Isso constitui conhecimento da mente, porém de nada adiantará enquanto não houver um estado constante de autociência. Só teoria não adianta, a prática se faz necessária.

Somente no estado de consciência perene é que o conhecimento será importante, do contrário será apenas uma das muitas criações mentais que você perpetua durante sua vida, constituindo um compêndio de emoções, mentalizações, frustrações, medos e dores. Aqui, a ilusão de você mesmo continuará presente.

Logo, para realmente reconectar-se ao Divino, à Criação, é necessário que você não apenas saiba quem é, mas que coloque em prática aquilo que sabe.

Não adianta saber que é imortal se você ainda sente raiva descontrolada, ainda dá mais atenção ao externo, ainda se foca só em dor e desgraças, ainda acha o sofrimento romântico, ainda alimenta o medo. Tudo isso o coloca contra o Fluxo da Criação, contra a ordem natural da existência.

Ao saber que é Deus, você deve fazer juz ao seu conhecimento. As limitações materiais criadas pelo seu falso eu estão na mais densa das realidades e não condizem com aquilo que você é de verdade. Se antes tiveram seu papel, agora é hora de transcendê-las exercendo sua divindade como co-criador.

Quando você compreender tudo isso de maneira profunda, estará finalmente adquirindo consciência e começando a percorrer o caminho de volta para casa.

Marcos Keld

Impermanência

Publicado por Fatima dos Anjos

A prática e entendimento da impermanência não é apenas outra descrição de realidade. É uma ferramenta que nos ajuda em nossa transformação, cura e emancipação. Impermanência significa que tudo muda e que nada permanece o mesmo em dois momentos sucessivos. E embora as coisas mudem a todo momento, elas ainda não podem ser descritas com precisão como as mesmas ou como diferente do que eles eram a um momento atrás.



Quando hoje nós tomamos banho em um rio que nos banhamos ontem, é o mesmo rio? Heráclito disse que nós não podemos entrar duas vezes no mesmo rio. Ele tinha razão. A água no rio hoje é completamente diferente da água que nós tomamos banho ontem. Ainda é o mesmo rio. Quando Confúcio estava na margem de um rio assistindo seu fluxo, ele disse: "Oh, flui assim dia e noite, sem fim".



O insight da impermanência nos ajuda a ir além de todos os conceitos. Nos ajuda a ir além de mesmo e diferente, vindo e indo. Nos ajuda a ver que o rio não é o mesmo rio mas também não é diferente. Nos mostra que a chama que acendemos na vela antes de dormir não é a mesma chama queimando na manhã seguinte. A chama não é duas chamas diferentes, mas também não é a mesma chama.



Nós estamos freqüentemente tristes e sofremos muito quando as coisas mudam, mas a mudança e a impermanência têm um lado positivo. Graças à impermanência, tudo é possível. A própria vida é possível. Se um grão de milho não for impermanente, nunca pode ser transformado em um talo de milho. Se o talo não fosse impermanente, nunca poderia nos proporcionar a espiga de milho que nós comemos. Se sua filha não for impermanente, ela não pode crescer se tornando uma mulher. Então seus netos nunca vão se manifestar. Portanto em vez de se queixar da impermanência, nós deveríamos dizer, "Acolhida calorosa e vida longa a impermanência." Nós deveríamos estar contentes. Quando nós pudermos ver o milagre da impermanência, nossa tristeza e sofrimento passarão.



A impermanência também deveria ser entendida a luz do inter-ser. Porque todas as coisas inter-são, elas constantemente estão influenciando umas as outras. É dito que as asas de uma borboleta que agitam em um lado do planeta podem afetar o tempo no outro lado. As coisas não podem ficar do mesmo modo porque elas são influenciadas por tudo mais.



Todos nós podemos entender a impermanência com nosso intelecto, mas isto não é, contudo a verdadeira compreensão. Apenas nosso intelecto não nos conduzirá a liberdade. Não nos conduzirá ao esclarecimento. Quando somos sólidos e concentramos, nós podemos praticar o olhar em profundidade. E quando nós olhamos profundamente e vemos a natureza da impermanência, nós podemos ficar concentrados neste insight profundo. Isto é como o insight da impermanência se torna parte de nosso ser. Se torna nossa experiência diária. Nós temos que manter o insight da impermanência para poder ver e viver a impermanência todo o tempo. Se nós pudermos usar impermanência como um objeto de nossa meditação, nós nutriremos a compreensão da impermanência de tal modo que ela viverá diariamente em nós. Com esta prática, a impermanência se torna uma chave que abre a porta de realidade.



Nós também não podemos descobrir o insight da impermanência por só um momento e depois encobri-lo e ver tudo novamente como permanente. A maior parte do tempo nós nos comportamos como se nossos filhos sempre fossem estar em casa conosco. Nós nunca pensamos que em três ou quatro anos eles nos deixarão para se casar e ter as próprias famílias. Assim nós não valorizamos os momentos que nossos filhos estão conosco.



Eu conheço muitos pais cujos filhos aos dezoito ou dezenove anos deixam a casa e vão morar sozinhos. Os pais perdem os seus filhos e se sentem muito arrependidos. Os pais não valorizaram os momentos que eles tiveram com os seus filhos. O mesmo é verdade para maridos e esposas. Você pensa que seu cônjuge estará lá por toda sua vida, mas como você pode estar tão seguro? Nós realmente não temos nenhuma idéia de onde nossos parceiros estarão em vinte ou trinta anos ou mesmo amanhã. É muito importante se lembrar da prática da impermanência diariamente.



Quando alguém diz algo que te dá raiva e você deseja que ele fosse embora, por favor olhe profundamente com os olhos da impermanência. Se ele ou ela tivesse ido, o que você sentiria realmente? Você estaria contente ou se lamentaria? Praticando este insight pode ser muito útil. Há um gatha, ou poema que nós podemos usar para nos ajudar:



Com raiva na última dimensão

Eu fecho meus olhos e olho profundamente.

Trezentos anos no futuro

Onde você estará e onde eu estarei?



Quando nós estamos bravos, o que fazemos normalmente? Nós gritamos, e tentamos culpar a outra pessoa por nossos problemas. Mas olhando para raiva com os olhos da impermanência, nós podemos parar e podemos respirar. Com raiva do outro na dimensão última, nós fechamos nossos olhos e olhamos profundamente. Nós tentamos ver trezentos anos no futuro. Como estará você? Como estarei eu? Onde você estará? Onde eu estarei? Nós só precisamos inspirar e expirar, olhar para nosso futuro e o da outra pessoa. Nós não precisamos olhar para trezentos anos a frente. Poderia ser agora, cinqüenta ou sessenta anos no futuro quando nós estaremos falecidos.



Olhando para o futuro, nós vemos que a outra pessoa é muito preciosa para nós. Quando nós sabemos que nós podemos a perder a qualquer momento, nós não ficamos mais bravos. Nós queremos abraçar o outro e dizer: "Como é maravilhoso você ainda estar vivo. Eu estou tão contente. Como eu poderia estar bravo com você? Nós dois vamos morrer em algum dia, e enquanto nós ainda estamos vivos e juntos é bobagem ficar bravo um com o outro.”



A razão pela qual nós somos tolos o bastante para nos fazer sofrer e fazermos a outra pessoa sofrer é que nós esquecemos que nós e a outra pessoa somos impermanentes. Em algum dia quando nós morrermos, perderemos todas nossas posses, nosso poder, nossa família, tudo. Nossa liberdade, paz e alegria no momento presente são as coisas mais importantes que nós temos. Mas sem um entendimento desperto da impermanência, não é possível estar contente.



Algumas pessoas nem mesmo querem olhar para uma outra pessoa quando a pessoa está viva, mas quando a pessoa morre, eles escrevem obituários eloqüentes e fazem oferecimentos de flores. Naquele momento a pessoa morreu e não pode mais desfrutar da fragrância das flores. Se nós realmente entendemos e nos lembramos que aquela vida era impermanente, nós faríamos tudo o que podíamos para fazer a outra pessoa feliz aqui mesmo e agora mesmo. Se nós passamos vinte e quatro horas com raiva de nosso amado, é porque nós somos ignorantes sobre a impermanência.



"Com raiva na dimensão última/ Eu fecho meus olhos." Eu fecho meus olhos para praticar visualização do meu amado cem ou trezentos anos no futuro. Quando você se visualiza e ao seu amado trezentos anos no futuro, se sente muito feliz de vocês estarem vivos hoje. Você abre seus olhos e toda sua raiva se foi. Você abre seus braços para abraçar a outra pessoa e você pratica: "Inspirando você está vivo, expirando eu estou tão contente." Quando você fechar seus olhos para visualizar a outra pessoa trezentos anos no futuro, você está praticando a meditação na impermanência. Na dimensão última, não existe raiva.



Ódio também é impermanente. Embora nós possamos ser consumidos pelo ódio neste momento, se nós soubermos que o ódio é impermanente, nós podemos fazer algo para mudar essa situação. Da mesma forma que com a raiva, nós fechamos nossos olhos e pensamos, onde nós estaremos em trezentos anos? Com a compreensão do ódio na dimensão última, ele pode evaporar em um momento.



Porque somos ignorantes e nos esquecemos de impermanência, nós não nutrimos nosso amor corretamente. Quando nos casamos, nosso amor era grande. Nós pensávamos que se nós não tivéssemos um ao outro não poderíamos viver nem mais um dia. Porque não soubemos praticar a impermanência, depois de um ou dois anos nosso amor se tornou frustração e raiva. Agora desejamos saber como poderemos sobreviver mais um dia tendo que conviver com a pessoa que amamos tanto no passado. Nós decidimos que não há nenhuma alternativa: queremos o divórcio. Se nós vivermos com a compreensão da impermanência, cultivaremos e nutriremos nosso amor. Só assim ele durará. Você tem que nutrir e cuidar seu amor para ele crescer.



(Do livro “No death, no fear” – Thich Nhat Hanh)

(Traduzido por Leonardo Dobbin)

Sangha Virtual

Estudos Budistas

Tradição do Ven. Thich Nhat Hanh

Muito Além do Intelecto

Publicado por Fatima dos Anjos


Compreenda algo de extrema importância: inteligência não tem nada a ver com conhecimento. Adquirir conhecimento é tornar-se instruído, mas não necessariamente inteligente. E veja que aqui eu nem me refiro à sabedoria, esse é outro nível. Instrução e inteligência são aspectos totalmente diferentes do entendimento humano.

Acumular conhecimento desvairado é um atributo de quem não conhece a si mesmo. Mais que isso, é um atributo de quem acha que sabe quem é. Não se trata de compreensão, trata-se de interpretação de informações concretas, uma vez que a raiz de qualquer conhecimento adquirível por vias materiais é constituída de objetivismos.

E não importa que haja pretensas abstrações em determinadas ideias filosóficas; em havendo a transcrição, haverá também uma perda quase integral do atributo original. Logo, qualquer conhecimento que possa ser aprendido pela mente concreta é contraído e limitado, pois assim é o pensamento.

Então, a principal diferença entre alguém instruído e alguém inteligente é que o primeiro, para saber o que sabe, procura ler 10 mil livros, mas o segundo aprendeu a buscar o conhecimento diretamente da fonte; por isso, mantendo-se em constante evolução, poderá tornar-se um sábio algum dia.

Não me refiro ao conhecimento apenas intelectual, vou muito além do intelecto. Falo da concepção universal do que é ter verdadeiro conhecimento, verdadeira inteligência e verdadeira sabedoria. Refiro-me ao saber baseado no autoconhecer e no autovivenciar que, para o mesmo efeito, leva cedo ou tarde ao conhecimento exterior que mais se aproxima daquilo que constituímos como verdade. Aqui, a sabedoria então pode ascender.

Mas isso só poderá vir quando o indivíduo perceber que o conhecimento não está em sua mente. Esse é o grande truque. Enquanto o intelectual busca ler tudo o que puder, o sábio acessa tudo aquilo de que ele precisa diretamente dos registros coletivos da consciência humana. E isso só pode se dar quando há espaço suficiente para a manifestação da intuição, do sopro do Eu Profundo.

Aquele em busca da sabedoria compreende que todo o conhecimento adquirido em vida se perde no momento da morte. Todos os diplomas, cursos, reconhecimentos, prêmios, conquistas, tudo isso se torna apenas uma partícula singular. Compreender isso é libertador, pois se entende que a busca exacerbada por conhecimento é desperdício de energia.

O conhecimento não está na mente, e isso é algo que pode chocá-lo. E eu lhe proponho apenas uma pequena meditação a respeito, pois sei que isso fará todo o sentido para você. A mente é apenas um referencial, um guia. O pensamento não nasce na mente física, assim como tudo o que aprendemos não fica nela armazenado.

Você, como divindade, sabe tudo. Mas você, como pequeno eu, não tem consciência disso.

Logo, como pequeno eu, você tenta compensar esse esquecimento lendo e estudando desesperadamente para aprender tudo o quanto for possível, quando o mais sábio e eficaz seria tornar-se consciente e reconectar-se com seu lado divino que tudo sabe, tudo vê e tudo entende.

E é justamente por não compreender isso que você, ainda achando que é o pequeno eu, sofre, pois não compreende as coisas, se enraivece, pois não sabe como lidar com as pessoas e se magoa, pois não consegue entender a si mesmo. Seu estado de inconsciência produz uma avalanche de mentalizações em forma de flagelos.

Então, o grande lance é você deixar de lado essa ânsia por compreender tudo. Isso só leva a muita confusão pelo excesso de informações. Torne-se, ao invés disso, mais e mais consciente de si mesmo e do seu entorno.

Aos poucos, você estará derrubando barreiras que impedem que a intuição aflore. Pois quando ela soprar em seu pescoço, um novo universo estará ao seu alcance. Você saberá coisas que jamais pensou em conhecer; verá abstrações tão nítidas como uma xícara de café; começará a entender as mais complexas questões formuladas até então por sua mente.

Tudo isso, sem o menor esforço.

Marcos Keld

Fonte: Potencialidade Pura