terça-feira, 15 de agosto de 2017

Medicina Antroposófica

Leonardo Maia
bibliotecadaantroposofia@antroposofy.com.br



“Anthropos”, em grego, quer dizer homem, e “sofia”, sabedoria. A antroposofia busca, assim, o conhecimento global do homem, valorizando não só o seu aspecto corporal, mas também aquilo que está oculto: a sua vida psíquica
e a sua individualidade.

Antroposofia investiga vida do paciente em busca da cura

Eles são médicos com formação científica e diplomas na parede, mas não estão interessados em ouvir apenas as queixas físicas do paciente. Antes do diagnóstico, eles querem saber tudo sobre você: como vai o trabalho, os relacionamentos familiares e os contatos sociais. Perguntam sobre hábitos, modo de vida, traumas do passado, rompimentos, perdas e frustrações. Querem entender a forma como você se posiciona em relação à vida, ao mundo e aos outros. E, na hora do tratamento, eles recorrem, conforme o caso, a uma série de recursos terapêuticos: medicamentos químicos (alopatia), homeopáticos e fitoterápicos, terapias artísticas (canto, dança, pintura, modelagem), massagens, compressas e até banhos especiais.

Essa fusão de técnicas e conhecimentos é própria da medicina antroposófica, especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1993. É a medicina convencional ampliada pela antroposofia, ciência espiritual desenvolvida no início do século passado pelo pensador austríaco Rudolf Steiner.

“Anthropos”, em grego, quer dizer homem, e “sofia”, sabedoria. A antroposofia busca, assim, o conhecimento global do homem, valorizando não só o seu aspecto corporal, mas também aquilo que está oculto: a sua vida psíquica e a sua individualidade.

Os médicos antroposóficos partem do princípio de que a doença é um sinal de desequilíbrio interno. Por isso é preciso tratar não só o órgão debilitado, mas as causas que provocaram o desequilíbrio. Essas causas, segundo eles, estão, geralmente, na alma e no espírito do homem. Como alma, os antroposóficos entendem a vida psíquica, a sensibilidade e os processos de empatia e, como espírito, a organização do eu, a autoconsciência.

“Podemos dizer que 90% das doenças crônicas (como alergia, hipertensão, artrite, reumatismo, asma, problemas digestivos e enxaqueca) têm um componente psicossomático”, explica o pediatra Ricardo Ghelman, coordenador do ambulatório de hematoncologia da Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos, em São Paulo. “Os medicamentos convencionais conseguem suspender o processo da doença. Mas, se você tirar o remédio, volta tudo”, diz ele.

Um exemplo clássico de doença psicossomática é a hipertensão arterial. “Os livros de medicina falam que 80% das causas são de origem essencial, ou seja, de origem desconhecida. Mas o que a gente vê, na prática, é que esses pacientes que não apresentam um problema mais orgânico têm uma tensão de vida. Se você puder tratar um paciente hipertenso com uma terapia artística, como dança, canto ou modelagem, e puder melhorar a qualidade de vida dele, isso terá um impacto muito maior do que a dependência de medicamentos. É claro que um anti-hipertensivo tem indicações, mas, a longo prazo, é importante tratar as causas”, explica Ghelman.

Cura

Na visão antroposófica, as doenças são pequenas crises que surgem justamente para ajudar a pessoa a evoluir, para alertá-la de que é necessário mudar o ritmo diário e harmonizar as diversas áreas de sua vida, como trabalho e lazer. Por isso o processo de cura começa pela busca do conhecimento interno, feito por meio de um levantamento biográfico: o paciente revê as diversas etapas de sua vida para descobrir o que precisa ser redirecionado.

“Na antroposofia, o paciente percebe como a doença se encaixa na história de vida dele e participa do tratamento por meio da mudança de hábitos e comportamentos”, diz a médica Nélida Fontana.

Para ajudar nesse processo de autoconhecimento e cura, os antroposóficos recomendam atividades artísticas e corporais. Essas técnicas estimulam o paciente a entrar em contato com os próprios sentimentos, a se soltar, a descobrir coisas que o agradam ou incomodam e a interagir melhor com o mundo a sua volta.

“Pacientes estressados, esgotados perdem a capacidade de se relacionar consigo mesmos. Mais do que de medicamentos, eles precisam de atividades para reutilizar a criatividade. O som, a cor e o movimento motivam a alma humana” diz Samir Rahme, presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos.

A exemplo da medicina comum, a antroposófica pode tratar de qualquer tipo de doença. Mas, em algumas áreas, os resultados são melhores do que em outras. É o caso do tratamento de doenças crônicas e de distúrbios hormonais, principalmente em mulheres que têm tensão pré-menstrual ou estão na fase da menopausa. Outra área de sucesso é a pediátrica.

“O tratamento com remédios homeopáticos na pediatria tem uma resposta mais rápida, porque as crianças têm mais vitalidade e força de autocura”, explica José Roberto Lazzarini, diretor médico do Weleda, laboratório de medicamentos naturais.

Nas doenças em que é preciso um tratamento mais agressivo com medicamentos químicos, como é o caso do câncer, a medicina antroposófica vem sendo usada como terapia coadjuvante, oferecendo alívio para alguns sintomas colaterais, fortalecendo o sistema imunológico e ajudando o paciente a rever seus passos para ter uma vida melhor e mais saudável.

Especialistas

Na Europa, principalmente na Alemanha, na Suíça e na Holanda, a medicina antroposófica é bastante popular. Há até hospitais antroposóficos. No Brasil, o número de profissionais não passa de 300, mas a expectativa da Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos é que os oito cursos de especialização existentes no país passem a formar cem profissionais por ano. Os cursos, com duração de três anos, estão disponíveis apenas para quem concluiu o curso de medicina.

Onde

A Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos oferece atendimento com vários especialistas na sua sede, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. As consultas custam R$ 40. Lá funciona também um ambulatório gratuito para pacientes com câncer. Tel:(11)5522-4744.

Biblioteca Virtual de Antroposofia

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Vidas passadas

VIDAS PASSADAS EM OUTROS MUNDOS

Uma grande descoberta da Terapia de Vidas Passadas é o conceito de alienação. Muitas pessoas já se sentiram desajustadas desse mundo ou da realidade atual; já se sentiram carentes de algo além, que existe em algum ponto do tempo e do espaço, que nos dava felicidade, mas que ficou perdido no passado. Pessoas com esse sentimento frequentemente olham para o céu e sentem que algo lhes falta. Um desamparo pode tomar conta de sua alma, um desejo de retornar ao seu lar de origem, a sua verdadeira casa, com sua verdadeira família. O sentimento de não pertencer a esse mundo, e de estar alienado do meio em que vivemos atualmente chama-se alienação.
Aqui não designamos a alienação da mesma forma que a Sociologia, como estar alheio ao meio social, desligado dos fatos correntes, ignorante e centrado no fútil e no superficial. Tampouco tem relação com a alienação no sentido psicopatológico, de loucura, despersonalização, desatino, etc. A alienação, da forma como entende a terapia de vidas passadas refere-se ao estado emocional e mental do indivíduo que se sente um alienígena em relação ao mundo. É alguém que sente, e intimamente “sabe”, que não pertence a sua realidade atual.
Trata-se de um sentimento ou estado de não pertencimento ao lugar em que se encontra ou de se estar “fora de casa”; distante do “nosso lugar” no cosmos. Ser um “estranho no ninho”, não ser daqui; sentir saudade de outro lugar ou outra época. Essa saudade de outro tempo e lugar é muito comum na alienação. A pessoa sente uma eterna nostalgia de algo que não sabe definir o que é, mas em seu íntimo ela compreende como algo muito precioso que foi perdido. O “alienado” também pode se sentir isolado de tudo e todos, ou mesmo buscar consciente ou inconscientemente esse isolamento como forma de proteção desse mundo que lhe é estranho.
É também comum ao indivíduo com alienação um sentimento de abandono. Mas não se trata de ser abandonado por seu pai, sua mãe, seu irmão, ou por alguém específico. Esse sentimento de abandono vai além, agrupando algo maior e indefinível. É um sentimento de quase “abandono cósmico”, como se a pessoa estivesse jogada nesse planeta, distante do seu lugar natural, e de sua origem. Em outras palavras, a pessoa sente-se perdida num mundo que não é seu, e não sabe o que está fazendo aqui. Há uma espécie de desamparo sutil, uma sensação de ter sido esquecido aqui e estar longe, muito longe de onde era para estar. Como já dissemos, algumas pessoas olham para o céu com saudade de algo que não sabem o que é, mas que lhes provoca saudade e esperança de retorno.
Alguns sentem que sua verdadeiramente família e amigos não são daqui. Seus parceiros evolutivos reais estariam em outro espaço-tempo, ou mesmo outra dimensão. Amamos pessoas que não se encontram presentes, sequer as vimos fisicamente, mas sentimos sua existência por uma memória oculta.
Hans Tendam, o maior pesquisador da TVP, adverte que “enquanto as pessoas preferirem viver lá em vez de vir pra cá, os problemas persistirão…”.
A base da alienação, segundo Tendam, seria um complexo de superioridade, pois talvez os indivíduos não aceitem estar num local de menor importância. Elas podem sentir que tudo neste mundo é muito atrasado, limitado, denso, inferior, imperfeito, complicado, errático, e por isso, podem chegar ao ponto de desprezar o ser humano e o mundo.
Já tivemos a oportunidade de ouvir e atender muitas pessoas com esses sintomas. Uma de nossas clientes relatava que boa parte dos problemas que ela tinha era devido a um pensamento fixo que desde sua infância ela cultivava em sua mente. Esse pensamento recorrente dizia que ela “não pertencia a esse planeta”. Ela não sabia de onde vinha, não era algo muito consciente, não havia a recordação clara de outras experiências, mas ela frequentemente sentia e pensava que era “de outro mundo”.
Outras pessoas com as quais tivemos a oportunidade de dialogar e atender já apresentam uma ou outra lembrança de locais, planos, mundos, realidades, planetas, etc, que elas podem sentir saudade e desejo de retorno. Algumas pessoas lembram vagamente de uma atmosfera diferente em outro lugar. Como se nesse mundo houvesse um céu distinto do terrestre, seja na cor ou mesmo na vibração. Esses outros mundos, descritos pelas pessoas, podem vir de lembranças espontâneas ou provocadas durante a regressão de memória. Geralmente as lembranças provocadas vêm a confirmar as lembranças espontâneas e a completar o que estava faltando na memória.
Há indivíduos que se referem a planetas onde as energias são bem menos densas do que na Terra. Essas pessoas quase sempre aceitam que o planeta Terra pode ser considerado um mundo de alta densidade, com uma vibração bem baixa, além de energias e seres hostis, o que não ocorre no seu mundo de origem.
Essas pessoas podem também sentir falta de alguma característica do planeta de origem. Uma de nossas clientes relatou que ela sempre sentiu falta, desde a infância, de uma cor específica, uma cor que não existe na Terra, mas que internamente ela sabia que existia, pois havia uma vaga lembrança de longas experiências, muito antigas, com essa cor. Outra cliente nos relatou que o planeta Terra é muito iluminado, no sentido físico do termo, ou seja, aqui existe muita luz, provavelmente pela proximidade do sol em relação à Terra, algo que deve ser diferente em seu mundo de origem. Ela sempre dizia que a Terra era “muito clara” e que suas lembranças remontam a um lugar onde a iluminação era menor: “parecido com o entardecer terrestre” dizia ela.
Esses mundos, descritos por algumas pessoas, são habitados por seres menos inclinados a agitação, a emoções inferiores e a conflitos. Os seres desses mundos são geralmente escritos como pacifistas e pensam mais no coletivo do que no individual. Cada mundo tem suas belezas naturais específicas. Alguns falam de belos e verdejantes jardins, outros mencionam mundo onde há abundância de cristais; há também mundos que são difíceis de definir em termos meramente humanos, mas nem por isso são menos reais que a Terra.
Algumas pessoas sentem que perderam pessoas que muito amavam ao vir a Terra. Muitos reclamam que sua “família e amigos verdadeiros não estão aqui”. Uma de nossas clientes disse que sua mentora, que sempre a acompanhava, era na verdade uma habitante de seu mundo de origem, e que ela, a cliente, teve de vir a Terra, mas sua mentora não. Por esse motivo, sua mentora a ajudava em suas tarefas terrenas, para que ela, a cliente, pudesse retirar o máximo de aprendizado das experiências neste mundo e conseguir o despertar espiritual. Em outra ocasião, uma moça me contou um caso de um amor de outro mundo. Ela dizia que sentia não ser da Terra, e contou que, de vez em quando, ela avistava uma luz no céu, e sabia internamente que o “seu amado de outro mundo” estava presente nessa nave. Segundo ela, ele esperava o momento em que eles poderiam se reencontrar, assim que ela cumprisse sua missão aqui na Terra. Certo dia, essa luz no céu apareceu (era provavelmente uma nave), e ela sentiu que dessa nave se irradiava uma luz suave que chegava até a cama onde estava deitada, e sentia fortemente a presença desse ser de outro mundo. Sem nunca o ter visto fisicamente, mas apenas mentalmente, ela sentia que o amava e que também era amada.
Apesar de essas estórias serem difíceis de acreditar, há um grande número de casos que vem a confirma-las, ao menos em parte. No entanto, é preciso tomar cuidado com certos exageros, e saber diferenciar aquilo que tem base real, daquilo que não passa de um devaneio de uma mente que deseja fugir da realidade e começa a imaginar coisas. Nessa área é preciso muito cuidado. Já tivemos contato com histórias extravagantes que fogem ao bom senso e que devem ser vistas com bastante reserva.
De qualquer forma, a alienação, da maneira como estamos descrevendo aqui, não se limita apenas a sentimentos de apego relacionados a outros mundos físicos. É possível que a pessoa sinta saudade e tenha pertencido a mundos não físicos; a universos de pura energia, e por isso sinta um desajuste em relação ao corpo material terrestre, composto de alta densidade. Por outro lado, há também casos de pessoas que estão apegadas ao plano espiritual, ou seja, ao estado entre uma vida e outra, onde gozamos de liberdade e energias mais elevadas do que na Terra. É também possível que a alienação se refira, em alguns casos, a nossas próprias vidas passadas neste mundo, em algum lugar de um passado perdido onde fomos felizes, mais íntegros, e isso nos provoca nostalgia. A fim de verificar a origem dos sintomas típicos de alienação, o melhor caminho que conhecemos é a Terapia de Vidas Passadas.
E como a TVP trata a alienação? O Tratamento da alienação consiste numa técnica chamada “Homing”. Tendam descreve os procedimentos gerais da técnica: “A revivência do lar é uma experiência tão forte, que representa uma verdadeira volta ao lar. Portanto, não há um lugar mais importante do que as sessões de ida para o lar, para voltar ao aqui e agora. Normalmente, as pessoas não querem isso. A solução é tão simples quanto revolucionária: faça com que elas se sintam ali e aqui ao mesmo tempo. É comum que essa experiência termine com o sentimento de uma ligação indestrutível com o lar: nas costas, no pescoço e nos ombros ou na parte superior da cabeça. Às vezes pode até ser entre os olhos; então, nos sentimos verdadeiros cidadãos de dois mundos”.
Essa técnica pode ajudar a amenizar os sintomas decorrentes da alienação, e fazer a pessoa aceitar melhor, ao menos em parte, o estado do mundo atual. Uma coisa é certa: se encarnamos na Terra, é porque precisamos viver neste planeta e atravessar as experiências que existem aqui. Precisamos aprender a arte de estar no mundo, mas sem pertencer a esse mundo. Essa é uma grande conquista para nosso espírito

post em Mente Aberta

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

OBSERVAÇÃO SINCRÔNICA ENTRE A ALMA HUMANA E O COSMOS

"Então… uma certa obscuridade, uma certa letargia se estendeu ao longo da vida da humanidade; os sonhos cósmicos retrocederam e a vida instintiva se fortaleceu…"

Rudolf Steiner

Os seres humanos que viviam na Terra no antigo mundo pagão se sentiam membros de todo o cosmos. Eles sentiam como as forças que atuam sobre os movimentos das estrelas se estendiam à sua própria ação, ou melhor, as forças que surtiam efeito sobre as suas ações. Essa antiga sabedoria foi obtida a partir da contemplação do curso das estrelas e, em seguida, utilizado como base para os preceitos regem a ação humana.

Essas civilizações antigas só podem ser entendidas se a ciência espiritual direcionar sua luz sobre a evolução humana no seu aspecto exterior.

É bem verdade que as pessoas que viviam na terra naqueles tempos antigos tinha uma espécie de vida anímica instintiva, num sentido mais parecido com a vida da alma dos animais do que dos humanos modernos. Mas é um conceito muito unilateral da vida humana dizer que, naqueles tempos antigos, as pessoas eram mais como animais. No teor da alma, o ser humano que se movia sobre a Terra eram, de fato, mais parecidos com o animal, mas esses corpos humanos-animais foram usados por seres anímico-espirituais que se sentiam membros dos mundos supra-sensíveis, especialmente dos mundos cósmicos.

E sempre vamos suficientemente a fundo, pode-se dizer que os seres humanos faziam uso de corpos animais como instrumentos em vez de sentirem-se dentro desses corpos. Para caracterizar esses seres com precisão, devemos dizer que quando eles estavam despertos, eles se moviam com uma vida instintiva como a dos animais, mas esta vida instintiva de alma brilhava algo como sonhos de seu estado dormente, sonhos lúcidos. E nesses sonhos despertos percebiam como tinham descendidos, usando corpos de animais apenas como instrumentos.

Este teor interior e fundamental da alma humana foi então expressa como um rito religioso, no culto de Mitra, com seu principal símbolo de Deus Mitra montando um touro sobre ele o céu estrelado a que pertence, e debaixo dele, a Terra à qual pertence o touro. Este símbolo não era, estritamente falando, um mero símbolo para essas pessoas da antiguidade, era uma visão da realidade. Todo o teor da alma das pessoas, fez-lhes dizerem para si mesmos: Quando estou fora do meu corpo à noite, eu pertenço às forças do cosmos, dos céus estrelados; quando eu acordo de manhã, faço uso de meus instintos animais em um corpo animal.

Em seguida, a evolução humana passou, figurativamente falando, a um período de crepúsculo. Uma certa obscuridade, uma certa letargia, se estendeu ao longo da vida da humanidade; os sonhos cósmicos retrocederam e a vida instintiva se fortaleceu.

Rudolf Steiner – Trecho da GA193

domingo, 16 de julho de 2017

Aquele que vê e identifica como você

MESMO É APENAS UM MINÚSCULO FRAGMENTO DA VASTIDÃO DAQUILO QUE REALMENTE É
Publicado por Fatima dos Anjos em 16 julho 2017 às 22:38 em MENSAGENS DOS MESTRES
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Mensgaem de Jesus Através de John Smallman

13 de julho de 2017

A vida é para ser vivida e, para fazerem isso, precisam usar suas competências e habilidades humanas, que são diferentes em cada um de vocês e isso, é parte de suas vidas humanas e experiências de aprendizagem.

Com algumas pessoas se sentem em muita harmonia - "na mesma página" - enquanto que com outras, muitas vezes parece não ser um ponto onde possam encontrar e trocarem ideias significativas. E, mesmo com aqueles com quem se sentem mais em harmonia, haverá desentendimentos e confusões. No entanto, estas não são situações de conflito, a menos que escolham por fazerem conflitos com outras pessoas além delas.

Tendem a fazer isso quando estão com medo, medo de falhas ou inadequações, que percebem em si mesmos e para as quais se julgam negativamente, às vezes com bastante dureza. Como muitas vezes já disse, estar humano pode ser muito perturbador. Escolheram experimentar a separação da Fonte e, ao fazê-lo, impuseram severas limitações em si mesmos, o que pode ser extremamente frustrante, já que as interações entre você e outras pessoas se desmoronam por mal entendimentos ou interpretações erradas.

Interiormente, sabem que não é assim que as coisas deveriam ser. Possuem uma lembrança interior, mas oculta, que sabe tudo do que desejam saber e estar com ou sem ela é intensamente irritante e assustador porque consequentemente e geralmente se veem como incompetentes e temem que os outros também percebam e venham a julgar e rejeitá-los por causa disso.

Precisam se lembrar de que são, sempre foram e serão filhos infinitamente amados de Deus, perfeito em todos os sentidos, porque o que Deus cria só pode ser perfeito. O que veem e identificam como "você mesmos" é apenas um pequeno fragmento da vastidão daquele que realmente são.

Seus corpos humanos são apenas pequenos receptáculos no qual encontraram uma parte ou um aspecto muito pequeno de si mesmos para permitir que experimentassem a separação, a solidão, o abandono. Ao fazê-lo, escolheram limitar severamente seus conhecimentos de quem são na Realidade. No entanto, foram criados perfeitos, com alegria, e, embora esse conhecimento esteja escondido de vocês na forma humana, todos têm uma saudade muito profunda de retornarem à Unidade com a Fonte, o status eterno e natural.

Esta separação de parte de si mesmos desenvolveu o ego para ajudá-los a sobreviverem nos reinos físicos, quando liberaram o direito de usarem seus corpos e todas as suas competências e habilidades - física, mental e emocional - o que tem feito. Parece que cederam seus poderes, especialmente quando suas emoções fluem selvagemente impulsionadas pelo medo, pânico ou raiva. No entanto, definitivamente, este não é o caso.

Podem substituí-la, sempre que optarem por fazê-lo, afastando-se da situação, fazendo uma pausa e observando-a. A emoção não se dissipará imediatamente, todavia perceberão que não precisarão agir, que existe uma escolha. Frequentemente, podem optar por agir - muitas vezes irracionalmente - no momento, porque este comportamento lhes parece satisfazer uma intensa necessidade. E essa necessidade é a necessidade de serem vistos, reconhecidos, honrados, aceitos e AMADOS!

É evidente que desejam ser amados porque o Amor é a natureza de cada um de vocês. Sentir-se não amado é extremamente doloroso e esse é o sentimento ou a sensação que a separação proporciona em abundância. A maioria de vocês procura Amor nos relacionamentos com - pais, irmãos, amigos, colegas de trabalho, membros da equipe esportiva e parceiros de vida - mas antes de encontrá-Lo naqueles que convivam com vocês, primeiramente, devem procurá-lo dentro de si mesmos, onde reside eternamente.

São todos Amor e, embora, possam encontrar consolo temporário em relacionamentos humanos, só irão encontrar consolo, conforto e satisfação a longo prazo num relacionamento humano, quando descobrirem a infinita abundância de Amor que reside dentro de vocês.

Para a maioria das pessoas, crescer é um tempo durante o qual eles experimentam muitos julgamentos negativos e não aceitação. As pessoas precisam, com frequência serem amorosamente afagadas a partir do momento do nascimento físico e, na medida em que crescem e se desenvolvem, para que possam revelar ou descobrir o Amor que reside dentro delas, que está escondido até ser amorosamente despertado por parentes próximos.

Quando isso não acontece, tornam-se endurecidos, fingindo a si mesmos e aos outros que não têm necessidades, ou optam por serem feridos e vítimas carentes - na verdade, ambas as facetas tendem a alternar dentro delas, dependendo das situações em que se encontram.

No entanto, todos recebem avisos para preveni-los do fato de que são seres espirituais. A vida material de uma pessoa nunca poderá proporcionar uma verdadeira satisfação. Não importa o quanto de "coisas" venha a reunir, seja material - brinquedos, casas, carros, obras de arte, memorabílias que atraiam alguém - ou emocional - admiração, adulação, respeito, honras – que, no final, nunca será suficiente!

A natureza de todos é o Amor. O Amor de Deus, com quem são eternamente UM e que a aparente falta de Amor (porque eu lhes asseguro que só parece que Ele está faltando) que experimentam consistentemente como seres humanos é dolorosamente terrível e aterrorizante. Construíram a ilusão para experimenta-la, no entanto, não tinham ideia de quão dolorosa ela poderia ser e seria. E o despertar que recebem, embora diferente para cada um de vocês, sempre incluiu a consciência dolorosa de que a vida como um ser humano não é e nunca pode ser suficiente.

O Amor que todos buscam reside permanentemente dentro de vocês, então cessem de procura-lo, vão para dentro, fiquem quietos e permitam que venha a abraça-los. Com toda a certeza o fará, se permitirem que o faça. A maioria de vocês tem grande dificuldade em acalmar suas mentes o suficiente para se tornarem consciente do Amor, porque seus egos são mais vociferantes em seus esforços em convencê-los a se concentrar plenamente no ambiente físico que a ilusão suporta.

Paciência é necessária, todavia, a sua idade moderna é toda sobre a pressa, sobre tanto para ser feito em tão pouco tempo. No entanto, na verdade, muito pouco precisa ser feito com pressa.

Meditar, contemplar, relaxar ou descontrair é liberar a necessidade de se apressar e, ao fazê-lo, descobrem que têm tempo suficiente para tudo do que realmente precisa ser feito para garantir suas saudáveis sobrevivências como humanos. São as ansiedades que os levam ao desenvolvimento de doenças - físicas, mentais ou emocionais - É claro que nunca devem se julgar ou se culparem por doenças. Elas são apenas chamadas mais intensas do despertar, para persuadi-los a entrar onde têm tudo do que precisam para encontrarem a paz, satisfação e alegria - Amor!

E dentro, quando encontram o Amor, Ele brilha e esse brilho que resplandece em vocês atrai outros para si. O Amor é irresistível que, no entanto, muitas vezes, é confundido com experiências amorosas humanas e temporárias que, como não duram, podem lhes causar dores e grandes sofrimentos.

Recolham-se, fiquem quietos e permitam que o Amor possa abraça-los como certamente fará. Então, a paz irá envolvê-los e é quando descobrirão que têm a força e a persistência para se permitirem ser o Amor que têm procurado. E, quando isso acontece, seus medos e ansiedades se tornarão muito menos exigentes ou intrusivos e vocês lidarão com muito mais facilidade com os problemas e questões com que suas vidas humanas lhes apresentam e, então, verão que esses medos e ansiedades, de fato, se dissolveram com o Amor a guiá-los a todo o momento.

Seu amoroso irmão,

Jesus.

John Smallman

Fonte: http://johnsmallman.wordpress.com/

Tradução: Sementes das Estrelas / Candido Pedro Jorge

http://www.sementesdasestrelas.com.br/2017/07/jesus-aquele-que-ve-e...

Propósito e Valor

Mensagem dos Anjos canalizada por Ann Albers

15 de Julho de 2017

Nunca em sua vida você está sem um propósito. Embora exista um grande valor em “buscar o seu propósito””, saiba que o seu verdadeiro propósito aqui na Terra é ver o amor, ser Amor e expressar o amor que surge de você a cada respiração. É realmente muito simples. Nos momentos em que você estiver fazendo isto, você sentirá que a sua vida é alegre, significativa e expansiva.

Embora ter um papel que você ama, realizar ações que parecem “significativas”, ou deixar um legado possam ser expressões de seu propósito mais profundo (ver o amor, ser amor, expressar o amor), eles não são requeridos para viver uma vida que pareça significativa e rica em propósito.

Você pode trabalhar humildemente no jardim durante todo o dia, e ainda encontrar um propósito para estar em paz. Você pode observar as nuvens e sentir que o seu propósito é acolher a tranquilidade. Você pode ajudar uma pessoa, abrindo uma porta e saber que a sua vida teve um significado neste dia. Você pode receber uma pequena crítica e transformá-la em amor e saber que há um grande propósito neste ato para a sua alma.

Não tente se invalidar simplesmente porque você não encontrou uma “atividade” que o faça se sentir importante. Respire… Você tem um propósito nisto, pois agora você é parte do ecossistema no Planeta Terra, alimentando as árvores e recebendo o oxigênio que elas fornecem. Respire novamente… Você acabou de compartilhar a sua energia com toda a criação e está absorvendo as energias de toda a criação. Existe um propósito.

Olhe a sua volta. Encontre uma coisa que seja como o amor para você - uma cor, um objeto, uma pessoa. Feche os seus olhos agora. Sinta o seu coração. Pense em uma coisa que gosta em você. Agora realize a sua próxima ação com grande amor. Vê como isto é simples? Você acabou de ver o amor, foi amor e expressou o amor. Você está vivendo com propósito.

Querido, aos nossos olhos todos vocês são iguais. Da imensidão das montanhas, até à forma de vida unicelular mais inferior, todos vocês são criados do mesmo amor. Cada um de vocês se ajusta perfeitamente à intrincada rede da existência e cada um de vocês tem um propósito.

Deus o abençoe! Nós o amamos muito.

Os Anjos

Direitos Autorais:

© 2013 Ann Albers - www.visionsofheaven.com

Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br