Se você encontrou a sua verdade dentro de você, não há mais nada para descobrir em toda esta existência.
A verdade está atuando através de você.
Quando você abre os olhos, é a verdade abrindo os olhos.
Quando fecha os seus olhos, é a verdade que está fechando os olhos.
Esta é uma meditação extraordinária.
Se
você puder simplesmente entender o mecanismo, não precisará fazer nada –
o que quer que esteja fazendo, estará sendo feito pela verdade.
Se
você estiver andando, será a verdade andando; se estiver dormindo, será
a verdade dormindo; se estiver falando, será a verdade falando; se
estiver em silêncio, será a verdade que estará em silêncio.
Esta é uma das técnicas de meditação mais simples.
Pouco a pouco, tudo se acomoda segundo esta fórmula simples e, então, não há mais necessidade da técnica.
Quando
você está curado, joga fora a meditação, joga fora o remédio. Então,
você vive como verdade – cheio de vida, radiante, satisfeito, abençoado,
uma canção em si mesmo.
Toda
a sua vida se transforma em uma prece sem palavras ou, melhor dizendo,
em um estado de oração, em um estado de graça, de beleza que não
pertence a este mundo, em um raio de luz vindo do além, iluminando a
escuridão do nosso mundo.
A voz interior não fala por palavras, mas na linguagem inarticulada do coração.
É como um oráculo que só fala a verdade.
Se
tivesse um rosto, seria assim, desperto, vigilante, e capaz de aceitar
tanto a escuridão quanto à luz, simbolizadas pelas duas mãos que seguram
o cristal.
O cristal, em si, representa a luminosidade que advém de se haver superado todas as dualidades.
A
voz interior também pode ser brincalhona, à medida que mergulha
profundamente nas emoções e ressurge para lançar-se em direção ao céu,
dançando nas águas da vida.
Há
momentos em nossas vidas, em que muitas vozes parecem nos estar
chamando de várias direções. A própria confusão que sentimos nessas
ocasiões, é um lembrete para que procuremos silêncio e centramento
dentro de nós mesmos.
Só assim seremos capazes de escutar a nossa verdade.
Osho
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